quinta-feira, 19 de julho de 2012

DIVULGAÇÃO

Meninas estou aqui novamente para fazer divulgação de mais uma fofoleti minha!!
XD
Então vamos la!!
Ela esta retornando as atividades no blog!!
Espero que gostem!!
;)
bjinhus

http://jonashistoriademi.blogspot.com

Capítulo 27

 Back to the old routine.

Escutei um barulho vindo da minha janela e abri os olhos, rumando até ela com uma cara NADA boa. Quem diabos estaria me acordando às 9 da manhã de um sábado? -Que foi, porra? Vocês desconhecem o uso de aparelhos celulares ou, até mesmo, do telefone? – indaguei às três meninas que se encontravam debaixo da janela.
-Aniversário da Chelsea, mulher. Põe uma roupa e vamos!
-O sobrenome Jonas te diz alguma coisa? – usei minha boa e velha expressão sarcástica e ameacei fechar a janela.
-Abre a porta! – elas berraram. Revirei os olhos e bufei.
-Tá. – resmunguei e me arrastei pelas escadas até chegar na porta. Assim que a abri, My me sacudiu pelos ombros durante uns 40 segundos, o suficiente para me deixar irritada.
-FILHA DA... – ia terminar a frase quando escutei a voz grogue da minha mãe se aproximando do topo da escada.
-Que que é isso? – ela amarrava o cinto do robe rapidamente, cruzando os braços em seguida. – Ah, olá, meninas. – minha mãe deu um sorriso e voltou a fechar a cara.
-É aniversário da Chelsea e elas vieram me chamar para ir lá. – expliquei, sem graça.
-Ok. Se quiser, leve um pedaço do bolo que fiz ontem, está ótimo e sei que ela adora. Só não esqueça de levar as chaves. – murmurei um “ok”. Ela bocejou e voltou para seu quarto, batendo a porta em seguida. Lancei um olhar mortal à My.
-Viu, já está acordada. Agora se troca e vamos. – Miley riu enquanto me empurrava na direção da escada.
-O Joseph vai estar lá. Não quero cruzar com ele. – murmurei com a voz arrastada.
-Haja como antes, ignore-o. – Sel me encorajou. Suspirei alto.
-O que vocês não pedem rindo que eu não faço chorando? – resmunguei e subi as escadas para trocar de roupa.
Chegando à casa dos Jonas, Sel ligou para James, que dormiu lá, e pediu para ele abrir a porta.
-Fala, Jimmy! – disse enquanto passava por ele. Assim que chegamos à sala de estar, avistei Joe a poucos metros de distância, saindo da cozinha. Droga, senti meu estômago revirar. Não ia deixar que ele me atingisse, não mais.
Olhei para o meu lado e vi que todas as meninas me encaravam, como se perguntassem que estava tudo bem. Lancei a elas um sorriso frouxo.
Como Selena disse para eu fazer, ignorei sua presença. Durante a pequena conversa que os dois tiveram com as outras meninas, me mantive em um mundo paralelo.
-Demi? – James estalou os dedos na minha frente.
-Oi. – falei balançando a cabeça ligeiramente, o que fez com que meu olhar, sem querer, encontrasse o de Joe. Desviei o olhar em uma expressão séria e encarei Jimmy.
-Você vai na frente com as meninas.
-Ok, capitão. – bati continência e ri, rumando para as escadas.

-Shiu! – falei para as três meninas atrás de mim, colocando o indicador na frente dos lábios. Abri a porta vagarosamente e corri para a cama, me jogando em cima de uma Chelsea adormecida.
-PARABÉEEEEENS PRA VOCÊ. – comecei a berrar a música de uma maneira estranha, já que as outras se jogavam em cima de mim.
-EU NÃO QUERO MORRER NO MEU ANIVERSÁRIO! – a voz dela estava abafada, já que eram 4 meninas que estavam a soterrando. Rolei para o lado com um certo esforço, já que a perna de Dani estava nas minhas costas. Direcionei meu olhar para a porta do quarto. Jonas e James estavam lá, olhando para nós com sorrisos divertidos no rosto. Fechei o meu na hora e virei o rosto. Levantei da cama e peguei o prato que Selena havia deixado em cima da mesa de cabeceira antes de pular.
-Adivinha o que é isso. – falei de um jeito afetado.
-Bolinho da sua mamãe? – ela perguntou de um jeito infantil, com direito a mãozinhas se batendo igual a uma foca e sorriso de criança. Ri e entreguei para ela.
-Dá licença, cambada. O namorado vai passar. – um James com uma boxer listrada e uma blusa cinza passou por mim e empurrou as outras meninas da cama. Todas repararam o fato dele estar somente de boxer.
-EU NÃO ACREDITO QUE EU SENTEI NESSA CAMA CHEIA DE... DE... “AMOR” DESSES DOIS. – Daniella gritou assim que assimilou o fato de que James estava só de cueca pela manhã e na casa da namorada, e que a mãe dela estava na casa do namorado. Escutei a gargalhada de Joseph, que foi o que me fez rir mais ainda.
-Idiotas. – Chelsea nos xingou enterrando a cabeça no peito de James.
-Me recuso a ver esse Pay Per View de sexo. – My fez uma cara de nojo e brincou, fingindo que ia sair do quarto.
-Faz elas pararem, amor? – Jonas fêmea perguntou com uma voz de bebê. Jonas – o próprio – riu.
-Agora é a hora do irmão, né? – ele passou por todas nós, que estávamos jogadas no chão, e se ajoelhou na cama, abraçando Chelsea de um jeito fraternal.
-Tudo de bom pra você. E juízo também! – ele riu.
-Juízo para você também. – Chelsea falou de um jeito sério, olhando fixamente pra mim. Revirei os olhos. Juízo ele tem que tomar antes de brincar comigo e antes de pegar as “fãs” dele.
Não sei se já comentei, mas o McFly estava ficando até que... famoso pelas redondezas. Com a apresentação no pub, eles ficaram mais conhecidos pelo pessoal do colégio que freqüentava o lugar, e sempre havia as “fãs”. Acho que o Joe já tinha um fã-clube.
Assim que os braços de Chelsea soltaram as costas dele, pude perceber como elas eram bem definidas, e, quando ele desceu da cama, olhei de um jeito malicioso para as “entradas” na barriga dele. Creio que não disfarcei muito bem, já que Dani beliscou meu braço. Esfreguei a região e agradeci a ela em um murmúrio. Sim, agradeci. Eu não podia ficar olhando para algo que eu não podia ter. Algo que eu não podia querer ter. Sem contar que de nada adiantava ter o corpo maravilhoso e ter a personalidade que tinha, logo, mais um motivo para eu não olhar.

-A gente podia sair pra beber! – James exclamou enquanto ficava em uma posição ereta no sofá. Estávamos na sala dos Jonas. Chelsea, James e Jonas estavam um dos sofás; eu, Dani e Kevin, no outro; Sel, My, Nicholas e Liam estavam sentados no chão.
-Só você pode comprar bebida legalmente aqui, Jimmy. – disse, não fazendo menção de levantar a cabeça, que estava jogada para trás.
-Ah... é verdade. – ele murmurou jogando a cabeça para trás.
-A não ser que... – falei de forma pensativa, levando a mão ao queixo.
-A não ser que o quê? – todos questionaram.
-O nosso Jimmyzinho querido podia comprar e trazer pra cá. – sorri parecendo uma criança.
-Ok, ok. – ele falou, contrariado. - Se é para melhorar o dia da minha fofinha, eu vou. – James sorriu e deu um selinho em Chelsea, que sorriu de forma boba.
-É, então vai lá antes que os amigos da sua fofinha entrem em coma por tédio. – me levantei e o puxei pela mão, empurrando-o em direção à porta depois.
-Só uma coisa, dinheiro. – ele se virou rapidamente e nos encarou. Todos nos entreolhamos.
-Ok, eu tenho 10 libras. – falei enquanto pegava o dinheiro no bolso da calça.
-5.
-10.
-9.
-15.
-5.
-6 e uns quebrados. – Dani jogou as moedas em cima do montinho de notas que estávamos fazendo no chão.
-10.
-2. – todos encaramos o Jonas. – QUE FOI? Eu posso comprar umas 20 balas com duas libras, tá? – ele argumentou. Ignoramos e esperamos Kevin falar.
-0. – foi a vez dele de ser encarado. – Desculpa, na próxima eu pago. É porque eu saí com muitas meninas nas férias, né... Daí paga sorvetinho aqui, sorvetinho ali, vai tudo pelos ares. – Judd justificou fazendo os meninos soltarem um “Tudo bem, então...”. Nós, meninas, reviramos os olhos ao mesmo tempo.
-Eu vou lá. Mas seria bom ter alguém para me ajudar a trazer as coisas, né?
-Vou contigo. Tô com tédio mesmo... – falei dando de ombros. Ele foi até a porta e a abriu, me deixando passar e a fechando atrás de si depois de passar por ela.
Uma grossa chuva começou assim que demos 6 passos da porta, então decidimos ir com o carro dele.
-Eu sabia que ia chover. – ele disse fazendo uma dancinha estranha enquanto entrávamos no carro.
-Fez aposta? – ri colocando o cinto de segurança.
-Não, mas eu gosto de chuva. – Bourne disse com um sorriso contagiante.
-Eu também. Mas quando eu estou no meu quarto. – fiz uma careta.
-Ah, deixa de frescura. Eu amo chuva. Um dia eu estava com a Chelsea no Hyde Park e começou a chover. Eu dizia à ela como era bom sentir a roupa ficar molhada. Ela dizia que eu era doido, que o máximo que isso ia trazer, era um resfriado. Então, eu joguei o guarda-chuva contra o vento forte que fazia. Você devia ter visto o rosto dela. – James gargalhou. – Bom, depois disso, ela começou a me estapear dizendo que eu tinha estragado a chapinha dela, que ela ia ficar horrível, e tudo o que eu fiz foi segurar os punhos dela e rir, até que ela desistisse. Assim que ela cansou de lutar, eu falei que nem se ela raspasse a cabeça ela iria ficar feia. Depois disso ela abriu um sorriso lindo que me fez tomar coragem para pedi-la em namoro. – emiti um som parecido com “awn” e ele riu, constrangido.
-Você gosta bastante dela, né?
-Amo. Você não tem idéia de como eu a amo. – Jimmy disse.
-Ela me contou o que vocês fizeram esses dias... – ele deu uma desviada, quase batendo o carro. Não pude evitar que uma risada saísse. – Eu só queria que você ficasse ciente de que se algum dia eu escutar alguma piadinha de mau gosto que tenha saído da sua boca, e que seja a respeito desse fato, sua vida virará um inferno. – dei um sorriso falso.
-O-ok. - gaguejou.
-Mas você é o Jimmy e não vai fazer isso, né? – indaguei, sorrindo feito uma maníaca.
-Claro que não vou fazer. - James desviou o olhar da rua e me encarou, com uma expressão de medo. - Você veio comigo só pra me amedrontar ou é impressão?
-Também... – dei de ombros. – Chegamos. – cantarolei assim que avistei o paraíso do álcool do outro lado da rua.

-Onde está a Absolut de baunilha? – murmurei pra mim mesma, cansada de passar os olhos por aquelas prateleiras. Meus olhos pararam na garrafa de cor verde-fluorescente, e brilharam. –Jiiiimy. – cantei. Ele apareceu com uma cesta com três engradados de Corona e uns sucos em pó.
-Que foi? – James chegou perto de mim.
-Olha pra isso. Lindo, não é? – comentei com um sorriso abobado.
-Não, Demetria, a gente não tem dinheiro pra comprar absinto. Realiza, menina! – ele exclamou. Soltei um suspiro de frustração.
-Você acaba com os meus sonhos, sabia? – resmunguei voltando a procurar a tal Absolut de baunilha que o Nicholas tanto falava. –Achei! – gritei. James, por pouco, não deixou o engradado cair. Peguei a garrafa e fiz uma dancinha da vitória.
-Acho melhor a gente levar uma sem sabor também. - concordei com a cabeça e peguei uma Absolut “neutra”. -Ah! Os caras ‘tavam me falando da Bohemia Royal Ale. Vou levar uma garrafa pra experimentar.
-A gente não tem dinheiro pra isso. – afirmei olhando para a cesta e para minhas mãos.
-Eu tenho cartão de crédito. Viva aos pais liberais!
-Ok, riquinho. – brinquei.

À medida que nos aproximávamos da casa dos Jonas, o barulho ia ficando cada vez mais intenso. Abrimos a porta e nos deparamos com 8 jovens entrelaçados. Muitas discussões rolavam ao mesmo tempo, mas a que me chamou mais atenção, foi a de Daniella e Paul Kevin.
-TIRA A BUNDA DA MINHA CARA! – Dani gritava para Kevin.
-NÃO DÁ. NÃO TÁ VENDO, SUA CEGA? – ele retrucou.
-ESTARIA, SE A SUA BUNDA GORDA NÃO ESTIVESSE TAPANDO MINHA VISÃO. - comecei a rir ao ver a cara de indignado que Kevin fez.
Permanecemos alguns segundos na porta olhando aquelas 8 pessoas se enrolarem mais ainda no Twister. Até que Paul Kevin falou:
-Cansei da brincadeira. – ele pegou uma das sacolas da minha mão e foi para cozinha. Ao que as pessoas notaram a minha presença e a de James, eles se desgrudaram e nos seguiram até a cozinha.
-Vocês compraram a Absolut de baunilha, né? – os olhos de Nicholas brilhavam.
-Compramos a sua bendita vodka, Nicholas. – James revirou os olhos e entregou a garrafa ao Poyntner, que a agarrou e começou a beijá-la.
-Foi trocada, Sel. – brinquei enquanto tirava uma das Coronas do engradado e a abria. Já falei que eu estava ganhando experiência em abrir garrafas de cerveja?

-Ok, garotada. O que faremos? – Liam perguntou depois que havíamos consumido todas as cervejas, – devo comentar que o James viciou na tal cerveja que os meninos tinham falado pra ele. - metade da garrafa de Absolut “neutra” e todos os saquinhos de suco em pó – os dois últimos para fazer drinks.
-Eu voto por voltar a jogar Twister. – Jonas opinou.
-Dois votos. – disse rapidamente. Joseph me encarou e eu desviei meu olhar.
-Três.
-Quatro.
-Cin...
-Ok, Twister então. - Hemsworth interrompeu Chelsea. – Mas quem cair vai ter que tomar uma dose bem servida!
Colocamos “Just Dance” para tocar enquanto decidíamos quem seriam os primeiros a jogar, já que éramos 10. O primeiro grupo ficou: Daniella, Liam, My, James e Chelsea. O segundo ficou: eu, Selena, Nicholas, Kevin e... Jonas.
Nos divertimos vendo-os jogar. My e Dani foram as primeiras a caírem. Liam não durou muito também. Chelsea e James ficaram mais um tempo lá, mas Chelsea logo desistiu, o que fez James fazer a dancinha do Carlton. [n/a: um maluco no pedaço *-*]

-Demi, mão esquerda no amarelo. - Estendi minha mão até tocar a bendita bolinha amarela. Que lindo, eu estava praticamente na posição do caranguejo.
-Jonas, pé direito no azul. – James anunciou.
-O-oh. – escutei Kevin rir. E num piscar de olhos adivinha quem estava quase em cima de mim? É, e eu ainda me espanto com o meu anjo da guarda...
Sentia a respiração de Jonas bater suavemente em meu rosto. Mirei seus olhos por um instante só para lembrar de como era a sensação de tê-los tão perto, mas logo os desviei, assim como ele. Mordi meu lábio inferior e tratei de olhar só para a porta antes que eu fizesse alguma besteira.
-Demi, pé esquerdo no azul. – movi meu pé para bolinha em cima da que estava ocupada pelo pé de Joe. Meus braços tremiam e eu sentia que podia cair a qualquer momento. Talvez fosse efeito do álcool. Se bem que eu não havia bebido tanto. Por que eu nunca mais fui à academia? Boa pergunta.
-Jonas, mão direita no vermelho. – MARAVILHOSO! AGORA A CABEÇA DELE TAVA APOIADA NA MINHA BARRIGA. Enquanto as outras 3 pessoas se entrelaçavam mais, eu fechei meus olhos, tentando controlar os arrepios que subiam constantemente, já que a minha blusa havia subido e eu sentia a respiração quente dele próximo à minha cintura.
-Lovato, pé direito no amarelo. – movi meu pé para uma bolinha amarela e suspirei, aliviada por não ter mais o rosto de Joe tão próximo a mim.
-Joe, pé direito no amarelo. – novamente, ele estava MUITO próximo a mim. Fechei meus olhos, pensando em montanhas.
-Demetria, mão direita no vermelho. – ok, eu iria conseguir. Fiz o movimento e tornei a fechar os olhos.
Abri meus olhos ao constatar que eu estava no chão. Foi tão rápido que eu nem havia sentido.
Joe estava em cima de mim, mais precisamente com as pernas entrelaçadas nas minhas e com a cabeça em cima do meu tórax, para não dizer seios. Escutava risadas altas.
Assim que recobrei a consciência, o fitei por alguns segundos e depois pigarreei.
-Será que dá pra você sair de cima de mim, Jonas? - perguntei, mal humorada. - Ou ‘tá gostando da posição? – arqueei minha sobrancelha com um sorriso convencido.
-Hã? – ele levantou a cabeça para me olhar. Joseph desviou o olhar do meu rosto para meu “tórax” e balançou a cabeça enquanto eu permanecia com a mesma expressão. –Erm, maus. – ele murmurou levantando.
-Tanto faz. – dei de ombros e me levantei. Fui até Chelsea, que estava como a juíza.
-Grossa. – escutei Joe resmungar ao passar por mim, indo em direção ao sofá.
-Você merece, meu bem. - retruquei e dei um sorriso falso. – Mas, hein, Chelsea... Eu volto pra minha posição, né?
-Não, você caiu, Demi. – ela respondeu.
-Mas foi seu irmão que me derrubou! – protestei.
-Regras são regras. – James falou com uma voz ligeiramente alterada.
-Bêbados. – revirei os olhos. – E obrigada, Jonas. – dei mais um sorriso falso e fui para a cozinha.
-Por nada! – ele berrou da sala.
-Idiota. – resmunguei para mim mesma enquanto cortava um pedaço de limão para colocar na boca de uma garrafa de Corona que estava perdida dentro de uma das sacolas. Fico tão feliz quando acho as coisas por acaso.
Voltei à sala com a garrafa em mãos e me sentei ao lado de Joe, no sofá. Eu estava ficando entediada com aquele jogo. Só é divertido quando você tá jogando, fato. Fui até a lareira, onde estava caixa de som a qual o iPod estava plugado, e parei a música. Todos protestaram.
-Sabe o que a gente devia fazer? – perguntei de forma arrastada.
-O quê? – os outros falaram em coro.
-Sair por aí, como a gente sempre faz.
-A GENTE PODIA IR AO SOHO! – Joseph deu a idéia. Kevin saiu do tapete do twister, foi até Joe e fez um Hi-five.
-De jeito nenhum! Da última vez que eu fui, eu passei em frente a uma boate gay e quase fui assediada! – My gritou, inconformada. – Por uma MULHER! – ela deu ênfase na última palavra.
-A gente não vai a nenhuma boate, amor. – Liam a confortou. – Podemos ficar na Golden Square. – Hemsworth opinou.
-Por mim, Golden Square ‘tá ótimo. – sorri amigavelmente. Os outros sorriram de igual forma. Nos trocamos e fomos ao metrô. Seria uma longa, porém divertida, noite.

10 coment's para o proximo

sábado, 14 de julho de 2012

Capítulo 26

 Perhaps the right time to say goodbye.

Um forte cheiro de álcool e nicotina estava impregnado em minhas roupas. Torci o nariz ao cheirar um pedaço minha blusa e a soltei, voltando à conversa nada-produtiva entre Nick, Came e Timmy.
-Loiras são sempre mais gostosas, cara. Isso é um fato. – Nick falou de uma forma pervertida. Anne deu um tapa na perna dele e fez uma cara feia. –Você é loira, nem vem me censurar! – Ann revirou os olhos e saiu da cozinha.
-Fez merda, Nick. – Cameron e Tim riam dele.
-Ô, ANNE! – Nicolas saiu da sua cadeira e tomou o mesmo rumo dela.
-Homens. – eu e Martha sussurramos ao mesmo tempo, rindo depois. Passei a encarar a caneca de café à minha frente, mexendo seu líquido com uma brilhante colher de prata. Apoiei minha cabeça na mão que estava livre e soltei um longo suspiro.
-Eu vou ao banheiro. – Martha falou rapidamente, levando as mãos à boca e saindo correndo.
-Uhum. – murmuramos ao mesmo tempo. Eu detestava aquele silêncio sepulcral, mas não havia nada que eu quisesse falar. Aquelas pessoas faziam eu me sentir bem, não queria deixá-las.
-Então... Quando você vem nos visitar novamente? - Tim tentou puxar assunto. Larguei a caneca e subi meu olhar.
-O mais cedo possível. Eu vou sentir saudades daqui, sério. – sorri sincera. - Mas vocês podiam me fazer uma visitinha também. – pisquei, ainda sorrindo.
-Me dê seu endereço que apareceremos lá assim que der. – Came disse.
-Claro, porque vocês são lotados de festas. – brinquei.
-Isso aí, gatinha. – nós três rimos.
-Eu quase não tenho festas por lá. Vou chamar vocês para abalarem por lá, viu? – eu ri.
-Tem espaço na mala? – Martha, que havia voltado do banheiro, perguntou.
-Eu deixo todas as minhas roupas aqui e vocês vão. Fechado? – propus.
-Fechado! – os 3 falaram em uníssono. Levantei e deixei minha caneca na pia. Fui até a sala e me joguei em cima de Anne e Nick no sofá.
-Ei! – os dois protestaram, rindo.
-É meu último dia, eu posso. Ok? – argumentei.
-Você é muito folgada, prima. – Nicolas resmungou, dando um tapa na minha cabeça, que estava em seu colo.
-Outch! – protestei, saindo de cima deles e levando minha mão esquerda à cabeça. Sentei-me no gigante tapete persa que ficava perto da televisão e comecei a assistir o que o casal estava vendo. Pouco tempo depois, olhei para o relógio. Era 13:30. Fiz uma careta. Que horas minha mãe disse que viria me buscar, mesmo? AH, três horas! Ainda tinha um tempo para curtir meus amigos de verão, certo?

-Demi, volte logo! – Anne me abraçou. Sorri e concordei com a cabeça. Ela não era a última pessoa de quem eu me despediria naquela tarde. Virei as costas para a casa de Cameron e rumei a de meu pai, sentindo que eu poderia chorar a qualquer instante. Tratei de respirar fundo. Sem dúvida, estava sendo mais... emocionante do que eu pensava que seria. Não só pelo fato de deixar tanta história para trás, mas por eu ter que voltar à dura realidade.
-Filha, por onde esteve? – meu pai perguntou assim que me arrastei pela porta.
-Desculpa, pai. Fui à casa de Cameron ontem e acabei adormecendo por lá. Curtindo a última noite aqui, sabe? – respondi e dei um sorriso triste.
-Tudo bem. Está sendo chato sair daqui, não é? – ele perguntou vindo até mim com uma expressão paternal. Concordei com a cabeça e pressionei meus lábios um contra o outro, a fim de não chorar. Escondi minha cabeça em seu peito e respirei fundo. -Sempre que você quiser, você pode voltar. Você sabe disso, certo? – assenti sem nada falar.
-Acho que eu tenho que arrumar minha mala. – disse e saí do abraço, indo para meu quarto.

Deparei-me com o mesmo vestido que usei na festa em Paris enquanto arrumava a mala. Fiquei com ele em mãos durante o tempo em que pensava em tudo o que havia passado até o momento. Flashes passavam por minha cabeça.

“-Dança comigo, Lovato? – Joe perguntou. Levei um susto, olhando para ele, que estava em pé, estendendo uma mão para mim.”

“-Sabe, quando você me pediu um motivo naquela hora, todas as palavras fugiram da minha cabeça. E admito que ainda não voltaram. Então só há uma maneira de eu te dizer o motivo.”

“-Boa noite, Demi. – ele se aproximou de mim e me deu um selinho, sorrindo timidamente.”

-BABACA! – exclamei afastando esses pensamentos indevidos. Voltei a arrumar minha mala e tentei não pensar em nada ligado a meninos – em geral.

-Filha! – minha mãe me deu um abraço “quebra-costelas”. Sorri abertamente, devolvendo o abraço. -Ahn... Olá, Marcus. – mamãe disse, desconsertada, para papai, que estava arrastando minha mala até o carro.
-Olá. – então um silêncio desagradável se formou. Pigarreei e fui até meu pai. O abracei fortemente.
-Obrigada por tudo, pai! – falei com a cabeça encostada em meus braços.
-Eu que agradeço, filhota. Quando quiser, é só ligar. – ele me deu um beijo na testa e sorriu. Virei-me na direção do carro e entrei nele com um sorriso triste. Coloquei o cinto de segurança e peguei meu iPod de dentro do bolso do casaco. Liguei-o e deixei na playlist criada por Anne.
O carro começou a se movimentar e, à medida que íamos saindo do condomínio, eu vi a casa de Cameron, a quadra e o bar. Nunca me esqueceria das nossas noites na casa de Came, nem das festinhas, nem deles, principalmente, Timmy. Deixei um suspiro desanimado escapar. Minha mãe tirou os olhos da rua e me olhou.
-Foi tão bom assim? – eu concordei com a cabeça, dando um sorriso triste. Apoiei minha cabeça na janela e senti as gotas da chuva que caía acertarem o vidro, fazendo um barulho engraçado.
Antes de sairmos pelo portão do condomínio, pude ver Timmy, Cameron, Anne, Nick e Martha acenando. Um sorriso se abriu e eu continuei os olhando até que eles saíram do meu campo de visão. Então, voltei a colar minha cabeça no vidro e a me perder em pensamentos escutando Fall Out Boy, conseqüentemente, lembrando de Anne.
Sem sombra de dúvida, eu sentiria falta daquele pessoal.

Abri a porta de casa e escutei risadas vindo de um dos cômodos. Joguei minha mala em um canto da sala e fui até meu quarto. Notei que o som havia ficado mais alto. Adentrei o quarto e abri um enorme sorriso assim que vi Chelsea, Dani, My e Sel lá.
-AMORES! – berrei, me jogando em cima delas na cama.
-SAI DE CIMA! – todas, principalmente Dani, berraram, me empurrando. Caí em cima do meu tapete felpudo, com os braços em cima da minha barriga, que doía de tanto que eu ria.
Assim que a crise de risos cessou, me sentei e limpei as pequenas lágrimas que rolavam.
-Um segundo, Demi, escuta só! – então todas elas começaram a cantar uma parte da música que tocava e a fazer uma coreografia com os braços.

”Fuck you
(“Foda-se)
Fuck you very, very much
(Foda-se muito, muito mesmo)
Cause we hate what you do
(Porque nós odiamos o que você faz)
and we hate your whole crew
(E odiamos toda a sua corja)
So please don't stay in touch
(Então, por favor, nem mantenha contato)

Fuck you
(Foda-se)
Fuck you very, very much
(Foda-se muito, muito mesmo)
Cause your words don't translate
(Porque suas palavras não condizem)
and it's getting quite late
(E está ficando muito tarde)
So please don't stay in touch.”
(Então, por favor, nem mantenha contato.”)

-O que foi isso? – perguntei em meio a risadas.
-A gente criou enquanto sua mãe não voltava. A propósito, antes que você pense que nós fizemos uma cópia da sua chave, foi sua mãe quem chamou a gente. – Chelsea se explicou.
-É, eu já sabia que tinha coisa da minha mãe no meio. – eu afirmei.

-Ok, ok. Além do CD novo da Lilly Allen, o que mais aconteceu que eu perdi? – perguntei antes de colocar uma colher de sorvete na boca. Estávamos esparramadas na cama king size da minha mãe.
-Bom, eu briguei com o Nicholas, mas nós já nos resolvemos. – Sel comentou, dando um sorriso infantil depois.
-Como sempre. – eu, Chelsea, My e Dani acrescentamos, rolando os olhos e rindo em seguida.
-Não é assim, geeente. – Selena riu.
-É SIM! Olha como é. Eu sou você. – imitei um telefone com as mãos. – Tá bom, Nicholas, se você quer que seja assim, assim será! – fingi que desliguei o telefone. – Ain, eu fui tão grossa com o meu bebê! – “disquei” os números no “telefone”. – DESCULPA, BEBÊ, EU TE AMO! – falei com uma voz chorosa. Nesse ponto todas, inclusive Selena, ríamos.
-É ASSIM MESMO! – todas as outras, menos Sel, falaram.
-Ah, gente... é o meu bebê, fazer o quê... – ela comentou com um sorriso bobo. – E NÃO ME TAQUEM SORVETE, PELO AMOR DE JESUS! – Selena gritou depois de dois segundos.
-Ah... – resmungamos.
-Gente...- Chelsea começou. Todas murmuramos um “que foi?”. – Eu tenho uma coisa pra contar. – ela falava de um jeito arrastado. Chelsea nunca foi assim, estava estranhando.
-FALA, LOGO, MULHER! – exclamamos. Ela riu e falou rapidamente:
-EueoJameslevamosparaopróximonível. – depois disso, ela enfiou uma colherada gigante de sorvete na boca. Embora Chelsea tenha proferido as palavras em tempo record, – juro, ela podia ir para o Guiness. – eu entendi a frase. Fiquei estática por alguns segundos, assim como as outras.
-Conta isso direito. – My pediu.
-Bom, ele me chamou para ir a casa dele para ficar conversando, como a gente sempre faz. Então a gente foi pro quarto dele e ficou na cama, falando de tudo. Só que aí começou a rolar um amasso e aí ficou quente, e ah... vocês já sabem no que deu! – ela corou bruscamente e colocou uma almofada na frente do rosto.
-QUE LINDA, NOSSA JONAS FÊMEA JÁ É MULHER! – Dani berrou, fazendo todas rirmos.
-SHIIIU! – Chelsea tirou a almofada do rosto, revelando sua face vermelha feito pimentão.
-Gente... – foi minha vez de falar de um jeito arrastado.
-IIIIIIIIIIIH, TÁ TODO MUNDO DANDO! – My exclamou.
-SAI DE MIM, MULHER! – gritei.
-Opa, então eu tô dentro de você? – Miley falou de um jeito sedutor, prendendo a risada.
-Só se for no coração, meu bem. – eu ri.
-Como você ia dizendo, Demetria... – Daniella disse.
-Eu queria saber só o que rolou na festa. Pelo ponto de vista de vocês...
-Ah, eu ia falar disso depois... – Chelsea comentou.
– Bom, quando você saiu da rodinha por causa do Timmy e foi para sabe-se-lá-onde, o Jonas sumiu também, mas voltou alguns minutos depois. Todos tentamos te encontrar.
-Menos o Jonas, claro. – interrompi para fazer um breve comentário.
-Depois de um tempo chegamos à conclusão de que era melhor te deixar sozinha. – murmurei um “uhum”. – O Timmy ficou com aquela menina lá pelo resto da noite; os casais de sempre ficaram juntos e quem não tinha par, arranjou um por lá. A Dani ficou com um tal de Aaron. – eu ri, pensando no Aaron que eu havia conhecido. – E o Kevin ficou com uma menina que tava muito bêbada, quase caindo. – Daniella soltou uma gargalhada maléfica depois que Sel falou.
– AAAAAH! E um milagre ocorreu! Meu irmão ficou sozinho na festa! – Jonas fêmea levantou os braços para o alto. Gargalhamos, concordando. Era verdade, Joe NUNCA ficava sozinho nas festas.
-Eu tenho uma coisa para falar sobre ele nessa festa... – mordi meu lábio inferior.
-O quê? Que ele tava gato? Isso eu tinha reparado. – Sel abanou o ar com as mãos.
-Verdade, a fantasia caiu bem nele. – Dani comentou.
-GENTE, DEIXA A DEMI CONTAR! – My protestou. Elas murmuraram um “ok” e eu comecei a falar.
-Foi assim... Eu fui para uma área que tinha umas espreguiçadeiras e sentei numa delas. Então o Joseph veio e falou algo como “cadê o namoradinho?”, o que me deixou mais puta ainda. Eu levantei e tentei sair, só que ele me puxou pelo pulso, eu retruquei com alguma coisa e dei as costas pra ele. Daí o Joe veio e pediu ao pé do meu ouvido para eu deixá-lo explicar o que tinha acontecido em Paris. Ele falou que estava muito apaixonado pela Ashley e que a queria muito, perguntou se eu já havia me sentido assim alguma vez na vida e, bem, no final da história, eu acabei discutindo com ele novamente. – terminei de contar e dei uma colherada no sorvete.
-Que ba-ba-do. – My falou de uma forma lenta, me fazendo soltar uma risada fraca.
-Meu irmão é tão babaca. Nem parece sangue do meu sangue. – Chelsea afirmou com uma voz de desprezo. - Mas ele é estranho também. Quando a gente chegou em casa da festa, ele tava tão bêbado que ficou se xingando de todos os nomes possíveis. Só não falei isso pra vocês porque achei desnecessário... – ela terminou de falar com uma expressão pensativa.
-Que ele é um babaca, eu já sabia. – comentei com um sorriso, fazendo todas rirem.
-EI, É MEU IRMÃO AINDA, TÁ? – Chelsea protestou. Bati nela com um travesseiro, fazendo a virar em cima do pote de sorvete. Ela deixou o pote no chão e revidou, me acertando em cheio. Por pouco não fui para o chão.
Começamos a rir e a fazer uma guerra de travesseiros. E no meio de tantas risadas, eu esqueci meus problemas e meus anseios.

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terça-feira, 10 de julho de 2012

Divulgação e recadinho IMPORTANTE !! ;)

Desculpa a demora!!
XD
Meninas venho atraves desse poste fazer uma divigação para umas das minha leitoras fofoleste!!

Sigam...
;)
http://jemi-fic.blogspot.com.br

BOM, meninas estou de ferias ENTÃO....
Isso quer dizer que posso passar 24 horas por dia kai na net...
kkkkkkkk
Ta exagerei....
Mas o que eu queri dizer é que estou com tempo de sobra pra posta e só depende de vocês.
Quanto mai rapido comentarem mais rapido eu posto!! ;)

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Capítulo 25

 I’m having the day from hell.

Acordei com uma incrível dor de cabeça causada pelo choro. Antes eu estivesse de ressaca. Por que eu não bebi ontem? Eu deveria ter bebido. Eu teria ficado alegre, embora só estivessem ocorrendo tragédias. Como eu era fracassada!
Levantei e entrei no banheiro, me despindo e indo tomar um banho. Sentei-me no chão do Box e me encolhi, juntando meus braços ao redor dos meus joelhos. Permaneci por bons minutos nessa posição. Eu não queria sair dali e enfrentar a conseqüência das besteiras que eu havia feito.
Ok, eu não era inteiramente culpada. Timmy devia ter agido como um adulto e ter falado comigo ao invés de, simplesmente, beijar outra em frente à multidão.
Encostei-me à parede, sentindo a água bater em meu tórax. Respirei fundo.
Joseph não deveria ter vindo. Na verdade, EU não deveria ter vindo.
Levantei-me e comecei a, verdadeiramente, tomar banho.

Assim que terminei de tomar o café da manhã, procurei por meu celular, a fim de ligar para Anne. Quando o achei dentro do emaranhado de roupas, vi que havia 6 mensagens recebidas e 50 ligações perdidas. Comecei pelas mensagens:

“Demi, onde você está? x Chelsea”

“Estamos preocupados, venha pra cá! x Sel”

“CADÊ VOCÊ, PIRANHA? xx My”

“Lovato, se apresente! - Judd”

“Pequena, o que houve? O Joe ‘tá estranho, e você, sumida. x Nicholas”

“Amanhã você vai me esclarecer tudo. x Ann”

Voltei à mensagem de Nicholas. “O Joe ‘tá estranho”. Parei nessa frase e a reli várias vezes. Franzi a testa. Estranho? BABACA!
Bufei e procurei pela lista de chamadas perdidas. 15 do celular da Chelsea, 15 da Anne, 5 da Daniella, 5 da My, 3 do Nicholas, 4 do Liam, 2 do Judd e 1 de um número desconhecido. Arqueei a sobrancelha. Timmy não poderia ser... Disquei o número, a fim de descobrir de quem seria o celular.
-Alô? – era James.
-James? - indaguei com cautela.
-Demetria! - ele exclamou.
-Você me ligou ontem, certo?
-Não. Meu celular ficou com o Joe, porque a calça dele tinha bolso e a minha, não... – prendi a respiração.
-Puta-que-pariu. – murmurei pausadamente e em um tom baixo para mim mesma.
-Demi? – James me chamou. Respirei e voltei a falar com ele.
-Eu! Bom, eu vou desligar, meu pai ‘tá me chamando. Beijos. – desliguei o celular sem esperar sua resposta.
Certo, o que Joseph Jonas faria ligando para meu celular?
Lista de hipóteses:
1ª - Ele não sabia o que tava acontecendo e pediram pra ele discar meu número.
2ª - Chelsea pegou o celular dele porque o dela estava sem bateria e/ou crédito.
3ª - Ele queria me lembrar de que eu era uma otária.
4ª - Ele se preocupou com meu sumiço, porque sem mim, ele não teria com quem ficar brincando.
5ª - Ele realmente se preocupou com meu sumiço.

A primeira não tinha muito fundamento, já que ele viu quando eu saí do recinto. A segunda era totalmente improvável, já que ela tem uma conta de milhões de minutos. A terceira era provável. A quarta também. A quinta era menos provável, mas milagres acontecem... Não que eu queira esse “milagre”. Eu não quero. Não mesmo. Quer dizer...
-Demi? – Anne bateu à minha porta, interrompendo meus pensamentos.
-Ann! Ia te ligar agora. – apontei para meu celular, que estava nas minhas mãos. Ela se sentou à minha frente.
-Pra onde você foi ontem? Com quem? Por quê? O que aconteceu?– Ann começou a me bombardear com perguntas.
-Eu vim pra casa. Sozinha. Porque o Joe “me aconteceu”. – respondi simplesmente.
-O QUE ESSE MERDA FEZ? – ela se exaltou. Coloquei meu indicador próximo aos lábios, pedindo para ela fazer silêncio. Assim que Anne murmurou um “ok”, eu comecei a falar.
-Bom, depois do que o Timmy fez...
-Eu achei ridículo ele ter feito isso! Fiquei puta com ele! – Ann me interrompeu. A encarei séria. Ela se calou.
-Então, eu fui pra um canto mais distante e o Joe veio atrás de mim. Eu tentei fugir, mas ele pediu pra esclarecer. – estremeci ao lembrar. – Então ele começou a falar que amava a Ashley demais e que faria de tudo por ela, e ainda perguntou se eu nunca havia sentido isso por ninguém. Eu respondi que sim, mas que me arrependia profundamente. Bom, aí ele entrou no “nosso” assunto. – fiz as aspas com as mãos. – E nós começamos a discutir. Nisso, eu fiquei puta e resolvi ir pra casa, pra não estragar a festa de ninguém.
-Ele gosta de brincar com você. – ela afirmou. Concordei com a cabeça e suspirei.
-E o pior é que o filho da puta consegue! – exclamei, bufando de raiva.
-E se...– Anne pareceu pensativa. – Nada, esqueça.
-Desembucha. E se...?
-E se vocês estiverem destinados a ficarem juntos? – eu soltei uma gargalhada irônica.
-Você passou na casa do Came, tomou umas, e veio pra cá? – Anne fez uma expressão séria.
-Tô falando sério! Vocês já passaram por tantas coisas, que, sei lá, de repente, você é o Carma dele, e ele, o seu. – novamente, ri.
-‘Tá... Mas se fosse para nós ficarmos juntos, eu já teria, há muito tempo, ficado pra valer com ele.
-Não, não.
-Claro que sim!
-Demetria, pára e pensa. Por que será que você não consegue esquecê-lo? Por que será que ele implica tanto com você?
-Simples. Para as duas perguntas, eu tenho uma resposta: porque eu sou otária.
-Você se engana e se ofende por nada. – ela revirou os olhos.
-Ok. Eu não o esqueço porque, por mais que eu não queira, ele SEMPRE aparece nos meus pensamentos. Eu não devia me preocupar, nem me importar com ele, mas eu me importo e me preocupo. E por que ele implica comigo? Porque eu fiz uma grande merda há uns anos. – encostei-me à parede e relaxei minhas mãos ao lado do meu corpo.
-‘Tá vendo... – Ann falou com um sorriso vitorioso.
-Certo. Mudando de assunto...- comecei a perguntar da festa, a fim de tirá-lo do meu pensamento.

Anne havia acabado de sair do meu quarto. Já eram 9 horas da noite. Resolvi ligar para minha mãe, já que, no dia seguinte, ela iria me buscar.
-Mãe?
-Oi, filha. Como você ‘tá?
-Tô bem. Mãe, amanhã você vai vir me buscar, né?
-Claro. Quando for três da tarde, eu passo aí. – murmurei um “ok”. – Algo aconteceu ontem? Foi um dos únicos dias que você não me ligou... Cheguei a estranhar.
-Não... nada demais. – Suspirei. – Mãe, meu pai acabou de chegar do trabalho, vou falar com ele. Até amanhã. Te amo.
-Ok. Te amo também, filha. Boa noite. – desliguei o telefone e liguei o som, já que eu não sabia que música escutar.

“Let's rearrange
(“Vamos reorganizar)
I wish you were a stranger I could disengage
(Eu queria que você fosse um estranho em quem eu pudesse me desprender)
Just say that we agree and then never change
(Apenas diga que concordamos e então nunca mudamos)
Soften a bit until we all just get along...”
(Suavizados um pouco até nós todos nos darmos bem...”)

Bati no botão de desligar. Sim, bati. Eu não estava a fim de ter nenhum tipo de trilha sonora hoje.
Liguei a tv, notando que estava passando "One Three Hill". Senti minhas pálpebras pesarem e fechei os olhos, só conseguindo escutar as pessoas e a música que tocava ao fundo.

“Wasn’t I supposed to be someone
(“Não era para eu ser alguém)
Who face the things that I’ve been running from?
(Que encara as coisas que eu estive fugindo?)

Let me feel
(Deixe-me sentir)
I don’t care if I break down
(Eu não ligo se eu partir no meio)
Let me fall
(Deixe-me cair)
Even if I hit the ground
(Mesmo que eu atinja o chão)
And if I cry a little, die a little
(E que eu chore um pouco, morra um pouco)
At least I know I lived
(Pelo menos eu saberei que eu vivi)
Just a little".
(Só um pouco.”)

-ALGUÉM AÍ EM CIMA  TA DE PUTARIA COMIGO, SÓ PODE! – berrei para o teto, como uma forma ridícula de aliviar a raiva.
Desliguei a tv rapidamente, xingando mentalmente.
-Filha, você ‘tá bem? – meu pai colocou a cabeça para dentro do quarto, com uma expressão preocupada.
-‘Tô, pai. – dei um sorriso amarelo. – Foi só um pesadelo. – como o resto da minha vida amorosa, se você me permite acrescentar. Assim que ele saiu, voltei a falar sozinha.
-Eu posso ser uma filha da puta e não ir falar com ele, já que ele também foi um, o que tornaria tudo muito mais fácil no final das contas. E eu posso ser eu mesma e ir falar com ele, o que dificultaria minha ida. – me prendi naqueles pensamentos durante uns bons minutos, até que resolvi me levantar e me trocar. Eu precisava falar com ele e não iria me impedir de fazer isso.

Avisei ao meu pai que daria uma volta. Corri até a casa de Timmy. Bati na porta, impaciente. O pai dele abriu com uma expressão nada boa. CADÊ O BURACO PARA EU ME ENFIAR?
-Oi. Erm... O Timmy ‘tá aí? – mordi meu lábio inferior.
-Não, ele foi pro Deck. – murmurei um “ok” e agradeci, indo para o Deck.

Avistei as costas de Tim e respirei fundo. Aproximei-me lentamente, pensando no que falaria, mas ele foi mais rápido.
-Nós precisamos conversar. – Timmy afirmou assim que me viu.
-É. – concordei, encarando-o.
-Eu... – Nós dois falamos ao mesmo tempo. Soltei uma risada frouxa. – Você primeiro. – falei.
-Eu não... entendo por que você ficou tanto tempo pra descobrir isso. Digo, que você não queria ficar mais comigo. – ele colocou as mãos nos bolsos dianteiros da calça.
-Eu não sabia que eu não ia conseguir te corresponder da mesma forma.
-E deixou o otário aqui na merda porque você não conseguiu esquecer o Joseph. – ele murmurou com um certo tom de sarcasmo.
-Se eu soubesse que isso iria, eu não teria, sequer, chegado perto de você. Mas não me trate como a única errada. Você devia ter conversado comigo antes de ter agarrado aquela perua lá.
-DEVIA TER CONVERSADO COM VOCÊ? MAS VOCÊ NÃO “CONVERSOU COMIGO” QUANDO DESCOBRIU QUE, DE FATO, ESTAVA SÓ ME USANDO PARA TENTAR ESQUECER AQUELE IDIOTA! – Timmy se exaltou, tirando as mãos dos bolsos e as cruzando em fronte ao peito.
-EU NÃO SABIA COMO FALAR, PORRA! – exclamei, respirando fundo depois.
-FALASSE QUALQUER COISA. PODIA ATÉ VIRAR PRA MIM E FALAR “ESTÁ ACABADO”. – ele falava em um volume alto. - SÓ QUE, NÃAAAAAAAO... VOCÊ TINHA QUE ME TRATAR COMO UM BRINQUEDINHO. EU FIZ DECLARAÇÕES PRA VOCÊ. - então ele começou a rir e passou as mãos pelo rosto. – DEUS, COMO EU SOU UM BABACA. MAS ISSO NÃO É NOVIDADE PRA VOCÊ, É? – meus olhos encheram d’água assim que vi sua expressão. – EU ESPERAVA MAIS DE VOCÊ, DEMETRIA
-E eu, de você. Você tem que crescer, Tim. – falei rispidamente com uma expressão de nojo e dei as costas para ele, balançando a cabeça lentamente para os lados.

Assim que cheguei em casa, sentei-me na cama e deixei as lágrimas escorrerem. Eu não me sentia mal, eu me sentia culpada. Eu não gostava de ser a vilã da história, assim como não gostava de ser a vítima.
Eu só queria desaparecer naquela hora.

“If I were a boy
(“Se eu fosse um garoto)
I think I could understand
(Eu acho que eu poderia entender)
How it feels to love a girl.”
(Como é amar uma garota.”)

Escutei meu celular tocar e vi o alerta de mensagem nova.

“Desce, por favor. Preciso falar com você. – Tim”.

Soltei uma risada irônica e revirei os olhos. Fechei o slide com força e joguei o celular em cima da cama, descendo as escadas rapidamente.
Abri a porta rapidamente, me deparando com um Timmy cabisbaixo.
-Fala. – disse friamente.
-Eu fui um idiota, eu sei. Mas tudo isso me irritou. E saber que você vai embora amanhã, piora tudo. – ele suspirou e continuou. - Eu gosto de você. Muito. Mas não é assim que as coisas estão predestinadas a ser, creio eu. E, eu queria me desculpar por ter sido um babaca. Só isso. – como um impulso, o abracei fortemente. Ele devolveu o abraço. Não consegui controlar um soluço, logo, ele percebeu que eu chorava.
Ele me afastou e, assim, pôde mirar meu rosto. Encarei seus olhos verdes, que agora estavam cheios d’água.
-Eu queria ter me apaixonado por você. – murmurei. Ele sorriu de forma torta.
-As coisas não são sempre como a gente quer, gatinha. – voltamos a nos abraçar e Timmy colou seus lábios a minha testa. –Desde que você goste de mim como um amigo, eu estou feliz. – saí do abraço e dei um sorriso triste.
-Amigos, então? – perguntei.
-Sempre. – Tim, novamente, me puxou para um abraço. – Só não esqueça do Timzinho aqui. Ok? – ele riu. Concordei com a cabeça e sorri. –Vamos lá pro Came? Uma última bebedeira antes da sua partida. – Timmy propôs.
-Ok. – concordei, pensando em como seria ruim me despedir deles.

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Queria mais comentes!!
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sábado, 30 de junho de 2012

Capítulo 24

Why do you make me cry and try to justify?

Esses últimos 3 dias foram estranhos. Anne não estava aqui para escutar meus desabafos, Nick estava estranho, Cameron e Martha haviam brigado, e, bem, Timmy e eu continuamos os mesmos.
Todos estávamos no quarto de Ann, que havia acabado de chegar de viagem, jogando conversa fora. Eu estava abraçada a Timmy, que acariciava meus cabelos; Ann estava sentada entre as pernas de Nick; e Came e Martha estavam muito distantes um do outro. E eu ainda não sabia por que eles haviam brigado.
-Vou ao banheiro. – falei e me levantei, indo para o banheiro. Antes de sair do cômodo, lancei um olhar à Ann, como se pedisse para ela me seguir.
Dois segundos após eu sair do quarto, Anne veio atrás.
-Fale, Demi. – parei no meio do corredor em frente ao quarto dela e me apoiei na parede. -Eu queria saber por que você foi fria na nossa última conversa de telefone. – disse, a encarando.
-Você sabe.
-Não sei, cara.
-Demetria, olha só, você pode ser minha amiga, mas não se esqueça de que o Timmy também é. Eu só quero o bem de vocês dois.
-Aonde você quer chegar com isso?
-Eu quero chegar na parte em que você pensa no Joe quando está com o Tim. Porra, Demetria, o menino te ama e você fica iludindo ele. Não é justo! – Ann exclamou.
-E VOCÊ QUER QUE EU FAÇA O QUÊ? – me exaltei. Então notei que estávamos razoavelmente perto quarto e eu desci o tom de voz. – Você quer que eu simplesmente vire para ele e fale que eu não posso mais ficar com ele, embora eu já tenha gastado mais de 1 semana?
-Usando-o? – ela completou.
-Eu não colocaria nessas palavras.
-Nessas palavras fica mais claro de você entender a gravidade, Demetria. – eu me odiava e isso era um fato.
-E também faz eu me sentir uma merda.
-Igual ao Joseph? Por um lado... – estávamos com expressões sérias. Eu realmente não acreditava no que ela havia acabado de falar. Mas se eu analisasse, era verdade.
-Eu vou fazer o que é certo.
-Só espero que não vá fazer tarde demais. - a seriedade descansou um pouco e um sorriso maternal tomou os lábios de Anne.
-Não irei, Ann. – dei um sorriso frouxo e tornei a entrar no quarto, onde um clima tenso estava instalado, devido ao fato de Cameron e Martha estarem brigados. Sentei-me ao lado de Tim, que não se manifestou. Começamos a falar sobre a vida de alguma celebridade e as horas se passaram.

-Acho melhor irmos nos arrumar, gente. – Nick afirmou e todos nos levantamos.
-CACETE! O pessoal de Londres ‘tá vindo! Vou correr pra me arrumar. Beijos. - joguei beijos no ar e saí correndo para minha casa.
Assim que cheguei à porta de casa, vi, para minha surpresa, o carro do meu pai estacionado.
-Pai? – perguntei enquanto entrava em casa.
-Oi, filha. Eu consegui sair mais cedo hoje.
-Ah, sim. – o abracei e ele deu um beijo em minha testa. – Pai, você sabe que é hoje que meus amigos de Londres vêm aí, né?
-Sei. São quantos mesmo?
-Hum... – fiz as contas. – 9. – meu pai, que havia acabado de colocar um gole d’água na boca, cuspiu.
-9? Cabe tudo isso no seu quarto?
-Eles não vão dormir, pai. Eles estão vindo para a festa que vai ter aqui. – ele respirou aliviado e eu ri.
-Tudo bem.
-Por falar em festa, eu tenho que correr! – subi as escadas de forma apressada, quase tropeçando no último degrau da escada. Escutei meu pai gargalhar.
Entrei no chuveiro na velocidade da luz. Segundo minhas contas, em menos de uma hora eles estariam chegando. Assim que saí do banho, olhei para o relógio. 19:15. Ainda dava tempo para me arrumar. A festa tinha acabado de começar.
Depois de corrigir as olheiras, eu passei um gloss. Eu não gostava de me maquiar muito, me sentia como uma Drag Queen.
Pelo fato da festa ser a fantasia, tive que pegar uma emprestada de Ann. Festas a fantasia não me traziam boas recordações, não mesmo. Mas eu tinha que superar isso, e isso era um fato.
Voltando à fantasia... Eu tinha pegado uma de dançarina de cabaré, era um vestido decotado com uma fenda enorme na perna esquerda. Sem dúvidas, aquela fantasia ficaria melhor em Anne, mas era isso ou coelhinha da Playboy, que é a fantasia dela. Martha iria de Pocahontas, para combinar com seus cabelos longos e negros.
O ponto de encontro pré-festa era na minha casa. Logo, eu teria uma opinião a respeito da fantasia antes de entrar no ambiente da festa.
Assim que consegui entrar no vestido, liguei o rádio e comecei a procurar minhas sandálias. Ann entrou assim que uma outra música começou a tocar.

-Se liga na letra, Demi. – murmurei um “ok” e voltei a calçar as sandálias prestando atenção na música.

“Breathe you out, breathe you in
(“Te esqueço, e volto a pensar em você)
You keep coming back to tell me
(Você continua voltando para me dizer)
You're the one who could have been
(Que você é o único que poderia ter sido)
And my eyes, see it all so clear
(E meus olhos enxergam tudo claramente)
It was long ago and far away
(Isso foi há muito tempo e muito longe)
But it never disappears”
(Mas nunca desaparece.”)

Apoiei meus cotovelos sobre meus joelhos e arqueei uma das sobrancelhas.

“I try to put it in the past
(“Tento deixar isso no passado)
Hold on to myself and don't look back... ”
(Confiar em mim e não olhar para trás...”)

Olhei para Anne, espantada.
-Ainda tem mais... – ela falou após rir ao ver minha expressão.

“I don't wanna dream about
(“Eu não quero sonhar com)
All the things that never were
(Todas as coisas que nunca aconteceram)
And maybe I can live without
(E talvez eu possa viver sem isso)
When I'm out from under
(Quando eu ficar melhor)
I don't wanna feel the pain
(Eu não quero sentir a dor)
What good would it do me now?
(Que bem isso me faria agora?)
I'll get it all figured out
(Eu saberei de tudo)
When I'm out from under.”
(Quando eu ficar melhor.”)

Suspirei pesadamente e deixei minha testa encostada nas palmas de minhas mãos. Mordi meu lábio inferior. SEMPRE ELE.

So let me go, just let me fly away
(Então, me deixe partir, apenas me deixe voar para longe)
Let me feel the space between us, growing deeper
(Deixe-me sentir o espaço entre nós, crescendo de maneira profunda)
And much darker everyday
(E mais escura a cada dia)
Watch me now and I'll be someone new
(Veja só, eu serei uma nova pessoa)
My heart will be unbroken, it will open up
(Meu coração não estará mais ferido, E se abrirá pra )
For everyone but you”
(Qualquer um, menos para você.”)

Martha entrou no quarto, fazendo-nos perder a concentração na letra. Sacudi minha cabeça delicadamente e suspirei novamente. A Pocahontas arqueou uma das sobrancelhas. Ann falou que não era nada demais.
-Assustador, não? – Anne perguntou a mim. Ainda com uma expressão aterrorizada, concordei com a cabeça, fazendo-a rir.
-De qualquer jeito, é melhor fazer como ela, deixar meu coração se abrir para qualquer um, menos ele. Certo? – Ann sorriu, concordando.
-Do que vocês tão falando? – Martha perguntou. Nós rimos e respondemos “nada” em uníssono. – Certo... Então, todas prontas?
-Eu já tô. Ann?
-Também. Mas e o pessoal de Londres?
-Eu falei pra uma das minhas amigas pra elas me encontrarem lá. Acho que se todos viessem pra cá, meu quarto iria virar uma zona. Eles já devem estar lá. – meu celular tocou. “Chelsea” estava escrito no visor. Atendi.
-Fale, Jonas fêmea.
-Demi, a gente já ‘tá aqui. Cadê tu, mulher? – ela gritava, já que tinha muito barulho por perto.
-Tô saindo de casa agora. Beijos. – Chelsea desligou antes de me responder. Joguei o celular na cama e levantei. – Como estou? – perguntei colocando as mãos na cintura e fazendo uma cara sexy.
-Gata. – elas riram. Olhei para a fantasia de Ann. Fato que todos iriam olhar para ela, e somente ela. Martha estava bonita, mas ela não tinha o corpo de Anne.
-Vocês também estão, meus amores. – sorri e saímos do meu quarto.

-GATINHA! – Dani gritou assim que me avistou. Olhei para ela e sorri. Daniella usava uma fantasia de hippie.
-JANIS JOPLIN! – brinquei. Rimos e logo avistei as outras meninas e, claro, os meninos. Liam, Kevin e Nicholas estavam vestidos de três mosqueteiros; James, de James Bond; e Joe, de Zorro. Selena e My estavam de gêmeas; e Chelsea estava de Emily Rose.

Timmy, Came e Nick apareceram segundos depois. E, por incrível que pareça, Tim não falou comigo. Franzi minha testa e passei a pensar sobre o assunto... O que eu teria feito a ele?
Evidente era a forma como os meninos olhavam para o corpo de Anne, que era agarrada por Nick de 15 em 15 segundos. Eu me divertia vendo os olhares que Nick lançava a qualquer um que se atrevesse a secar Ann. Eu queria que alguém fosse assim comigo. Ou que eu, pelo menos, fosse tão olhada quanto Anne. Se minha mãe escutasse isso, com certeza, falaria que eu sou uma tola por pensar assim. Mas é assim que as coisas são, não é?
Por falar em olhar, tentei não olhar para Joe, que parecia pensativo. Ele não parava de encarar o nada, como se estivesse bolando algum plano.
Sacudi minha cabeça ligeiramente e procurei por meu consolo, (nossa, como essas palavras soam estranhas.), mas me lembrei de que nem ele queria olhar para mim, e eu não fazia idéia do porquê disso.

Tocava “Heartless”. Todos estávamos dançando. Cameron e Timmy foram chamados novamente por uns meninos desconhecidos.

“How could you be so
(“Como você pode ser tão)
Cold as the winter wind when it breeze yo
(Fria como o vento do inverno quando venta em você)
Just remember that you talking to me yo
(Só se lembre que você falou comigo)
You need to watch the way you talking to me yo”
(Você devia ver o jeito que falou comigo”)

Pensei em Timmy e me senti pior ainda. Eu estava o usando e isso era um fato. Eu não tinha o direito de fazer isso, mas também não tinha como prever que tudo iria ser assim. Eu teria evitado, caso eu soubesse, eu teria.

“I mean after all the things that we been through
(“Digo, após todas as coisas que nós já passamos)
I mean after all the things we got into
(Digo, após todas as coisas que nós já nos metemos)
and yo I know some things that you aint told me
(E você sabe que eu sei algumas coisas que você não me contou)
Ayo I did some things but thats the old me
(Eu fiz algumas coisas, mas esse é meu velho “eu”)
And now you wanna pay me back
(E agora você quer me dar o troco)
You gon' show me
(Você quer me mostrar)
so you walk round like you don't know me
(Então você anda por aí como se não me conhecesse)
You got them new friends”
(Você tem esses novos amigos”)

Meu pensamento foi diretamente para Joe. Incrível como tudo o que eu fazia me levava diretamente a ele. Joseph Jonas era como uma substância nociva e viciante. Do tipo que você deve odiar, o que acaba te fazendo ficar com mais vontade ainda.

“But at the end it’s still so lonely”
(“Mas no final das contas ainda me sinto sozinho”)

Verdade. No fim, eu continuava sozinha. Eu e meus pensamentos covardes. Eu e meus medos bobos. Eu e minhas lembranças. Eu e meus traumas. Eu e minha vida.
Em pensar que se eu tivesse mudado o curso das coisas há alguns anos, nada disso estaria acontecendo. Eu não seria uma idiota apaixonada por um babaca. Eu não seria uma sem-coração que usa um menino para esquecer o outro.

-Demi? – Sel estalou os dedos na minha frente. Despertei do transe.
-Oi.
-Vamos ver os meninos mais de perto? – ela apontou para a rodinha onde Timmy, Came, e outros meninos dançavam. Concordei com a cabeça e os segui.
Ao chegar perto, pude vê-los dançando harmoniosamente. Eu ficava boba em pensar que eu havia passado mais de uma semana com aquele menino lindo. Ô pensamento de pré-adolescente.

“How could you be so heartless?”
(“Como você pode ser tão sem coração?”)

Como o Joe podia ser tão sem-coração? Ele não podia simplesmente ter me dado um fora e me deixado em paz? Por que ele sempre tinha que fingir interesse e depois me deixar mal? É, Demetria, você é uma otária.

Alguns minutos passaram e a música acabou. Timmy ia sair da roda quando uma mão o puxou. Segundos depois, eu o vi beijando uma menina. Minha boca se abriu e eu comecei a tossir. Todos do meu grupo olharam para mim e eu saí, indo para um canto onde havia espreguiçadeiras.
Sentei-me em uma delas e fiquei encarando o chão. Eu estava realmente me sentindo culpada por ter feito aquilo com ele?
COMO, COMO ELE PÔDE TER SIDO TÃO FILHO DA PUTA DESSE JEITO?
Bufei.
Eu não sentia vontade de chorar, só... raiva.
-Onde está seu namoradinho agora? – escutei a voz do idiota. Revirei os olhos e levantei, o ignorando. Ele me puxou pelo punho e eu o olhei.
-QUE É? ‘TÁ FELIZ AGORA? – esbravejei. Encarei o sorriso sarcástico de Joe, o que me fez ficar com mais raiva ainda. Eu queria jogar os dois num panelão, fazer sopa dos dois e dar para os pobres!
-Abaixa o tom, não estou gritando com você. – ele falou calmamente. Bufei novamente e puxei meu punho para junto de meu corpo.
-O que você quer? – perguntei entre os dentes.
-Me explicar. – revirei os olhos e tentei sair. Novamente, ele me puxou. Mas dessa vez foi pela cintura. Seu peitoral colou-se às minhas costas. - Por favor. – Jonas sussurrou em meu ouvido. Arrepiei-me da cabeça aos pés, mas consegui controlar minha voz, mantendo-a firme.
-Você tem 57 segundos. – me virei para ele, o encarando seriamente. Joe suspirou pesadamente.
-Você nunca gostou de alguém pra valer? – então o sorriso sarcástico desapareceu do rosto dele. – Nunca sentiu que poderia fazer tudo por aquela pessoa?
- Já cheguei perto disso, bem perto. Mas me decepcionei. – eu continuava séria. Houve um breve momento de silêncio.
-Bom, quando isso acontecer com você, você vai entender por que eu fiz o que fiz.
-Eu esperava tudo de você, menos que você fosse tão... baixo, idiota e estúpido desse jeito.
-Eu nunca te forcei a nada.
-MAS VOCÊ SABIA DOS MEUS SENTIMENTOS E, DO MESMO JEITO, RESOLVEU BRINCAR COM ELES, PORRA. – agora eu gritava e não estava me importando com as pessoas que passavam pela gente e me olhavam torto.
-EU NÃO SABIA DE NADA! VOCÊ É COMO UMA CAIXINHA DE SURPRESAS! EU SÓ ENTREI NO TEU JOGO! - merda! Meus olhos encheram d’água e eu me prendi para não chorar.
-E SE APROVEITOU DISSO PRA LEVAR VANTAGEM. NÃO É ISSO QUE VOCÊ QUERIA? ÓTIMO! ENTÃO PARE DE TENTAR JUSTIFICAR OS TEUS ERROS, JOSEPH– berrei o nome dele e soltei um soluço involuntário. Tudo o que eu não queria, chorar em frente a ele. Ótimo.
O que eu mais queria era alguém pra me consolar, mas eu não podia estragar a noite de ninguém. Eu não queria atrapalhar mais ninguém, não por hoje.

Fui até a minha casa e fiquei no jardim, com os pés dentro da água aquecida da piscina. Eu os mexia lentamente, pensando, avaliando, analisando, arrumando hipóteses e justificando seus resultados para mim mesma. Por Deus, eu era uma lunática. Deveria ser internada. Fato.
Talvez, eu pedisse para o meu pai fazer isso.
Talvez, EU fizesse isso.

3 da manhã.

Subi para meu quarto e comecei a cantarolar uma música do Arctic Monkeys. Parei em um verso: “You can pour your heart out around three o'clock” (Você pode jogar seu coração para fora lá pelas 3 da manhã). Bem que eu queria poder fazer isso...
Nota mental: Eu realmente deveria trabalhar com trilhas sonoras.

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DICA: QUANTO MAIS RAPIDO VOCÊS COMENTAREM MAIS RAPIDO EU POSTO
A PRIMEIRA TEMPORADA TA ACABANDO!! ;)

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Capítulo 23

 Just another day

-Demi! – Martha me chamou assim que eu pisava porta afora.
-Hey! – a cumprimentei. – Indo caminhar? – perguntei ao ver suas roupas esportivas.
-Acabei de sair da academia daqui. – soltei um “ah”. – Ah, quinta vai ter uma festa que ‘tá prometendo! – ela fez uma rápida dancinha, que me fez rir. É incrível como esse povo gosta de uma festa.
-Aonde?
-No gramado. – arqueei uma sobrancelha.
-Gramado?
-É, um bem escondido. Eu vou passar por ele agora. Quer vir comigo? – concordei com a cabeça. Eu não faria nada mesmo...

-Então, é aqui. – Martha falou quando chegamos a um vasto gramado. O espaço era enorme e, sem dúvida, abrigaria muito mais gente do que aquele bar. - Eu, particularmente, acho um bom espaço para dar uma festa.
-Daria para respirar, mesmo que todos viessem. – ela riu e concordou. - E quem você acha que vem? Todos os que freqüentam as festas?
-Também. Deve vir gente da cidade também. – murmurei um “hum” e fiquei calada. Eu não tinha muita intimidade com ela. – Demi, eu tenho que ir. Depois nos falamos.
-Ok. – dei um sorriso e a vi se distanciar. Peguei meu iPod e coloquei no shuffle, dando meia volta, a fim de circular pela vila.

-Demetria! – Came me chamou. Virei-me para ele e sorri.
-Fala, Came.
-O Timmy tava de procurando.
-Vou passar na casa dele. – sorri, agradecida, e rumei para a casa de Tim. Será que era alguma coisa importante?

Toquei a campainha da casa dele e, em poucos segundos, ele abriu a porta com um enorme sorriso.
-Hey. – falei de um jeito tímido. – Soube que tava me procurando.- me aproximei dele e entrei em sua casa. Lembrei da última vez em que eu estive lá.
-É, eu queria saber se você tava a fim de ver um filme aqui, sei lá.
-Por mim, ‘tá ótimo. – sorri abertamente. - Desde que não seja de terror. – Alguém reparou que eu sempre corto o clima? Palmas pra mim!
-É. – Tim fez uma cara afetada e riu. – Qual filme então?
-Tem “Diário de uma paixão”?
-Não! – seu rosto mudou para uma expressão do tipo “óbvio que não”. – É filme de mulher. – Tim riu. [n/a: se fosse o Danny, ele gostaria...]
-Ok, escolha qualquer um então. – bufei e me sentei no sofá.
-Até de terror? – ele me perguntou, esperançoso.
-Até de terror. – Tim soltou um “Yey” que me fez rir.
-“Jogos mortais”, pode ser? – dei de ombros. Ele sorriu e colocou o filme, vindo para o sofá segundos depois. Sentei-me junto a ele e senti seu braço passar por meus ombros. Mordi meu lábio inferior, coloquei minhas pernas repousadas no sofá e apoiei minha cabeça em seu peito.
Assim que o filme começou, eu o ameacei.
-Eu faço greve de beijos se você não me avisar quando for pra tapar os olhos. – Timmy riu e me deu um selinho.
-Eu prometo não brincar, senhorita Demetria. – fiz um som de “ram” e soltei uma risada, voltando a olhar para a tela da imensa tv de LCD.
Eu passei basicamente o filme todo de olhos fechados, já que, a cada cinco segundos, Tim falava que era pra eu fechar os olhos. E quando não estava esperando a cena passar, eu, bem, estava fazendo outra coisa que envolvia olhos fechados.
-Eu acho que se eu escutar mais um grito, eu piro. – brinquei com ele assim que o filme acabou.
-Você nem viu o filme, Demetria! – ele riu.
-Você fala como se tivesse passado o filme inteiro de olhos abertos. – zoei, corando em seguida. Nota mental: quando pensar em zoar o Timmy, verificar se eu não estou no meio.
-Nem você. – ele estirou a língua para mim e se aproximou com um sorriso divertido em seus lábios. Eu ri e fechei, mais uma vez, meus olhos, sentindo sua respiração ficar, a cada segundo, mais próxima. Tim mordeu meu lábio inferior levemente e depois passou seus lábios sobre os meus. Sorri e coloquei minhas mãos em seus ombros. Afastei meus lábios, deixando Tim aprofundar o beijo. Suas mãos acariciavam minha cintura, e as minhas, sua nuca. Não sei o que exatamente passou por minha cabeça, mas tomei impulso e passei minhas pernas ao redor das de Timmy, ficando de frente para ele. Minhas mãos subiram para sua cabeça e se entrelaçaram em seus cabelos. Os dedos de Tim brincavam pelo contorno do meu corpo e eu não me sentia como uma puta sendo tocada por aquele que está a pagando. Não daquela vez. Não sei demorou muito até que eu estivesse perdendo o fôlego. Então Timmy me empurrou com o seu corpo, me fazendo ficar deitada no sofá. Ele se apoiou em seu cotovelo e desceu os beijos até meu pescoço. Instantaneamente, fiquei arrepiada. Soltei um suspiro baixo e mordi meu lábio inferior lentamente. Timmy voltou à minha altura e seus lábios procuraram os meus urgentemente. Deslizei uma das minhas mãos para suas costas e as apertei por cima da camisa que ele usava.
Já disse como ele era forte?
As mãos de Tim, agora, se atreviam a acariciar a pele da minha barriga. Contraí meus músculos, arrepiada. Ele deu uma risada baixa, que me fez sorrir.
De fato, eu estava envolvida no momento e minha lucidez havia ido embora por um curto período de tempo. Suas mãos, então, deslizaram pelas laterais da minha barriga, subindo até minhas costelas e arrastando minha blusa. Nesse momento, eu me dei conta do que estava fazendo. Foi como um choque.
Por Deus, eu não estava preparada. Não mesmo. E, olha onde estávamos, na sala dele! E se os pais dele chegassem? E se eu desse um vexame? E se ele só quisesse isso, como o Joe só quis me provocar? Joe, aquele idiota.
Minhas mãos encostaram-se às dele e eu as conduzi até minha barriga. Timmy rompeu o beijo na hora, com uma expressão que eu não consegui entender.
-Desculpa... – sussurrei para ele, recuperando o fôlego.
-Tudo bem, Demi. – ele deu um sorriso sincero e me deu um selinho. Tim voltou a sentar e eu me recompus, envergonhada. Eu me levantei. – Não precisa ir. Eu não vou te atacar. – a cara que ele fez foi extremamente fofa. Soltei uma risada frouxa. Embora eu quisesse ficar e eu pudesse faltar o jantar, eu sei que ficaria um clima extremamente estranho entre nós. Digo, pelo menos na minha cabeça era assim.
-Eu tenho que ir. Meu pai me mata se eu me atrasar pra um jantar que ele vai dar lá em casa. – fiz uma careta e ele fez outra, em resposta. Nós dois rimos e Tim se levantou, me levando até a porta.
-Então vai lá. Mas se quiser dar uma fugida do jantar, pode chegar aqui em casa.
-Pode deixar. – sorri amigavelmente. Trocamos um rápido beijo e eu fui para casa.

-Filha, onde você estava? – meu pai me perguntou assim que passei pela porta da sala. Olhei para ele, que estava na porta da cozinha, trajando um avental por cima de uma roupa casual.
-Com meus amigos daqui. Desculpe a demora.
-Tudo bem. Agora vá se arrumar. – fiz um sinal de positivo com o dedo e subi para meu quarto.
Tomei meu banho e me vesti. Como o jantar era para os amigos dele, eu me arrumei de forma mais “decente”. Desci as escadas e me deparei com 2 casais de adultos e Mary.
-Pessoal, essa é Demetria, minha querida filha. – meu pai passou seu braço por meu ombro. Sorri e cumprimentei todos eles.
-Acho que o Aaron foi pegar alguma coisa no carro e já vem. – Uma mulher falou para meu pai. Aaron? Esse nome não me era estranho.
Acomodei-me em uma poltrona e fiquei ouvindo a conversa, como se eu estivesse interessada. Agradeço por ninguém, principalmente meu pai, poder ler minha mente, já que eu estava vagueando pelos meus momentos com Timmy esta tarde. Enrubesci só de pensar. Droga, como eu era besta. Nem para pensar nessas coisas sem me sentir envergonhava, eu prestava. Certo, por que eu estou brava comigo mesma? Ah, talvez por eu ter pensando no grande idiota.
-Demi? – meu pai me chamou, estalando os dedos na minha frente e parecendo preocupado.
-Oi. – respondi, sem graça.
-‘Tá tudo bem? – concordei com a cabeça, ainda sem graça. Notei que havia uma pessoa a mais no cômodo. – Este é Aaron, filho da Samanta.
-Oi. – cumprimentei o menino com um aperto de mão. Eu conhecia aquele rosto de algum lugar e eu sabia disso.
-Tudo bem? – ele me perguntou. Eu o encarava, tentando me recordar de onde eu o conhecia.
-Da festa! – pensei alto. Aaron arqueou uma sobrancelha.
-Desculpe, estava tentando me lembrar da onde eu te conhecia. – ele murmurou um “ah” e depois perguntou:
-E da onde você me conhece? – nós dois rimos.
-De uma festa. Foi há uns dias atrás.
-Ah sim! A menina que pediu para eu abrir a garrafa de Ice.
-Isso mesmo. – dei um sorriso amarelo. Começamos a conversar sobre assuntos aleatórios. Aaron não era o tipo de menino interessante. Ele só era bonito e charmoso. Ele não tinha papo e nem cultura. Ou talvez eu que estivesse sendo exigente demais.

-Demi, me liga. - a voz de Ann ecoou pelo meu celular. Todos os amigos do meu pai haviam acabado de sair, incluindo Aaron. Subi para meu quarto e, assim que escutei a mensagem, liguei para ela.
-Ann? – perguntei.
-Oi, Demi! – ela exclamou.
-Você me ligou? – Nossa, que pergunta óbvia.
-Aham. Queria perguntar o que você tinha feito hoje.
-Ah... Eu fui pra casa do Timmy.
-O QUÊ? – Anne berrou. Afastei o telefone do meu ouvido, rindo.
-Eu fui pra casa dele ver filme, ué.
-Hum...
-Vou fingir que não notei o tom malicioso que você usou.
-Mas era pra notar. Já que você é lerda e não vai me contar por livre e espontânea vontade, eu sou obrigada a te perguntar. O que aconteceu?
-Nada demais...- usei um tom de descaso.
-Porque você não quis ou porque não teve clima?
-Porque eu lembrei de uma coisa que cortou o meu clima e me fez parar.
-Do que você lembrou, Demetria Lovato? – Anne perguntou, séria.
-Dele.
-Demetria do céu, você não pode pensar nessa coisa mais! TOCA TUA VIDA, FILHA!
-Você reparou no que aconteceu no bar?
-Reparei que ele é um babaca que ficou te olhando a noite TODA e faltou matar o Timmy com os olhos.
-É... – mordi meu lábio.
-Demi, eu acho que você não devia passar o seu tempo pensando no Joseph.
-EU NÃO CONSIGO FICAR SEM ISSO, ANNE! – esbravejei, cansada.
-Eu sei que não, porra. – Ann bufou.
-Então pára de falar pra eu esquecer, porque eu não consigo! Ele é como um parasita na minha mente. Por mais que eu tente o tirar, ele SEMPRE volta. – Droga, eu estava quase chorando.
-Olha, Demetria, eu vou desligar agora porque eu tenho que arrumar a minha mochila. – estranhei a frieza dela, mas não comentei.
-Vai pra onde?
-Meus pais querem ir passar uns dias acampando aqui por perto.
-Ah, ok. Depois nos falamos então.
-Certo. Só mais uma coisa, vai ter uma festa quinta-feira.
-É, a Martha falou.
-Falou? Então ótimo. Se quiser, chame seus amigos. – escutei a voz da mãe dela ao fundo. – Demi, eu tenho mesmo que desligar. Até quinta. Beijos. – então ela desligou na minha cara. Bufei e deixei o telefone ao lado da cama. Vesti meu pijama e desci até a sala para ver TV, encontrando uma sala desarrumada e uma cozinha cheia de pratos. Eu que não iria limpar aquilo!
Permaneci no sofá por, acho eu, 1 hora e meia, já que eu vi 3 episódios inteiros de “Dr. Who”. Na verdade, eu não assisti como eu disse, eu vi, porque minha cabeça estava em outra coisa.
Lembrei-me de chamar o pessoal para a festa. Bom, era certo que Joe viria, já que ele não tinha o mínimo de “semancol”.
Peguei meu celular e disquei o número do celular de Chelsea.
-Alô? – uma voz rouca, digna de quem havia acabado de acordar, atendeu. Droga, não era Chelsea.
-Joseph, pode passar para sua irmã?
-Ela não está, saiu com o James e deixou o celular no meu quarto. Quer deixar recado, senhorita? – ele debochou.
-De fato, quero. Avise a ela que eu estou a convidando para uma festa quinta-feira e peça para ela me ligar assim que voltar para casa.
-Ok. Mais alguma coisa? – Joe riu. Revirei os olhos e respirei pesadamente.
-Não.
-Estaremos aí na quinta-feira. – eu imaginava a cara dele ao falar isso. Provavelmente ele estava com um sorriso no canto dos lábios. BABACA!
-Tchau, Joseph. – desliguei na cara dele e joguei o telefone no sofá, resmungando mais algumas palavras de baixo calão. -Demetria, você é uma menina forte e bonita, que não vai ficar com raiva por causa desse ser cujos pais deveriam ter nojo de ter produzido. – murmurei para mim mesma, de olhos fechados e com os dedos nas têmporas, fazendo movimentos circulares. Abri os olhos, bufei e peguei o telefone, voltando a ligar para as pessoas.

10 coment's para o proximo.
o que estão achadno da história?!
o que vocÊs acham que vai acontecer?
Ou  o que vocês gostariam que acontecesse?!
;)