sábado, 29 de dezembro de 2012

Capítulo 3

The thunder before the lightining

Era um domingo chuvoso e decidi permanecer em casa, conversando com minha mãe sobre nada, vendo filmes, etc, nada muito legal. Na verdade, eu não me importava de ficar em casa, era melhor do que sair no tempo frio, úmido e chuvoso e voltar pra casa encharcada, com o cabelo frizzado e com grandes chances de contrair uma gripe.
Ainda faltava uma semana para a viagem e eu havia marcado de sair com as meninas para ir ao shopping comprar alguma roupa nova no dia seguinte e ver algum filme. Sem os meninos.
Por falar em meninos, o Jonas continuava na política de “eu não vou correr atrás de você” de sempre, e eu continuava na minha “eu quero falar com você, mas não vou porque eu estou puta, e você é um grande idiota”. Ele tinha dito que havia mudado, mas parecia que essa mudança foi temporária, porque foi só nós dois brigarmos para que ele voltasse a ser o sapo, e não o príncipe. Ainda me pergunto aonde eu achei o príncipe. Quer dizer, a pergunta não seria “aonde”, seria “como”. Então, como?
Tudo começou com a festa de formatura, que foi uma surpresa pra mim. Depois, simplesmente, as coisas ficaram melhores. Claro que depois da festa eu fiquei preocupada, pelo fato de nós termos passado quase uma semana sem nos falar – que me fez pensar naquela velha história de eu ter caído no joguinho dele. E quando eu estava prestes a achar que eu estava sendo a otária da relação de novo, nós nos encontramos numa reunião na casa do Liam.

Flashback on

Acordei com o som do meu celular, apitando insistentemente no meu ouvido. Desgraçado, pensei.
- Alô? – murmurei, colando o celular ao meu ouvido enquanto esfregava os olhos com a outra mão. Bocejei enquanto a outra pessoa respondia.
- Demi! Vamos pra casa do Liam? – My disse, entusiasmada. Sentei na cama, cruzando minhas pernas em borboleta.
- Pra quê? – falei, arregalando os olhos ao que olhei para o despertador na minha mesa de cabeceira. Já era 3 da tarde!
- Pra ver algum filme. Sugestão do Jonas. – fiquei em silêncio, decidindo se ia ou não. Ver Joe e ser rejeitada seria pior do que ficar em casa fazendo companhia às paredes.
- Ele ainda existe? – indaguei com um tom de ironia. Aposto que Miley estava fazendo uma careta.
- Ih! Ele sumiu? - encarei minhas unhas.
- Sim, desde a festa. – respondi sem ânimo, suspirando em seguida e sendo acompanhada na ação por My. – E não me venha com o “você sabia que isso podia acontecer”, eu já escutei esse disco antes. – tornei a deitar, encarando o efeito que a luz, através das persianas, provocava em meu teto.
- Por isso mesmo que eu não vou falar o “você sabia que isso podia acontecer”, mas eu vou falar o “você já passou por isso antes, então deixa disso e vamos logo.” – balancei a cabeça negativamente com um sorriso esboçado em meus lábios. Eu podia mentalizar a o sorrisinho persuasivo dela. Bufei.
- Tá, eu vou. – proferi, levantando da cama em um pulo e indo abrir meu armário, para escolher alguma roupa. – Que horas a gente se encontra aqui? – indaguei antes que ela desligasse.
- Daqui a meia-hora eu passo aí. Beijos. – ela sabia que eu ia protestar, e desligou antes que eu o fizesse.
- Vadia. – eu murmurei, mau-humorada, para o telefone.

Não demorou muito para que eu estivesse entrando em meus jeans e colocando a primeira T-shirt estampada que eu visse, calçando meu Converse em seguida. E sem direito à maquiagem, não tive tempo para isso, já que My me arrastou pra casa do namorado quando eu abri a porta, não me dando tempo de pegar o celular nem de avisar à minha mãe para onde eu estava indo.
- Sua louca! Minha mãe vai pensar que eu fui seqüestrada! – exclamei, enquanto Miley ria. Coloquei o capuz para evitar me molhar com a chuva e acelerei o passo, assim como ela fez.
- Vai nada. A tia gosta de mim. – ela piscou, convencida. Ri silenciosamente, balançando a cabeça negativamente.
Após alguns segundos em silêncio, me virei pra ela.
- Como estão as coisas com o Liam? - indaguei.
- Estão muito boas. – olhei para ela e percebi que a mesma estava extremamente corada.
- Nãaaaao! – eu exclamei e ri. – Ah, sua safada! Seu sorrisinho diz tudo. – My gargalhou junto comigo.
Mais uma vez aquele silêncio.
- Vocês têm sorte. – murmurei, murchando meu sorriso. – Se eu avançasse pra esse nível com o Jonas, era capaz de ele filmar e colocar num site pornô pra ganhar dinheiro. – comentei em um tom afetado, fazendo Miley soltar uma gargalhada, que foi interrompida ao que ela viu minha expressão facial.
- Ele não mostraria pra sua mãe, veja pelo lado bom. – ela observou, com um tom de brincadeira.
- Claro, porque ser vista por três milhões de safados online é incrivelmente confortável. – dei um risinho.
- Milhões, é? Demi cooomo, estrela pornô. – foi impossível não gargalhar com esse comentário.
- Ok, chega desse assunto. – falei, já avistando a casa de Liam.
- Bebê! – Miley agarrou Liam assim que o mesmo abriu a porta. Esgueirei-me pelo pequeno espaço entre eles e a porta para entrar na casa. Avistei os outros 7, no meio da sala. Joe e Nicholas jogavam alguma coisa no videogame, enquanto o resto conversava.
- Demi! – os 5 exclamaram em uníssono. Então eu escutei um som estranho vindo do video-game, o que me levou a olhar a dancinha ridícula de Nicholas.
- Eu sei que você só perdeu porque se desconcentrou de repente, – Nick falou a última parte com sarcasmo e continuou. - mas... eu ganhei. Eu ganhei. Eu sou foda! – Joseph deu um tapa na perna dele, se levantando também.
- Oi, gente. – falei, desajeitada, enquanto sentava no sofá próximo à rodinha. Eles abriram um espaço para eu poder me ajeitar, então eu desci pro chão.
- Oi. – Nicholas e Joe murmuraram ao mesmo tempo.
Ele falou comigo. Score! Certo, por que estou comemorando?
- Então, que filme vamos ver? – perguntei, apoiando a o queixo em minha mão.
- A gente podia alugar algum filme de drama. – opinei. As meninas concordaram. Os meninos, não.
- Se a gente puder pegar um de ação ou de suspense depois, por mim tá tudo bem. – disse Jonas, olhando diretamente pra mim. Ostentei o olhar por alguns segundos, mas depois desviei. Não gosto de ficar olhando nos olhos por muito tempo, me deixa envergonhada.
- Por mim. – todos os outros concordaram.
- Vamos então? – James perguntou, se levantou e puxou Chel consigo.

Entramos naquela pequena loja de conveniência/locadora. Decidimos por poupar nossos fígados por um dia. Como cada um queria pegar alguma coisa, optamos por nos separar. E logo eu estava sozinha com o casal nerd.
- Diabetes versus cirrose. – Daniella balançou a cabeça negativamente.
- Antes diabetes, amor. – Kevin riu, abraçando-a por trás. Ri brevemente e fui até a prateleira de filmes, esbarrando com Jonas lá. Pensei em dar meia-volta, antes que ele me visse, mas foi tarde demais.
- Me ajuda a escolher algum filme? – Joseph indagou, fazendo uma careta ao olhar para a prateleira dos romances e dos dramas. Concordei com um aceno de cabeça e com um sorriso amigável. Comecei a pensar em algum filme interessante de drama/romance que nós ainda não tivéssemos visto. Enquanto isso, ele se dirigia a uma outra seção de filmes.
- “O labirinto do fauno” deve ser um suspense legal. – Joe comentou. Me virei pra ele, sem querer, esbarrando de frente no mesmo. Merda de corredor estreito. Sem graça, disfarcei a proximidade com um “uhum”. – Levamos esse, então? – novamente murmurei um “uhum”. – E você só vai falar “uhum”? – ele sorriu divertido, me fazendo rir por alguns segundos.
- O que quer que eu fale? Eu acho que esse filme está bom. Melhor assim, Jonas? – entrei na brincadeira, não fazendo menção de virar para a prateleira de dramas e romances.
- Podia ser ainda melhor. – disse simplesmente. E então se projetou em minha direção. Prendi minha respiração devido à proximidade, fechando os olhos por instinto.
Esperei alguns segundos e não senti nada. Nenhum toque de lábios, nenhuma respiração incrivelmente próxima a ponto de me fazer conseguir contar seu pulso, nada.
Decepcionada, tornei a os abrir e me deparei com a camiseta dele extremamente perto. Notei que perfume havia mudado, esse era menos concentrado, mais suave. Melhor para ter por perto 24 horas. Aquele tipo de perfume do qual não se consegue ficar enjoada. Lembrava couro, mas com um toque cítrico. Simplesmente delicioso.
Voltei à situação quando Joseph voltou à minha altura com um filme em mãos.
- O bom e velho “Diário de uma paixão”. – com um sorriso amigável, ele me estendeu o filme. Peguei o mesmo e saí murmurando:
- Ah, claro, o filme. Ótimo. – Sim, eu queria que ele tivesse me agarrado ali, naquele corredor estreito, empoeirado e com iluminação fraca.

Nos apertamos no pequeno quarto de Liam – os pais dele não gostavam que fizéssemos bagunça na sala.
Liam, My, Chel e James estavam na cama enquanto o resto estava jogando aos pés da mesma em cima de um colchão fino. Joe se sentou ao meu lado, fazendo questão de tirar a almofada que nos separava, deixando, assim, a pele de seu braço se encostar à de minha coxa. Olhei para ele, de soslaio, que fazia o mesmo comigo. Rimos discretamente, desviando os olhares alguns segundos depois.
Começamos a ver “Diário de uma paixão”.
Eu estava tensa, dava pra notar ao olhar minha postura totalmente ereta e minha expressão séria. Joe me deixava assim. E saber que ele estava assim, tão perto de mim, enquanto eu pensava nele, me deixava assustada. Eu tinha medo de que ele pudesse decifrar meus pensamentos, como algum ser sobrenatural. Eu também tinha medo de que ele decifrasse todas as minhas atitudes, todo os meus pensamentos e sentimentos, me deixando nua por dentro. Eu não queria que ele me conhecesse melhor do que eu o faço, seria como dar o prêmio numa bandeja de ouro ao inimigo.
Confesso que não prestei atenção ao filme por uns bons 40 minutos, até que ele se moveu na direção oposta, fazendo que meus músculos se relaxassem instantaneamente. Também confesso que Joseph ter ido para a direção oposta não era bem o que eu tinha em mente. Mais um motivo para eu não querer que ele conseguisse saber o que eu estava pensando – só para deixar claro, eu não acreditava em poderes extraordinários.
O que eu tinha em mente era basicamente o que todos os outros estavam pondo em prática: pegação. Não no meio de todo mundo, não de um jeito beirando o vulgar – como Chel e James-, mas, ainda assim, pegação. Hormônios pra que te quero...
Mordi meu lábio inferior e olhei de soslaio para Jonas, que, de forma não muito surpreendente, assistia ao filme. Idiota!
Desiludida, tornei a olhar para a TV. E, assim – mesmo que já tivesse decorado as falas do filme -, consegui me manter atenta ao filme. Não gostei disso, porém. Ao final, eu estava chorando como um bezerro desmamado enquanto todos terminavam o que estavam fazendo e acendiam a luz, fingindo ter visto o filme inteiro. A quem eles queriam enganar? E pra que isso?
- Nossa, Demetria, você tá parecendo um camarão! – My, sensível como sempre, comentou. Eu simplesmente não conseguia parar o choro. As lágrima fluíam olhos a fora e os soluços emergiam cada vez mais. Eu sempre ficava assim ao ver esse tipo de filme. Sempre mexiam comigo porque eu tinha medo de morrer, mas tinha mais medo de não ter ninguém do meu lado até o fim. E, por mais bobo que isso parecesse, eu acabava me debulhando em lágrimas por isso.
Enxuguei minhas lágrimas, rindo com o comentário. Respirei fundo umas 5 vezes e me levantei, sendo assistida por todos com expressões descontraídas.
- Se eu não te conhecesse, falava que você é emo. – Joseph comentou, com um ar risonho. Eu não estaria assim se você tivesse me ocupado, pensei. Essa frase quase veio à tona, se não fosse por um pensamento repressor, que me informou que, além de se tratar de Joseph Jonas, uma noite com ele não significava que eu tinha o direito de cobrar nada, muito menos obrigá-lo a me beijar.
Balancei a cabeça negativamente, soltando uma risada pelo nariz e indo lentamente até o banheiro, onde eu lavaria meu rosto. Meus planos depois iam para a varanda do quarto dos pais do Liam, que sempre tinha uma vista muito boa e calma da rua. Era agradável sentar lá por um tempo.
Fiz uma careta ao olhar meus olhos inchados e minhas bochechas vermelhas. Lavei meu rosto e exalei o ar lentamente, sentindo aquela sensação ruim passar. Eu sabia que era uma grande bobagem pensar nessas coisas; eu sabia que eu teria pelo menos dois bons amigos lá, mesmo que esses não fossem os atuais, mas esse assunto simplesmente me espantava demais.
Meus pés me guiaram até a varanda, mas ela já estava ocupada. Prendi meu lábio inferior e andei lentamente até o menino que se debruçava no parapeito.
- Então eu não sou a única que gosta de invadir o quarto dos outros pra pensar? – indaguei em um tom humorado. Joe se virou para mim, não parecendo espantado com minha presença ali.
- Somos dois fora-da-lei. – ele observou com um sorriso de soslaio. Ri suavemente, avançando até o parapeito e me postando ao seu lado. Silêncio.
- Você não me pareceu nem um pouco assustado quando cheguei aqui. Eu gosto quando eu consigo assustar as pessoas. – comentei com uma expressão frustrada, vendo-o, pela visão periférica, virar o rosto na minha direção e rir.
- Eu sabia que você viria aqui. – Jonas afirmou. Pretensioso! Arqueei uma das sobrancelhas e o encarei, notando o quão próximo aquela varanda estreita poderia nos deixar. Meu braço tocou o dele, sinalizando que a distância havia diminuído. E então eu estava presa por seu olhar.
- O que te fez pensar nisso, Sr. Convencido? – indaguei em um sussurro, ostentando minhas feições enquanto ele girava seu corpo em 90º, fazendo-o ficar totalmente virado para mim. Imitei sua ação de forma inconsciente.
- Sexto sentido. – Joseph voltou a trajar seu sorriso de soslaio. E foi nessa hora que eu percebi que ele queria uma terceira vez tanto quanto eu.
Umedeci meus lábios com a ponta da língua, observando sua boca chegar mais e mais perto. Sua respiração bateu em meus lábios e eu os entreabri, não evitando esboçar um sorrisinho triunfante. Eu soltava fogos por dentro.
Joe roçou seus lábios lentamente nos meus enquanto eu encaixava minhas mãos em seu pescoço. Como um imã, minha boca atraía a dele, o que não o deixou ficar muito tempo nessa provocação. Aprofundamos o beijo, adquirindo uma certa agilidade também. Logo meu corpo estava sendo forçado contra o parapeito. E, embora estivéssemos exagerando na intensidade, eu não estava incomodada.
Emaranhei meus dedos por seus cabelos, sentindo-o modelar minha cintura com suas mãos e descer as mesmas até meu quadril, onde ele aplicou um pouco mais de força e me impulsionou até que eu estivesse sentada no parapeito com ele entre minhas pernas. Joseph apertou minha coxa e eu tracei um rastro com as minhas unhas por seu pescoço. Escutei-o murmurar algo e sorri comigo mesma. Joe subiu as mãos até minhas costas, me puxando para mais perto – como se isso fosse humanamente possível.
O que eu esquecia era que eu estava falando de Joseph Jonas, não somente um menino no qual eu estava dando uns pegas. Joe conseguia me levar ao delírio, fosse mordiscando meus lábios no ponto exato, fosse apertando com a pressão certa ou fosse dizendo as coisas mais inocentemente atrativas.
- Gente, o fil... – escutei a voz de Dani ao fundo. Interrompemos o beijo e eu escondi minha cabeça na curva de seu pescoço. Podia jurar que o vento frio que passava ali me congelaria se eu não estivesse explodindo em faíscas por dentro. – Foi mal. – levantei a cabeça, e observei-a dar um sorriso amarelo.
- Já vamos. – disse, ainda ruborizada. Afastei meu rosto do dele, sentindo meu coração batendo a mil por hora. Meu olhar encontrou o dele e eu esperei alguma reação dele.
- Você quer ir? – ele perguntou com os lábios próximos aos meus. Não demorei nem três segundos para pensar.
- Honestamente? – prendi meu lábio inferior entre os dentes. Soltei-o. – Nem um pouco. – completei com um sorriso de canto, vendo-o se aproximar novamente.

Flashback Off

E foi aí que eu descobri que ele podia ser o sapo que ia virar príncipe.
No entanto, Joseph tinha a capacidade de se transformar do romântico ideal ao insensível em questão de minutos. E era isso que ferrava o que eu chamava de relação.
Respirei fundo, afundando minha cabeça em meus travesseiros e puxando a coberta até meu abdômen. Peguei meu celular na cabeceira e mentalizei uma mensagem nova antes de acender o display. Abri os olhos e não vi nada mais do que a foto de uma paisagem e alguns outros ícones.
Deixei o aparelho de lado e fiquei imaginando uma conversa entre nós dois até adormecer em meio a essa idéia estúpida.


10 coment's para o proximo...

Divulgação:
http://jemi-please-be-mine.blogspot.com.br/

Minhas fofolet's a linda da Julie esta começando o blog dela agora....
Vão la da uma olhadinha e uma força pra ela... ;)
Bjs 

6 comentários:

  1. Amei o capitulo!
    Demaaaaaaaaaais!
    Amo a maneira que você escreve!
    Posta Logo hehe
    bjks ;*

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  2. Aaaaaaa q bom que voltou a postar, estou muito feliz

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  3. http://jemionelove.blogspot.com/2012/12/selinho-da-lindsey-e-da-dani-d.html Selinho pra vc :)

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  4. Postaaa :)
    Fic perfeeita

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  5. *-* Lindo:D
    Postaaaa Logoo :*

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