sexta-feira, 18 de maio de 2012

Capítulo 13

Let’s scape into the music.

-Prontas? – perguntei assim que terminei de passar o brilho labial transparente. Observei as outras meninas.
Sel vestia uma calça jeans, uma blusa de seda cinza, presa por um cinto elástico preto com detalhes em prata, e uma sandália de salto preta; Chelsea usava uma saia preta pregueada um pouco acima do joelho, uma blusa branca e um scarpin vermelho; Daniella estava com uma saia jeans bem acima do joelho, uma sandália de salto baixo e uma blusa de malha preta com um decote em V; Miley usava uma calça jeans, uma blusa branca de frente única e uma ‘rasteirinha’ bege. Me sentia a coisa mais simples do mundo: uma saia jeans de lavagem clara e desfiada próximo aos joelhos, uma blusa preta colada ao corpo, um cinto marrom com uns detalhes em bege, que não estava preso na calça, servindo de enfeite e meu companheiro de guerra, o scarpin preto envernizado.
-Cara, cadê as minhas amigas? – Chelsea exclamou. Rimos.
-Meninas, andem logo, caso o contrário iremos perder a carona pra boate. – profº Oxford exclamou à nossa porta.
Todas saímos em direção à porta. Eu fiquei para sair por último, porque tinha esquecido de pôr os brincos.
Fechei a porta e dirigi meu olhar ao resto do grupo. Preciso comentar o visual dos meninos? Acho que não. Uma palavra resume: Maravilhosos!
-Quem são vocês e o que fizeram com os 5 meninos feios que andavam com a gente? – Chelsea tornou a fazer a brincadeira. Já não tinha mais graça, sinceramente. Ri por rir mesmo.

-Tchau, gente! – Sel e Daniella gritaram assim que viram os outros dois rapazes, respectivamente Brian e Leonard, na porta. Olhei para Nicholas, que estava atônito. Juro que quis me jogar na frente de um dos carros que passavam na rua.
- Nicholas? – ele se virou para mim. Seu rosto abrigava uma expressão fria.
-Você sabia? – IDIOTA! BURRA, BURRA! Tinha que ter a mandado pra onde o vento faz a curva e voltado a dormir.Mas não, eu tive que acordar e ajudá-la com seus problemas amorosos às 7 da manhã. Tô falando, sono faz coisas incríveis.
-Eu...- não sabia o que responder. Não ia mentir pro meu melhor amigo. - Desculpa. – encarei meus pés. Poyntner não respondeu nada, somente se virou e foi ao encontro do grupo. Fiz de seus passos os meus e entrei na mini-van.

Me endireitei na cadeira do bar, apoiando meus cotovelos no balcão. Estávamos os 9 conversando. O Josh é bem maneiro, digo, professor Joshua Oxford. Além de ele ter liberado a bebida, era bem atualizado, digamos assim. Cara, ele gosta de Fall Out Boy, Paramore, Pink, etc.
Fiquei conversando com ele tempo o suficiente para Kevin e Nicholas saírem para ‘ir ao banheiro’ logo depois de receberem piscadelas à distância e Chelsea sumir com James ‘misteriosamente’.
Escutei uma batida muito conhecida pelo meu iPod, a voz da Beyoncé ecoava por todo o ambiente. E por mais que tentasse me preocupar com Nicholas, sabia que amanhã eu iria conversar com ele e que no exato momento ele devia estar se divertindo com uma moça francesa. Quer saber? Vou me divertir, deixo os problemas pra amanhã.
Saí do balcão pedindo que guardassem minha cadeira, já que depois dessa música eu voltaria.
Me entreguei à , me misturando no meio das pessoas.Com certeza não era a única dançando sozinha.

“Baby boy not a day goes by,
Without my fantasy,
I think about you all the time,
I see you in my dreams.”


Senti duas mãos envolverem minha cintura e um corpo mais alto e, aparentemente, largo se aproximar de minhas costas. Estávamos nos mexendo conforme o ritmo da música. Digamos que Paris é melhor do que eu pensava.

“Ah, Oh, My Baby, fly baby go,
Yes, No, Hurt me some good baby oh,
I'm so wrapped up in your love let me go,
Let me breathe, Stay out my fantasy.”

O misterioso menino me puxou para mais perto, distribuindo leves beijos por meu pescoço. Me arrepiei e acho que ele percebeu, já que não parou. Coloquei minhas mãos por cima das suas e as guiei pelo contorno do meu corpo. Olhei de relance pra mesa e Jonas não se encontrava lá. De repente tomou o mesmo rumo de Nicholas e Kevin.

“Baby boy you stay on my mind,
Fulfill my fantasy,
I think about you all the time
I see you in my dreams.”


Levantei meus braços e os passei ao redor do pescoço do menino. O provoquei passando as unhas em sua nuca.
Ponto pra mim se levarmos em conta que esse menino apertou seus dedos em minha cintura assim que o fiz.

“Baby boy not a day goes by
Without my fantasy
I think about you all the time
I see you in my dreams.”


Por um momento fantasiei que Joe se encontrava às minhas costas. Droga, tinha que parar de pensar nele. Além do mais, cadê esse cachorro? Olhei novamente para a mesa e nada dele, só uma Miley histérica fazendo gestos circulares com a mão para mim e falando algo que eu entendi como ‘vire-se’. Pronto, aí tem coisa.

“Picture us dancin' real close in the dark
Dark corner of a basement party,
Everytime I close my eyes it's like
everyone left but you and me,
In our own little world, the music is the sun,
The dance floor becomes the sea,
Feels like true paradise to me, yeah”

 
Em um movimento rápido, me virei, deixando uma de minhas pernas entre as dele. Olhei para o seu rosto e sorri ‘marotamente’. Confesso que me constrangi perante o modo em que ele me olhava, mas disfarcei isso com uma piscada de olho.
Minhas mãos estavam em seus ombros, enquanto as dele ainda permaneciam em minha cintura, embora não a apertassem mais e nem me puxassem para mais perto.
O rapaz deslizou suas mãos para minhas costas, me aproximando de si. Ele se mexia no ritmo da música com seu corpo junto ao meu. Devido à proximidade dos corpos, meu nariz ficou próximo ao seu pescoço, o que me permitiu sentir o perfume masculino que ele usava. Ah, como eu adoro essa fragrância, todo homem deveria usá-la. Certamente não só usá-la, mas ter o mesmo cabelo, o mesmo par de olhos, o mesmo... certo, parei de me denunciar em pensamento.

“Baby boy you stay on my mind,
Fulfill my fantasy,
I think about you all the time,
I see you in my dreams.”


Passei meus dentes pelo meu lábio inferior e deixei o último preso entre eles. Vi que ele acompanhou, mesmo que com certa dificuldade, esse movimento com o olhar e inclinou seu rosto na direção do meu. Senti sua respiração bater em minha boca e sorrindo vitoriosamente, permaneci alguns segundos mirando o trajeto boca - olhos. Hesitei, por alguns segundos, em permanecer com aquela idéia fixa de superação, mas me controlei. Sabia que não ia ser tão fácil provar a ele o que tinha perdido. Mas que eu teria diversão com isso, era fato. Só que diversão é diferente de me entregar praticamente à lábia do garoto.

-See you in your dreams. ( Te vejo nos seus sonhos.) – sussurrei próximo ao seu ouvido um verso alterado da música e senti sua pele se arrepiar. Sorri, novamente. Tinha algum efeito sobre ele, afinal. Me afastei rapidamente e dei meia volta, com direito à jogada de cabelo. Sim, eu estava me sentindo poderosa e não era pra menos. Também não preciso comentar que ao contar até 3, ele já estava atrás de mim de novo, me seguindo até a mesa. Agora eu posso dizer: para quê brinquedos, se temos garotos?
Quando cheguei à mesa, My me olhava interrogativa. A mesma expressão se encontrava no olhar de Liam, mas este estava dirigido para Joe.
-Vou ao banheiro. – My saltou da cadeira e me deu um pequeno beliscão no braço, pedindo com o olhar para a acompanhar.
-Vou junto. – seguimos pelo estreito corredor que dava aos banheiros. Na verdade, este se tornara estreito devido a quantidade de casais que se encontravam lá aos beijos. Juro que vi nosso casal 20, Chelsea e James, ocupando um espaço na parede.
Entrei no banheiro, que não era dos mais vazios. Esperamos que as 5 meninas que se olhavam no espelho saírem para fecharmos a porta e eu me sentar na bancada da pia, esperando um ótimo comentário da parte de Miley.
-Eu acho que perdi o momento em que você se acertou com ele e pulei pra parte em que você quase se fundiu com ele no meio da pista pelos olhares e pelo jeito como dançavam.- recebi um olhar reprovador.
-Eu só estava dançando com ele. Que há demais nisso? – perguntei indignada. Talvez não fosse só isso.
-Você que sabe da sua vida. Só não quero que no fim disso você saia magoada.- ela desabafou mais do que respondeu a minha pergunta. Olhei meio desconfiada para ela e retribuí, alguns segundos depois de pensar no que ela tinha me dito, o abraço.

Tomei um gole da minha cerveja e segui o contorno do bocal com o indicador. Eu sentia que estava sendo observada e isso me incomodava. Acho que não fui feita para provocações, fico me sentindo como uma ‘piranha’ depois.
- Demi? – Chelsea me cutucou. Sim, todos estavam à mesa novamente. Judd e Poyntner com marcas avermelhadas no pescoço, assim como James e Chelsea.
-Oi... – olhei pra ela.
-‘Tá tudo bem contigo? ‘Tá tão quietinha. – apoiei meu cotovelo na mesa e a minha cabeça na mão.
-‘Tô bem sim, só ‘tô um pouco cansada.
-Certo. – Chelsea sorriu maternalmente e deu um gole no seu Martini. – Low! (tradução) –Vem, Demi, vamos dançar! – nem tive tempo de pensar, quando dei por mim Chelsea já tinha me puxado pela mão para a pista.

“Shawty had them Apple Bottom jeans
Boots with the fur
The whole club was lookin at her
She hit the flo
Next thing you know
Shawty got low, low, low, low, low, low, low, low.

-VAI GATA, ATÉ O CHÃO! – Chelsea rebolou até o chão, o que me fez rir, porque além de já ter bebido umas a mais, ela era desengonçada. - Você é muito séria. Cara, ‘tamos em Paris. Solta a franga. – verdade, o que acontecesse em Paris, permaneceria em Paris, certo?

“Them baggy sweat pants
And the Reeboks with the straps
She turned around and gave that big booty a smack.”

Chelsea deu uma voltinha, passou o indicador pelos lábios e depois o encostou à bunda, fazendo som de água evaporando. Após isso, olhamos para a mesa, onde percebi o olhar reprovador de James e o malicioso de Jonas.

“She hit the flo
Next thing you know
Shawty got low low low low low low low low.”

-LOW, LOW, LOW! – a esse ponto já tinha levantado os braços e descia rebolando com Chelsea. Duas desajeitadas no meio da pista. Pelo menos eu conseguia me estabilizar, Chelsea sempre cambaleava depois de subir. Direcionei meu olhar para ela e notei que James a puxou pela mão. Obviamente os segui. Não iria ficar sozinha novamente.
-Amor, me deixa dançar. – escutei ela reclamar.
-Não, vai que te agarram que nem agarraram a Demi. - semicerrei os olhos e olhei para My, que levantou as mãos em demonstração de inocência.
- Demi, te agarraram? – Chelsea abrigava uma expressão digna do bonequinho assustado do MSN.
-Erm...
-Cara, você pegou um francês. QUE DEMAIS! Demi É PEGADORA, Demi É PEGADORA! – além de me interromper, ela ainda me abraçou e começou a pular. -Você vai me contar tudinho depois. – fiz que sim com a cabeça e me sentei. É, eu ia contar do francês. Olhei para o Joseph, que ria da cena. Lancei-lhe um olhar reprovador e engatei no papo que rolava entre My, Liam e o professor sobre como as meninas conseguiram sair sem monitores.

-Sozinha novamente, Lovato? – Jonas perguntou assim que retornou à mesa depois de ter se pegado com alguma francesa em um canto. Digo, não tenho certeza se foi isso, mas esse sumiço misterioso foi por algum motivo. Por falar em sumiço, Miley, Liam, Chelsea e James resolveram ir para a pista enquanto Judd e Poyntner, novamente sumiram. E eu que não acreditava no sucesso deles. Ah, sim, e o professor foi ao banheiro, justamente há 2 segundos. Por isso estou, neste exato momento, sozinha com o Joseph. Demos goles em nossas cervejas ao mesmo tempo.
-Sim, mas dessa vez não tem como você me agarrar pelas costas, porque eu estou sentadinha. – Eu acho que deveria parar de beber. Todos de acordo?
- Eu não teria ido se você não tivesse me seduzido daquele jeito. – soltei uma gargalhada sarcástica.
-Eu te seduzi? Você foi porque não agüenta olhar para um rabo-de-saia e não ir atrás. – Demetria, controla a boca.
-Não senhora. Eu fui só porque você ‘tá, se me permite dizer, muito sexy com essa roupa. – Joe não estava em sã consciência, notei isso. Mas olha quem fala, outra ‘alegre’.
- Joseph... – joguei minhas mãos no balcão. – quantas cervejas você já tomou?
-Umas... 20. – ele respondeu após contar nos dedos das mãos duas vezes. – E você, mocinha? – Jonas apoiou seu peso sobre o cotovelo.
-15, talvez. – ele abriu a boca em forma de indignação.
-Você bebeu tudo isso? - dei de ombros.
-É, ué. Quando eu vejo, elas já acabaram. – fiz bico.
-Eu aposto que você ‘tá tão ‘alegre’ que nem consegue dançar.
-Fala sério, você quer é ter um ‘replay’ comigo. – falei enquanto saía do banquinho. Sem mais bebidas pra mim, obrigado.
-Senhorita... – ele estendeu sua mão e eu a peguei, sendo guiada até a pista.
-Você fugiu do assunto. – gritei próximo ao ouvido de Joe, já que uma nova  tinha começado.
- Que assunto? – se fez de desentendido.
-Não se faça de tolo. – falei, cutucando seu peito com meu indicador. Ele deu um sorriso de canto de boca e riu.

“I'm checking it so hot, so hot
I wonder if you know you're on my radar
And yep I notice you I know it's you
Choose you don't wanna lose you're on my radar.”

-Olha, eu consigo dançar.- fiz uma pose de vitoriosa, mas fui empurrada por uma menina que dançava atrás de mim, o que me fez ficar bem próxima a ele.
Me aproveitando da situação, repousei um de minhas mãos ao redor de sua nuca e embalei no ritmo, cantarolando alguns versos. Quando me dei conta do que estava cantando, o encarei e mirei seus lábios. Era exatamente isso: ele estava no meu ‘radar’.

“When you walk and when you talk
I get the tingle, I wanna mingle, that's what I want
Hey listen baby turn up the fader,
Try to make you understand
You're on my radar (on my radar)
On my radar (got you on my)
Radar.”

Reconhecendo a música de uma vez por todas, tratei de cantarolar esse pedaço um pouco mais alto. O que algumas (várias) gotas de álcool no sangue não fazem. Ok, o efeito do álcool já estava passando, mas é divertido poder falar as coisas na cara e, caso alguém se lembre no dia seguinte, falar que era a bebida.
Obviamente Joe reparou na nada discreta indireta que eu havia mandado e foi aproximando seu rosto do meu.
Escutei uma voz masculina me chamar e me virei, era Liam falando que já estávamos indo. Amo o Liam. Se não fosse por ele, tudo tinha ido água a baixo.
Me separei rapidamente de Jonas e, ainda com certa dificuldade, me direcionei para o balcão, a fim de pegar minha bolsa.
Na porta da boate, enquanto esperávamos a carona chegar, o professor distribuiu chicletes para amenizar o cheiro do álcool. Alguns pingos de chuva começaram a tocar meu braço e, instantes depois, esses mesmos pingos haviam se transformado em uma grossa chuva. À medida que a água ia penetrando minhas roupas e cabelo, eu ia passando a ficar mais lúcida.
Quando a mini-van chegou, todos já nos encontrávamos ensopados. Ainda bem que existem mulheres na direção para mandaram toalhas.

-Boa noite, galera. – Kevin ia entrando no quarto com Joe e Nicholas, quando eu puxei o último. Daniella passou por nós com um sorriso radiante e entrou no quarto, nem notando nossa presença ali. Kevin revirou os olhos e entrou no quarto, enquanto Joe parecia interessado no que eu queria conversar com o Poyntner.
-Posso falar com você? – ele olhou para os outros. – A sós? – lancei um olhar significativo ao Jonas. Este seguiu o mesmo rumo de Kevin, murmurando alguma coisa.
-Já está falando mesmo. Agora termina. – proferiu, frio e cruzou os braços.
-Desculpa, ela me surpreendeu hoje de manhã e eu não sabia se eu podia falar ou não... desculpa. – Ele tentava desviar seu olhar do meu enquanto eu o procurava. Depois de alguns segundos em total silêncio, o rosto que abrigava uma expressão rancorosa, agora estava mais relaxado.
-Tudo bem, Demi. Eu que devia ter falado com a Sel antes, agora perdi a vez, né? – contrai meus lábios, me segurando para não contar a confissão de Sel. – Mas tudo bem. Agora é partir pra outra. – Poyntner deu um sorriso frouxo. O abracei. Não podia contar nada, tinha prometido. Ele encostou sua cabeça em meu ombro, me permitindo alisar seus cabelos por alguns instantes. Escutei um barulho vindo do elevador, mas o ignorei. Talvez fosse impressão.
-Vai dar tudo certo. – afirmei com uma certa insegurança. Não podia dar esperanças a ele. E se Sel tivesse gostando do encontro com Brian?
-Eu espero, meu anjo. Bom, boa noite. Até amanhã. – ele beijou minha testa paternalmente e abriu a porta de seu quarto, entrando no mesmo. Repeti suas ações do outro lado do corredor. Todas as meninas se encontravam lá, menos Sel. Aparentemente tudo tinha dado certo com o garoto lá.
-Como foi o encontro, Dani ? – perguntei enquanto tirava meus brincos.
-Foi maravilhoso! Ele gosta de Artes, História, Literatura. Depois ele me levou ao Musée de L’Armée. – Daniella ia comentando sobre o encontro com um certo brilho no olhar. Sorri, concordando com todos os comentários que as meninas faziam, do tipo: “Que fofo!” , “Eu quero um desses para mim!”, etc.
À medida que os fatos foram ficando mais emocionantes, todas já nos encontrávamos de pijama, cada uma em sua cama. Lembrei daqueles filmes do tipo “Nany Mcphee”, que as crianças deitam em camas paralelas e conversam durante minutos antes de pegarem no sono. Ri com esse pensamento e resolvi perguntar onde Sel se encontrava.
-Ela já devia ter chegado. Lembro que quando entrei no saguão, ela estava se ‘despedindo’ de Brian. – Nesse exato momento a ‘dita cuja’ adentrou no ambiente, com uma expressão rígida. Alguma coisa estava errada.
-O que aconteceu? – perguntamos ao mesmo tempo.
-Nada. – respondeu fria, se trancando no banheiro. Todas permanecemos em silêncio. Resolvemos dormir, amanhã teríamos tempo para perguntar novamente.
Não sei exatamente quanto tempo fiquei acordada, só me lembro que, pelo que me parece, uns 20 minutos depois escutei o soluço de Sel, vindo do banheiro. Pensei em ir lá, mas sabia que ela precisava de um tempo sozinha. Ela é assim, sempre que está triste não há nada que a console, só ela mesma. Então é melhor dormir.

Continua...

Tambem acho que ele deve sofrer meninas!!
ele ainda vai APRONTAR muito por aqui!!
Fiquem "tranquilas" kkkkkkkk
Bjsss
XD
 

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Capítulo 12

 So complicated.

-Meninas, o jantar já está sendo servido. Adiantem-se! – o profº gritou à nossa porta.
-Já vamos! – Dani gritou de volta enquanto colocava outra blusa. A verdade é que tínhamos perdido a hora conversando.
Chelsea e Selena lutavam pelo espelho do banheiro; Daniella e Miley decidiam qual roupa usar; eu penteava meus cabelos e colocava uma sandália ao mesmo tempo. É, formávamos um quinteto e tanto.

My arrastou sua cadeira, que estava ao meu lado esquerdo, a fim de se aproximar da mesa redonda. Dei uma olhada de relance para a mesa dos garotos. Eles zoavam Liam por algum motivo, o que me fez lembrar de perguntar a My o que houve em frente à Basílica.
Decisão tomada tarde demais, já que no segundo seguinte a questionaram sobre isso.
-Gente, nada aconteceu...- ia continuar a omitir os fatos se não fosse pela feição das outras três, que duvidavam da afirmação. – Cara, vocês são muito chatas! Não consigo esconder nada. – prosseguiu, com um tom de indignação.
-Nós sabemos ler sua mente. Sabemos que você quer nos contar. – deixei a curiosidade tomar conta de mim e soltei a brincadeira. Depois de me zoarem, My resolveu falar.
-‘Tá, deixe-me contar! Nos primórdios da humanidade, quando eu tinha 13, 14 anos, morava em um prédio lotado de pessoas da minha idade. Acontece que eu tinha dentes tortos e sempre fui ridicularizada por isso. Na verdade, quem fazia isso era o ‘chefe’ da trupe, Miguel. Eis que um menino entrou no prédio, o Liam. Lembro que em seu primeiro dia ele foi apresentado a mim por seus pais, que queriam que o filho fizesse amizades novas, sendo que na época ele ainda não estudava em nosso colégio. Desde então ficamos muito ligados, fazíamos tudo juntos. Ele conseguia me colocar pra cima quando estava deprimida, conseguia me fazer sorrir só com uma frase. E o que mais me chamava atenção era que além de bonito, ele nunca perdia o charme e a simpatia. Não digo que isso durou muito tempo, foi só me ver feliz que novamente tudo desmoronou.
Recordo-me perfeitamente deste dia, o sol estava se pondo e o calor começava a dar lugar ao frio. Desci ao play com a finalidade de o encontrar e lá estava ele, todo entrosado com ‘a trupe do mal’, como se fosse um deles. É de se esperar que suas companhias te influenciem. E, por mais clichê que pareça, eu estava apaixonada pelo meu amiguinho de prédio, futuro ‘chefe’ do grupinho que eu mais odiava. Mudei meu estilo de falar, de me vestir, de tudo, porque era o único jeito de não ‘perdê-lo’. Bom, depois ocorreram mais algumas coisas que me fizeram parar de falar com ele de uma vez por todas, mas nada que eu queira contar. – ela mantinha uma expressão séria, como se estivesse sentindo o que sentiu ao vivenciar os fatos que narrou. - Então, hoje quando o retratista fez minha caricatura, ele retratou exatamente como eu era antigamente, o que fez o Liam rir de mim e comentar que ‘tava idêntica. Por isso eu fiquei daquele jeito. Acabou que ele me alcançou, pediu desculpas por ter sido tão idiota e...
-E...? – a interrompemos em conjunto.
-E ele me beijou, pronto, falei. – ela ficou corada após dizer tais palavras.
-OUN! – fizemos em coro e rimos.
-Eu contei. Agora você conta, Demetria.
-Já disse, nada aconteceu! - as encarei por alguns segundos, que mantinham seus olhos fixos em mim, assim como fizeram com Miley. Elas queriam que eu inventasse uma história?
-Você não engana a gente, Lovato.
-Vou contar o que aconteceu. Eu fiquei olhando a vida dos outros e quando vi estava perdida, então o Jonas me achou e fomos procurar juntos, só isso. – exclamei, como se suplicasse para que elas parassem de duvidar.
-E por quê as mãos estavam dadas?
-Porque quando ele achou vocês, ele me puxou pela mão. – estava me estressando com esse interrogatório.
-Tem certeza que foi só isso? – elas se revezavam entre as perguntas.
-CACETE, NADA ACONTECEU, ‘TÁ BOM? SE QUISER PERGUNTA PRA ELE! – todas mantiveram seus olhos abertos e fixos em mim. Mesmo que estivesse saindo do cômodo, sabia que elas ainda estariam estarrecidas, assim como outras pessoas, que ainda se perguntavam o que houve.
Subi para o quarto e esbarrei com Nicholas no corredor.
-Ei, pequena. O que houve?
-Nada. – respondi fitando meus pés. Não queria entregar pra ele que eu tinha até que gostado de conversar com Joe.
-Fala, Demi. - seus olhos azuis expressavam uma certa preocupação. Ele é meu melhor amigo, não é? Acho que não faria mal contar pra ele. Não, melhor não. Eu nem gostei tanto assim, ele é chato.
-Cara, as meninas que me estressaram agora perguntando o que houve pra eu e o Joseph sumirmos e voltarmos juntos. Mas é besteira.
-Relaxa, enchemos o Liam e o Joe também. – deixei de encarar meus pés para o encarar.
-E o que eles falaram?
-O Liam contou da história deles, falou que eles se beijaram e tal. O Joe falou da rapidinha de vocês atrás da árvore, dos amassos dentro do banheiro da cafeteria... – arregalei os olhos.
-EU MATO O Joseph Jonas! - assim que vi que ele ria escandalosamente, dei um leve tapa em seu braço. Nicholas massageou a região que recebeu o tapa. -Você é muito malvado.
-E você é muito besta. Mas falando sério agora. Ele comentou com aquele tom de descaso: – pigarreou, limpando a garganta para poder imitar a voz de Joe. – “Nada demais. Ela mexeu com um cachorro, um velho achou que eu fosse namorado dela. Ridículo, eu sei. E depois achamos vocês.” – meu coração acelerou e, involuntariamente, fiz uma cara de decepção. Nicholas, que antes ria de sua imitação, percebeu e resmungou que não devia ter falado aquilo.
-Não, ainda bem que falou. Eu nem gosto dele mesmo, e é bom saber que ele acha isso ridículo, porque eu também acho. Agora, se me der licença, vou voltar para o meu quarto. Até amanhã. – mandei um beijo no ar e saí andando, não dando tempo para ele responder.
Fechei a porta do quarto e me joguei na cama, batendo em todos os travesseiros que estavam por perto.
- EU ODEIO Joseph Jonas! – pressionei um travesseiro contra o rosto e gritei com toda minha força. Sentei-me e encarei uma das paredes. Por que eu estava assim mesmo? Não gostava dele, não simpatizava com ele.
É TPM. Suspirei aliviada. Ridículo pensar por alguns segundos que ele tinha mexido comigo. Depois do episódio na cozinha ele podia ter certeza que não tinha chances comigo. Não mesmo. E mesmo assim deu um jeito de parecer no controle da situação, como se eu achasse lindo e maravilhoso que um pintor fracassado nos achasse um belo casal.
Sorri, vingativa. Tinha sido boazinha demais até o momento. Joe Jonas que me aguarde.
Por falar em aguardar, onde essas meninas estão que ainda não subiram?

-Acorda, Demi. – Selena sussurrou próximo ao meu rosto. Abri os olhos e notei que as outras ainda dormiam. Ainda era cedo, 7:00 am. Geralmente o monitor batia à nossa porta às 8:00 am.
-Sel, ‘tá tudo bem? – perguntei enquanto esfregava meus olhos, tentando despertar.
-Eu queria conversar, mas é uma coisa que eu queria conversar só com você, pode ser? – perguntou-me calmamente. Fiz que sim com a cabeça e saí da minha cama. Coloquei um short jeans, uma regata branca e um casaco por cima. Calcei minhas sandálias e desci na companhia de Sel.
Sentamo-nos a uma das mesas na beira da piscina. Olhei em volta, alguns pássaros pousavam na grama, outros bebericavam a água da piscina que refletia os primeiros raios solares.
-Ontem, depois que você saiu da mesa, Chelsea e My foram pra mesa dos meninos. Então dois meninos, muito bonitos por sinal, Brian e Leornard, sentaram-se conosco, já que as mesas já estavam preenchidas. Leonard engatou uma conversa animada sobre história com a Dani, enquanto eu conversava sobre coisas aleatórias com Brian. Na verdade, os dois são funcionários do hotel e estavam de folga.
-Deixa, eu adivinhar... – coloquei a mão no queixo e fiz cara de pensativa – Brian deu em cima de você?
-Se me convidar pra sair com ele hoje for dar em cima, sim.
-E qual o problema nisso, gatinha? Ele tem namorada?
-Não, é que eu meio que... gosto do Poyntner. Mas eu sou uma das melhores amigas dele e ele não vai querer nada, é óbvio. Sem contar que ele ficou cheio de gracinha pra uma menina da outra turma, deve ter ficado com ela. – Selena suspirou, expressando decepção.
Droga, conto ou não conto? Quero dizer, se for verdade que ele deu em cima de uma menina, talvez tenha achado que não tinha mais chance com a Sel. Agora, pode ter sido impressão dela.
Quer saber? Vou me tornar imparcial.
-Eu acho que você deveria conhecer o menino, ver se ele é interessante e tal. Quem sabe você não dá uma chance pra isso virar um compromisso? – sorri amigavelmente. Que parte do imparcial eu não entendi mesmo? Burra, burra, burra!
-Eu acho que você ‘tá certa, Demi. – ela sorriu abertamente e me abraçou. – Obrigada! Tirou um peso das minhas costas. Só deixa isso, do Poyntner, entre nós, por favor. – retribui o abraço e prometi que nada sairia dali. Eu só espero que o Nicholas não fique com muita raiva.

-Fechem os olhos. – o guia da Catedral nos pediu e fechou seus próprios. Olhei para todos. Muitos riam de olhos fechados, outros faziam brincadeiras silenciosas com os que fecharam os olhos e outros, como Daniella e Paul Kevin, fecharam o olho e seguiram os comandos. – Agora, imaginem o histórico processo de reabilitação de Joana d'Arc, o dia em que Napoleão foi coroado, em 1804, ou a missa que celebrou a libertação da França das mãos dos nazistas, em 1944. – um órgão, localizado naquela catedral começou a tocar, o que me fez levar um susto. O guia abriu os olhos. – Certamente nenhum de vocês deve ter visto alguma coisa. Mas, depois desse som magnífico que provém do órgão de 7.800 tubos localizado nessa Catedral, alguém deve ter sentido alguma coisa. Se não um arrepio, pelo menos levado um susto.
Olhava para o chão, desinteressada. Não queria conversar. Sentia-me triste e nem ao menos sabia o porquê.
Liam me cutucou com o cotovelo, fazendo-me olhar para ele.
-Tira essa cara de enterro do rosto, parece que tá triste. – dei um leve sorriso e tornei a olhar para o guia.
-Alguém sabe a quem essa igreja foi dedicada? – o senhor que nos guiava perguntou. Dani e Kevin levantaram o braço ao mesmo tempo. Ri comigo mesma. O guia sorriu para os dois e indicou com o olhar que Daniella falaria primeiro.
-Foi dedicada a nossa Senhora, uma vez que Notre-Dame significa nossa Senhora em francês.
-Muito bem. Quer complementar a resposta da nossa querida... – olhou para ela como se perguntasse o nome.
-Daniella.
-Nossa querida Daniella?
-Na verdade, gostaria. A igreja foi construída no século XI e devido às mudanças na sociedade, ou seja, a ressurreição da cidade torna necessária a criação de uma ‘sede’ do clero no centro urbano.
-Claro que não, garoto. A igreja era românica, porém o Bispo Maurice de Sully a considerou pouco digna dos novos valores e mandou a demolir. E no lugar construíram essa, de caráter gótico. – Dani o corrigiu antes que o guia pudesse falar qualquer coisa.
-Crianças, não se exaltem. Devo admitir que o aparente fascínio dos dois me impressionou. Com tudo, a resposta da senhorita Daniella estava correta. – ela deu um sorriso vitorioso enquanto Kevin bufava. – Se me permitem opinar, acho que deveriam compartilhar idéias invés de brigarem. Agora, continuando a excursão... – enquanto o grupo voltava a seguir o caminho do guia, os dois se olharam por alguns segundos.
-Não! – ambos fizeram cara de desprezo e cruzaram os braços. Ri na companhia de Nicholas, que se encontrava do meu lado no momento.

Continua....
Bom meninas como demorei resolvi postar mais um pra vocês!! XD
10 coment's para o proximo 

Capítulo 11

So let’s get this trip started.

-Inaugurada em 31 de Março de 1889, a Torre Eiffel foi construída para honrar o centenário da Revolução Francesa. O Governo da França planejou uma Exposição mundial e anunciou uma competição de design arquitetônico para um monumento que seria construído no Champ-de Mars, no centro de Paris. Mais de cem designs foram submetidos ao concurso. O comitê do Centenário...
-Pra que porra eu aprendo isso? – a voz do guia se tornou imperceptível aos meus ouvidos, os quais foram preenchidos pela voz de Nicholas, que resmungava de braços cruzados.
-Para ter um senso mínimo da história ao seu redor e para não ser um ignorante, coisa que, pelo visto, você já é.
-Calma, Daniella, só ‘tava comentando.- ele pôs as mãos para o alto.
-Pois eu concordo com ela, se não quisesse escutar isso, não tivesse vindo.
-Kevin, apreciando a história? Achei que não fosse viver para isso.
-Somos dois, Hemsworth. – Joe concordou.
-Silêncio, moças e rapazes. – o monitor nos advertiu e voltei a prestar atenção no guia.
-Com seus 317 metros de altura, possuía 7300 toneladas quando foi construída, sendo que atualmente deve passar das 10000, já que aqui são abrigados restaurantes, museus, lojas, entre muitas outras estruturas que não possuía na época de sua construção. Eiffel, um notável construtor de pontes era um mestre nas construções de metais e tinha sido o desenhista da armação da Estátua da Liberdade, que tinha sido erguida recentemente no porto de Nova Iorque. Quando o contrato de vinte anos do terreno da Exposição mundial expirou, em 1909, a Torre Eiffel quase que foi demolida, mas o seu valor como uma antena de transmissão de Rádio a salvou. Os últimos vinte metros desta magnífica torre correspondem à antena de rádio que foi adicionada posteriormente.
Vocês sabiam que os nomes de setenta e dois cientistas, engenheiros e outros franceses notáveis estão gravados em reconhecimento a suas contribuições por Gustave Eiffel? – os alunos de outro grupo, que ainda insistiam em prestar atenção, negaram com a cabeça.
-Seu dever é nos informar.- falei para mim mesma.Joseph, que estava ao meu lado, riu e balançou levemente a cabeça, de forma que concordasse comigo. Tornei a prestar atenção no senhor que nos falava. Tamanha era sua fascinação ao falar sobre essa torre, que parecia que ele havia a construído. Ou talvez fosse mais um obcecado pela história igual o Kevin e a Dani.
-Esse cara parece o Kevin daqui a alguns anos. – interrompendo meus pensamentos, Joe fez o comentário. Não pude evitar rir, afinal, além de ser verdade, estava pensando nisso alguns segundos atrás.
-E a mulher dele, provavelmente aquela da recepção, é mais uma apreciadora da história.
-Como você sabe que é a mulher dele? – ele indagou.
-Shiu! Prestem atenção. – novamente o monitor nos advertiu.
-Elementar meu caro Watson... - cruzei meus braços e pus a mão no queixo, como se pensasse. – Ele a deu um selinho antes que entrássemos. – disse sem ânimo. Joe riu.
-Ou então ele a trai. – ele completou, repetindo meus gestos.
-Impossível ser amante, você viu as roupas e o rosto daquela mulher? Dou no mínimo 60 anos para ela.
-Mulheres reparam em tudo.
-E os homens não reparam em nada.- rebati e segui o grupo, que agora andava em direção ao elevador.

De: Mamãe < mamma007@hotmail.uk.co >
Para: Demi < prettygirl@hotmail.uk.co >
Assunto: Te seqüestraram?
Querida, você já chegou? Você está bem? Estão te alimentando? Como é Paris? Está frio? Você está com casacos? Por que ainda não me enviou um e-mail?
Com amor,
Mamãe.

Droga! Tinha esquecido de mandar o e-mail. É de me surpreender que ela ainda não tenha mandando a Scotland Yard atrás de mim.

De: Demi < prettygirl@hotmail.uk.co >
Para: Mamãe < mamma007@hotmail.uk.co >
Assunto: Mil desculpas!
Mamãe,
Vou resumir minhas respostas, já que seu questionário ocuparia milhões de caracteres:
Cheguei, estou ótima, estou comendo, está um tempo agradável, e sim, eu trouxe casacos e não me comuniquei antes devido à falta de memória.
Ah sim, ia esquecendo... Paris é linda, maravilhosa, encantadora, e adicione aqui mais ótimos adjetivos.

-Vem logo, Demetria!
-Já to indo, calma! – respondi, pensando em como terminar a mensagem.

Tenho que ir, mãe. As meninas estão me enchendo a paciência, depois te mando outro e-mail.
Beijos,
Amo-te.


Fechei o notebook e o coloquei em cima da cama, seguindo para a porta.
-Prontas para as compras? – as meninas iam abrindo imensos sorrisos à medida que as palavras saíam da boca de nosso monitor. De fato, eu me incluía no grupo ‘sorriso’.

-Primeira parada: Louis Vuitton. Não gastem todo o dinheiro, garotas. Ainda temos Channel, Jean-Paul Gaultier e parecidos pela frente.– anunciou o profº Oxford, assim que avistamos a grande e bela vitrine da grife. Parecia um sonho. Andares e mais andares de roupas e acessórios. Digamos que meu lado fútil despertou.
-Garotas, vocês viram aquela bolsa MA-RA-VI-LHO-SA? – os meninos o zoavam em um tom baixo, porém não tão baixo para que eu não conseguisse escutar. Ri e voltei às minhas compras.
Já estava escurecendo quando passamos pela Praça da Concórdia, aonde vimos o Obelisco de Luxor. Assim como vimos o Arco do Triunfo e, pela primeira vez durante a noite, a Torre Eiffel, com suas 20.000 lâmpadas.

-Demetria Lovato da Silva Sauro! Acorda logo, guria! – Sel gritava em meu ouvido, me batendo com seu travesseiro.
-AAAAAAAAAAAAAAAH! LEVANTEI JÁ, PORRA! – enfurecida, saí da minha cama e fui diretamente em direção de minha mala, pegando uma calça jeans, meu inseparável Adidas e uma blusa branca de alça. Entrei no banheiro e fechei a porta do mesmo com força. Tomei meu banho e me arrumei, encontrando todas prontas alguns bons minutos depois.
-Vamos? – puxei meu casaco da GAP da mala e saí do quarto. Todas se entreolharam e riram.
-Vamos, ‘estressadinha’ do meu coração. - Chelsea passou seu braço direito por meus ombros e me guiou até o saguão.

-As senhoritas e os rapazes gostariam de uma caricatura? – enquanto esperávamos chegar o horário do nosso grupo para entrar na Basílica, um retratista francês nos manteve entretidos. Seu inglês não era dos piores, então conseguimos nos comunicar. Para entrarmos num espírito de brincadeira pedimos a ele que fizesse uma caricatura de cada um. Pensamos que fosse demorar, mas na verdade foi extremamente rápido. Peguei a minha e soltei uma gargalhada ao ver que ele me pôs com um sorriso gigante. Paguei e me virei para ver a reação dos outros.
-Como ‘tá a sua? – me perguntou, mostrando-me a sua.
-‘Tá engraçada. – lhe mostrei e ele riu.
-Seu sorriso é contagiante. – falou como um ator de filme mexicano.
-São seus olhos, Carlos Henrique Augusto Romeu Perón Dias. – rimos. My passou rapidamente por nós.
-Alguma coisa aconteceu. – olhei espantada para Nicholas.
-Sério, gênio? Como você descobriu isso? – seu rosto assumira uma expressão sarcástica.
-Babaca.- dei-lhe um leve tapa no braço.
-É, você me ama. – ignorei seu comentário e corri para o nosso grupo.
-O que aconteceu com a Miley? – perguntei a Dani.
-Não sei! Ela tava olhando a caricatura, o Liam falou alguma coisa e ela saiu daquele jeito. Agora ele ‘tá atrás dela, vai entender.
-Ah, sim. – A fila andou e olhei para os lados, preocupada.
-Aonde será que eles se meteram? – pensei um pouco alto.
-O Liam sabe o que faz, a My está em segurança. – Joseph, aparentemente sério, respondeu a minha ‘pergunta’.
-Segurança? Estamos na França, não acredito que ele conheça o território. – o encarei.
-Deixa disso, garota. Pára de pessimismo, eles vão voltar. – Joe saiu andando e me deixou sozinha.
-Grosso! – exclamei, em um tom de voz alto, o qual ele conseguisse escutar. Me aproximei mais do grupo, deixando um pouco a preocupação com os outros dois.

-Pessoal, onde estão a Miley e o Liam? – Profº Oxford nos questionou assim que saímos da Basílica.
-Aqui! – os dois apareceram sorrindo e de mãos dadas. Todos os rostos amigos assumiram expressões interrogativas enquanto os olhavam.
-Onde vocês estavam? – todos perguntamos em uníssono.
-Na fonte, esperando por vocês. – já havia concluído os fatos, por isso nem me importei em escutar tal versão. Estava mais interessada em observar um casal de idosos. Os dois estavam conversando, provavelmente sobre seus netos e filhos, enquanto ele acariciava a mão da senhora com seu polegar e apreciavam a vista. Queria um amor pra vida toda, para compartilhar uma vida. Talvez esteja assistindo muito à clichês. Despertei de meu breve devaneio assim que senti uma mão puxar meu braço.
-O que foi? – encarei Sel .
-Vamos! O professor já está lá na frente. – corremos e o alcançamos, seguindo para Place du Tertre.

O tempo havia esquentado, o que me fez amarrar o casaco na cintura. Observava a tal praça. Certamente não passava de uma rua lotada de pintores. Havia lá sua beleza, como o contraste do verde das folhas das árvores com a coloração branca das construções ao redor da praça, ou até mesmo o contraste do azul do céu com as mesmas construções. Mas em minha defesa, alego que adolescentes não ligam para esses detalhes. A não ser a Daniella, que é um caso a parte.
Joe se aproximou de mim e perguntou se eu tinha visto para onde eles tinham ido. Respondi que não, notando que havia sido abandonada. Começamos a procurá-los quando algo puxou meu casaco, olhei para baixo e percebi que não foi ‘algo’ e sim um lindo Yorkshire. Usei meu francês de tradutor do google para perguntar ao dono do cão se podia acariciar o bichinho. Recebendo um ‘sim’ meio desconfiado como resposta, abaixei e o acariciei.
-Olha que coisa mais linda! – trouxe o filhote à altura dos olhos e ria enquanto este me cheirava.
-Você é doente! Ele vai te morder, isso sim. E seu francês é péssimo. – Joseph riu.
-Insensível. De qualquer jeito temos que continuar nossa busca. - parei de brincar com o filhote e me levantei, lançando um sorriso ao dono. Estava preste a dar um passo quando sinto alguém me cutucar. Virei e me deparei com um homem, aparentemente com seus 60 anos.
-Pois não? – Jonas se pronunciou. Até que o francês dele não era ruim.
-Uma bela pintura para um belo casal. – ele entregou a mim um papel. Curiosa, o olhei. Mostrava uma jovem brincando com um cão e um rapaz rindo da cena. Certamente ele não escutou o que o rapaz estava dizendo à moça.
-Desculpe, senhor. Mas nós... não namoramos. – Joe falou passando a mão pelo cabelo, envergonhado.
-Então deviam pensar no caso. De qualquer jeito, aceitem como lembrança de Paris. – o senhor sorria para nós. Eu, que antes já estava envergonhada, agora não sabia o que falar.
Lancei-lhe um sorriso em forma de agradecimento e seguimos caminho.
Um silêncio constrangedor se formou enquanto rodávamos pelo lugar em busca do nosso grupo.
-Achei! – ele exclamou e me puxou pela mão. Senti que ondas elétricas passarem pelo meu corpo, causando uma sensação estranha, uma sensação que nunca havia sentido.
Talvez fosse a temperatura, talvez não.
-ONDE VOCÊS ESTAVAM DESSA VEZ? – a voz do monitor me pareceu mais aguda e histérica, e provavelmente aos ouvidos dos meninos também, que riam. Ele nos encarava e suas mãos estavam descontroladas, parecia que estava para ter um ‘ciricutico’ enquanto nos dava aquela básica bronca de que estávamos sob sua responsabilidade, blá, blá.
-Nos perdemos. – respondemos ao mesmo tempo dando de ombros.
O professor soltou um suspiro, concluindo que seu sermão não tinha adiantado em nada e se juntou aos outros professores, o que me fez crer que era para avisá-los de que havíamos voltado.
O restante do grupo permanecia com a mesma expressão de quando Miley sumiu na parada anterior. As encarei como se perguntasse o que houve. Sel chegou mais perto e sussurrou entre os dentes:
-Você vai nos contar tudo.Ah, vai! – as outras estavam atrás de braços cruzados e concordavam com a cabeça.
Estava me sentindo em um tribunal ou algo parecido, só faltava aquela luz branca em cima do meu rosto.
Eu só sei de uma coisa: nada aconteceu.

Continua...
Me desculpem a demora!! "/
Facul nao esta deixando!!
bjs

terça-feira, 8 de maio de 2012

Capítulo 10 – MARATONA

Are you ready?

-Não acredito que até a dupla das cadeiras eles vão sortear. – exclamei enquanto cruzava os braços.
-Infelizmente sim, e já ‘tá chegando na gente.
-Mathew e Lisa assentos 23-A e 24-A; Chelsea e Joseph assentos 25-A e 26-A; Daniella e Selena assentos 27-A e 28-A; Nicholas e Paul Kevin assentos 29-A e 30-A; Liam e Miley assentos 31-A e 32-A e por fim, James e Demetria assentos 33-A e 34-A. – A inspetora saiu de nosso vagão logo após anunciar quem se sentaria com quem.
Sentei-me em minha poltrona e liguei meu iPod, esperando o trem começar a andar. James ainda não havia chegado, então me encostei à parede, fechando os olhos e permitindo que a música tomasse conta de minha mente.Como já era de se esperar que o Bourne pegasse um de meus fones, nem me importei quando um dos mesmos foi puxado.
O trem balançou um pouco, indicando que havíamos partido, porém o susto me fez abrir os olhos, revelando que não era James que estava ao meu lado, e sim, Joe. O encarei por alguns segundos, tentando absorver a informação. Mudei de música para ‘You and Me’, do Lifehouse e voltei a me encostar à parede. A música, repentinamente mudou para ‘Brighter’, do Paramore. Mudei para ‘Same Mistake’, do James Blunt e lembrei de meu mantra: ‘Ignore-o’. Novamente, como já podia prever, ele mudou.
-Escuta Beatles? – perguntei, de forma impaciente.
Ele concordou com a cabeça. Mudei para ‘Here comes the sun’.
-Qual sua favorita deles? – Jonas me perguntou, me fazendo desistir de tentar dormir. Sentei-me com as pernas dobradas e apoiei meus braços nas mesmas.
-Difícil essa, mas acho que ‘Julia’ ganha por mais escutada. – ri e prossegui.- E a sua?
-Embora difícil, minha escolha é ‘Eleanor Rigby’. Além de Beatles, curte mais o que?
-De tudo um pouco. Na verdade, depende muito do dia, do meu humor, do que...
-CARA, QUE MILAGRE! ELES TÃO CONVERSANDO! VAI CHOVER DINHEIRO, MULHER E VODCA HOJE! – Kevin interrompeu o que eu dizia ao exclamar tal frase. Todos do nosso grupo começaram a rir. Abaixei minha cabeça, não consegui evitar que não ficasse corada.
-Ignora que você ganha mais. – Jonas disse, rindo em seguida.
-Eu o farei. Agora, se me der licença, vou dormir. Bom-dia, ou boa noite, que seja.- Me aninhei em minha poltrona, adormecendo rapidamente.

-ACORDA, MULHER! ‘TAMOS EM PARIS! – acordei com gritos em meus ouvidos. Enrolei um pouco na minha cadeira, que por sinal estava mais macia do que o comum.Abri os olhos e me deparei com o Jonas.
-Erm, desculpa. – Me ajeitei, saindo de minha poltrona.
-Ah, tudo bem. – respondeu passando as mãos pelo cabelo e saindo do seu assento, rumando para fora do trem. Entramos em um ônibus e seguimos para o hotel.

-Crianças, como vocês perceberam, todos os alunos foram divididos em grupos de 10 e têm monitores, que funcionarão como guias. Na verdade, vocês manterão contato com os outros grupos, porém na hora de visitar o museu, por exemplo, vocês estarão sendo monitorados por mim enquanto o guia do lugar apresenta a história e afins. E por enquanto é só. Como consta no roteiro, vocês passarão o dia no hotel e mais tarde terão o primeiro contato com essa cidade na hora do jantar. E outra coisa, antes de qualquer saída, as chaves deverão ser entregues na recepção do hotel. Agora vão e divirtam-se. – ele nos entregou as chaves dos quartos e se reuniu aos outros professores.
Pegamos o elevador e seguimos para o nosso, que era o último do corredor, em frente ao dos meninos. Nossas malas já estavam na porta, somente entramos no quarto, que por sinal era gigante, e as pusemos no chão. As paredes possuíam um tom de salmon, e as cortinas e os carpetes possuíam um tom de carmim, porém um pouco mais claro, lembrando o vermelho. As camas estavam dispostas em linha horizontal, uma ao lado da outra. Mais à frente delas, havia um sofá de dois lugares e uma televisão de plasma, fixada na parede. Um pouco mais ao lado, podia-se ver a entrada para o banheiro, que exalava um suave cheiro de lavanda.
-A da parede é minha! – exclamei, me jogando em cima da cama que estava falando. As outras iniciaram uma discussão para ver quem ficava com a da outra parede. Ria sozinha enquanto observava Chelsea tentando empurrar Selena da tal desejada cama.
Dirigi-me ao banheiro, que já estava ocupado por perfumes, cremes, nécessaire’s e milhões de outras coisas. Coloquei a minha nécessaire em um canto. Mais tarde juntaria meus cremes, perfumes e escovas às delas. Retornei ao quarto, notando que as meninas já estavam prontas e a briga pela cama da outra parede já havia acabado.

-1 dia. – My apostou. Estávamos sentadas em uma mesa, perto do grupo que jogava 3 cortes e da piscina.
-1 hora e meia. – foi a vez de Selentrar para o bolão de quantos dias Lauren demoraria a ficar com Josh, visto que a menina só faltava o agarrar.
-10 minutos, e isso ainda é muito pra ela. – Dani apostou, fazendo cara de espanto. Rimos e afirmei:
-Ela não se atreveria a fazer isso na frente da inspetora. Eu dou 3 dias, ou seja, até o dia da saída livre.
-Nossa hein, falou a expert no assunto.
-Veremos se eu sou ou não em 3 dias, queridinhas. – falei, fazendo cara de desdém.
-Será que isso pega? – Selena me olhou de rabo-de-olho, provocando mais risadas.
Passamos alguns minutos conversando sobre a ida, My estava prestes a contar como foi com o Hemsworth, até que fomos interrompidas por 2 meninos molhados.
-Senhoritas... – James iniciou, fazendo um cumprimento de cavalheiro. – Vou seqüestrar meu amor, ela já volta, ou não. – após falar, pegou Chelsea no colo e se jogou com a menina na piscina. Estava muito ocupada rindo para perceber que eu seria a próxima.
-Me solta, Nicholas! – dava leves tapas em seu ombro.
-Não solto, só se entrar comigo na piscina.- ele me pôs de volta no chão, ainda me segurando, para que eu não escapasse.
-Mas você sabe que eu... – ele fez uma cara de criança ‘pidona’- Certo, mas você vai à minha frente e não deixa ninguém me ver.
-Sim, senhora. – ele bateu continência. Tirei meu short e minha blusa, deixando-os em cima da mesa e revelando meu biquíni preto com pequenos detalhes em branco.
-Nicholas, não sai da minha frente.
-Demetria, deixa disso, até parece que você é obesa. – virei para frente.
-Definitivamente você não é obesa. – ele falou e piscou, me deixando vermelha.
-Tá bom, então vamos logo. - Tentava me esconder em suas costas, porém o menino saiu correndo. Numa tentativa frustrada de alcançá-lo, acabei esbarrando em Joe e caindo por cima do mesmo, que manteve uma cara de espanto/susto/bobo todo o tempo. Senti sua respiração bater em meu rosto. Meu coração acelerou. Acho que depois dessa, comentar sobre o grau de vermelhidão do meu rosto se torna dispensável.
-Eu... Eu... desculpa. – levantei rapidamente, tentando disfarçar a situação. Corri para a piscina, onde o Poyntner já se encontrava, apoiado na borda e rindo. Mergulhei na piscina e me virei para ele.
-Acho que se você ficasse mais vermelha sua cabeça iria explodir. – tentava falar entre risadas.
-Te odeio. – disse apontando para seu rosto.
-Desculpa, não tá mais aqui quem falou ou riu, sei lá.

Estávamos nos arrumando para o jantar. Todas estávamos de toalha, escolhendo roupas e/ou penteando os cabelos.
-Demos sorte de ter pegado aquele gato do professor Oxford como monitor. Já disse que quase desmaiei quando ele mergulhou na piscina hoje? – Chelsea se ‘abanava’ com as mãos.
-Te controla, menina. O James ‘tá no quarto da frente, sabia? – rimos. Em resposta, a menina deu de ombros.
-My, como foi vir para Paris ao lado de Liam Hemsworth? – questionei enquanto secava meu cabelo com a toalha.
-Do mesmo jeito que vir sozinha, graças a Deus.- estendeu as mãos pra alto.
-Que mal lhe pergunte, o que se passa entre você e o Liam?
-Longa história.
-Chelsea, desiste. Acho que a única pessoa que sabe sobre essa história é a Selena. – Daniella, que colocava a calça, se intrometeu.
-Ai, gente. Depois eu conto sobre isso. – Miley entrou no banheiro assim que Sel saiu do mesmo.
-Ela vai te enrolar e três anos depois você ainda não saberá da história. - fiz um sinal de ‘joinha’ para Chelsea. Coloquei minha blusa e foi minha vez de ir ao banheiro. Após aplicar o corretivo, passei um perfume adocicado e coloquei meus brincos. Fitei meu reflexo no espelho. Não sei como nunca havia pensado em combinar essa blusa de gola alta com essa calça jeans e essa sapatilha de salto. Saí do banheiro e notei que o professor já se encontrava na porta.
-Bom, todas prontas? – o mais velho perguntou. Concordamos com a cabeça e seguimos para fora do quarto. Onde outros 5 lindos garotos nos aguardavam.
-Que gatinhas! A de vermelho é minha. Espero que minha namorada não veja.- James riu e passou o braço pela cintura de Chelsea, dando um selinho nela.
-Garotos! – O monitor gritou, já no elevador.
-Já vamos. – gritamos e saímos correndo para encontrá-lo.


Continua...
 
Bom meninas postei cinco capitulos! Espero que agora vocês se animem mais com as história que apartir de agora que as coisas começam a acontecer!! ;)
AHH!! JÁ TENHO A PROXIMA HISTÓRIA!!
Quando li chorei MUITOOO!!XD
Bjss ;)

15 comet's para o proximo?!?!?
Ta valendo!!?
Sera que são capazes de me dar 15 coment's?!?1
o desafio esta lançado!!
kkkkkkkkkkkkkkk
 

Capítulo 9 – MARATONA

Abra sua mente, faça sua mala.

Nesses últimos 4 meses nos entrosamos muito. Digo, eu me tornei a melhor amiga de Nicholas, enquanto Chelsea e James começaram a namorar. Ao mesmo tempo em que não me comunico com Joe, somente em casos de emergência ou dias de ótimo humor, nem Dani com Kevin, a Sel e o Poyntner têm conversado, o que é bom, já que ele arrasta um bonde por ela. My não fala direito com Liam, coisas do passado. Coisas as quais ninguém nunca soube ao certo.
O sol, ainda que fraco, penetrava pelas frestas da persiana, refletindo nos estudantes mais próximos à janela. Embora o sol começasse a se mostrar mais forte, eu sentia frio e aquela aula me parecia mais entediante do que nunca. Enquanto colocava meu casaco, espiei o resto da turma; metade dormia e a outra metade ou fingia que prestava atenção ou se divertia conversando. Encostei-me à parede e apertei meu casaco contra meu corpo, observei a roupa que a professora vestia. Sinceramente, uma mulher gorda e baixa nunca deveria usar blusa de gola alta e vermelha com uma calça azul e sapatos brancos, fica parecendo uma daquelas bolas para se pendurar em árvores de Natal.
Abaixei minha cabeça e a pus apoiada em meus braços, tentava dormir. Tentativas vãs, já que sentar no meio, mais para o fundo da classe significa nunca ter silêncio. Eis que o diretor entra, arrancando uma careta da professora, que antes explicava, empolgada, a matéria.
-Professora, desculpe interromper sua aula, mas queria comunicar-lhes sobre o passeio desse ano. - os alunos que conversavam, pararam e os que dormiam, acordaram. – Para não tomar muito tempo, todas as informações se encontram no folheto que será distribuído a vocês, por isso leiam. Espero que vocês compareçam, será, sem dúvida, uma experiência inesquecível.
Os folhetos rolaram de mão em mão, chegando às minhas. Guardei e esperei para o abrir na hora do recreio.

St. Marry’s High School

Londres, 24/06/08.
Como todos os anos, nós, da coordenação, elaboramos passeios pedagógicos, que além de reforçar o espírito de união de nossa instituição, adiciona conhecimento e experiências totalmente novas aos alunos.
Então, é com prazer que propomos uma visita à bela Paris dos apaixonados, à cidade da luz. Venha conosco nessa experiência, que constará de visitas aos principais pontos turísticos e muito mais.
O passeio será de 15/07 até 21/07, incluindo a chegada até o destino e a volta para o ponto de partida, com todas as refeições inclusas.

Excursão 2º/3º anos do Ensino Médio:
1º dia (15/07): Colégio-Trem Londres/Paris, saindo da estação de Saint Pancras + aproveitamento do espaço interno do hotel + Jantar (fora do hotel).
2º dia (16/07): Torre Eiffel + Tour de compras.
3º dia (17/07): Basílica de Sacré Couer + Place du Tertre.
4º dia (18/07): Catedral de Notre Dame + Saída liberada.
5º dia (19/07): Palácio de Versailles + Museu d’Orsay.
6º dia (20/07): Museu do Louvre + Festa de despedida no salão do hotel.
7ºdia (21/07): Trem Paris/Londres-Colégio; Término da excursão.

Obs: Os alunos que quiserem ir têm uma semana para deixar seus nomes na secretaria, junto com os nomes dos companheiros de quarto.
Obs¹: Os alunos terão quartos reservados no ‘Hôtel Du Louvre’, com um limite de 5 pessoas por quarto, lembrando que não aceitamos mistura de gêneros nos mesmos.
Obs²: A lista de preços segue em anexo atrás dessa mesma folha.
Obs³: Somente café da manhã, almoço e jantar estão inclusos.


-Capricharam nesse ano, ‘tô dentro! – Chelsea exclamou.
-Eu vou! – as outras 3 meninas e eu falamos em coro, rindo em seguida.
Após ligarmos para nossas mães, fomos até a secretaria, onde assinamos a lista.
Não estava muito preocupada com quem iria, já que todos os anos os alunos preferem passar uma semana sem nada para fazer, a passar uma semana olhando para a cara dos professores.
Digamos que a preocupação apareceu quando Jonas e a trupe passaram por mim, comentando sobre o passeio. Droga! Tudo menos isso.
-Hey, Nicholas. – acenei e ele veio em minha direção.
-Fala, Demi. Vai ao passeio?
-Claro, e você?
-Paris é bem melhor do que o passar uma semana escutando minha mãe reclamar que eu devia ter ido e que eu estou me tornando um vagabundo sem cultura, não acha? – rimos e concordei com a cabeça.
-Bem, o resto também vai? – mordi meu lábio inferior, esperando que ele não mencionasse o Jonas.
-Isso mesmo, todos unidos pela instituição. – Poyntner imitou o diretor, fazendo-me rir.
As meninas vieram em nossa direção, falando sobre o passeio.
-Quanto tempo nós temos para fazer as malas? – perguntou Dani.
-Duas semanas e alguns dias. Será que levo mala grande? Lembrando que lá tem as melhores lojas.
-Eu acho que vou comprar Paris toda! – Daniella exclamou, rindo em seguida.
-Sai da frente que lá vem a Daniella, minha gente. – rimos e ao escutarmos o sinal tocar, subimos para a sala.

Capítulo 8 – MARATONA

Think I’m gonna lose it

-É, mas quase que a última vez na minha vida. – falei, colocando a mão no peito.
-Desculpa, não era a intenção te dar um susto. – Mesmo no escuro, pude perceber que ele estava com os cabelos bagunçados, do jeito que eu gosto. Quero dizer, gostava.Porque eu odeio agora. Calma! Eu ‘tô mesmo falando com Joseph Jonas, e na cozinha dele? Não que isso seja grande coisa, mas eu certamente estaria pulando de felicidade se isso tivesse ocorrido a uns anos atrás.
-Tudo bem... Mas e o que te trás aqui?– perguntei. Okay, essa é a casa dele e ele pode transitar por onde quiser. Nota mental: Quando eu ficar nervosa, nunca mais devo falar sem pensar.
-Não estava conseguindo dormir, daí resolvi vir pra cá. E, você, Não conseguiu dormir?
-É, tava pensando em várias coisas, mas nada de muito importante. E você?
-Pensando em algumas coisas.
-Hum, e que tipo de coisas se passa na cabeça do Mr. Jonas? – falei em um tom divertido.
-Muitas coisas. Acho que você não gostaria de saber...
-Se for o que eu to pensando, não mesmo. - ri e ele fez o mesmo. Joe se aproximou de mim. Digo, se aproximou o bastante para me prensar na bancada.
-Mas se eu o fizesse, tenho certeza que você gostaria. – prosseguiu, como em um sussurro. Sua respiração estava calma, enquanto a minha já estava descompassada. Eu estava tão nervosa que meus joelhos tremiam, e a parte esperta do meu cérebro parou de funcionar por um instante.Seu rosto assumira uma expressão digna de Chuck Bass, [n/a: Desculpas a quem não assiste Gossip Girl, mas eu tive que fazer essa comparação *o*] e eu só conseguia olhar em seus olhos. Ele aproximou seu rosto do meu, colando nossos lábios. Virei meu rosto e tomei coragem para falar.
-Usa suas idéias com suas ‘fãs’, porque eu não sou uma delas. – me desvencilhei de seus braços rapidamente, e corri para o quarto de Chelsea, onde adormeci.


Jonas fêmea, Obrigada por tudo, nós nos falamos mais ‘tarde’, no colégio. Xoxo, Sua tchuchuca preferida ;)

Deixei o bilhete em cima de sua cama e desci as escadas, tentando fazer o mínimo de barulho possível. Estava atravessando a cozinha quando escuto alguém me chamar. Olhei na direção e, de novo, lá estava ele.
-‘Tá madrugando?
-Não, preciso passar em casa trocar de roupa, e você?
-Não consegui dormir de nenhum jeito. – ele disse passando a mão pelo rosto e bocejando em seguida.
-‘Tô vendo. Bom, preciso ir.
-Não, espera. – estava saindo, quando ele me puxou.
-Que foi? – perguntei olhando em seus olhos. Ele soltou meu pulso.
-Erm, sobre ontem à noite, esquece aquilo, tá? E não fala para ninguém.
-Que seja. Passar bem, Jonas.- fechei a porta e fui para minha casa.

Capítulo 7 – MARATONA

Get over him

Entramos no ‘estúdio’, largamos as mochilas no canto e nos sentamos no sofá improvisado. Notei que Jonas não estava lá, melhor pra mim. Olhei para o Nicholas, ele estava concentrado em uma musica, sentei-me do seu lado.
- Precisa de ajuda?
-Oi? – ele perguntou, parecia ter levado um susto.
-Precisa de ajuda com a letra? – perguntei novamente, fazendo gestos exagerados com a mão.
-Ah sim. Bom, se você puder me ajudar eu agradeço, não to achando nenhuma palavra que entre no mesmo ritmo.
-Então tá, deixa-me ver isso aqui...
Estava acrescentando um verso na música, quando escutei a pergunta de Chelsea.
-E aí, cadê meu brother?
-O Jonas pegador tá falando com a namorada dele. – me inclinei para o lado, prestando mais atenção na conversa. Nicholas me encarou com uma sobrancelha levemente arqueada.
-Como assim ele tá namorando e não me contou? COMO ASSIM ELE NÃO CONTOU PRA IRMÃZINHA DO CORAÇÃO DELE?
-Você esqueceu que a namorada dele tem caso com você? – Todos riam da cara da Chelsea
Olhei novamente para o papel, soltando um suspiro. Comecei a escrever uma nova estrofe quando Nicholas me cutucou:
-Você ainda gosta dele, não gosta?
-OI? Você bebeu? Claro que não. – O encarei e notei que não tinha convencido.
-Vocês têm mania de achar que eu sempre vou ser afim dele. Esquece o que aconteceu há eras atrás, isso não me importa mais. Eu não gosto dele e me arrependo por um dia ter tido tão mau gosto assim.
-Ok, não está mais aqui quem falou – Disse o menino suspendendo as mãos em forma de ‘sou inocente’.
Joe entrou com James no cômodo, o segundo sentou ao lado de Chelsea, a cumprimentando com um selinho.
-Do que vocês tão rindo tanto aí?
Terminei de ajudar o Poyntner, coloquei o violão de lado e me sentei no sofá.
-Nada não. Comecem a tocar logo, eu e as meninas não temos tempo a perder, irmãozinho.- Chelsea falou se aninhando em James.
Os meninos tocaram alguns covers, as outras meninas já estavam soltas, mas eu estava apreensiva. Antes de começarem a tocar Met this girl, Nicholas falou que tinha escrito uma música nova, mas que precisaria de uma ajudante pra tocar com ele. Obviamente, ele me chamou, já que eu já sabia a letra e o ritmo. Peguei um violão e pedi mentalmente pra não ficar mais rosa do que já estava. Fechei meus olhos a escutar a contagem.

1,2,3,4 She was looking kinda sad and lonely,
And I was thinking to myself if only,
She'd give me a smile but,
It’s not gonna happen that way..

Sel estava sentada no banco da cantina, solitária. Era o primeiro dia de aula dela como repetente, ela não tinha se entrosado com ninguém e My havia faltado.Um menino loiro a fitava de longe, seus amigos estavam rindo de alguma coisa, mas ele não prestava atenção.

So I took it upon myself to ask her,
Would you like company and maybe after,
We could talk a while but,
I just don’t know what to say..

Já não era de hoje que essa menina vinha lhe tirando a concentração. Ele se martirizava por não ter aproveitado o ano anterior.Tivera inúmeras chances de falar com ela, mas sempre que tomava fôlego pra realizar tal ‘missão’ , a insegurança aparecia. E agora, ela estava uma série abaixo, ou seja, não havia pretexto algum para falar com ela...

Coz you've got all the things that I want,
And I just cant explain so,
Help me babe, I gotta get over you!

Para ele, a menina era perfeita. Perdera a conta de quantas vezes ele se perdia a olhando, como nesse exato momento.

Now and then she looks in my direction,
I’m hoping for a sign of her affection,
But she’s in denile and,
She’s got some worries today...

Ela parecia preocupada, não parava de olhar para os lados, inquieta. Seus olhares se encontraram e ele se virou rapidamente para a mesa, onde os amigos o encaravam.
-Ainda nessa, Nicholas?

But I think if she'd give me a chance,
I'll pleasantly surprise but,
Help me babe I gotta get over you...

-Cara, já tem mais de um mês que você não para de olhar pra essa menina. Perdeu a atitude, Poyntner? -Ah velho, essa menina tem alguma coisa que mexeu comigo [n/a: Side õ/ ] – Nicholas falara, se levantando, já que o sinal havia tocado. Os amigos resolveram deixar esse assunto de lado, ele que se resolvesse sozinho.

She has everything that she wants and,
I just cant explain so,
Help me babe I gotta get over,
Help me babe I gotta get over,
Help me babe I gotta get over you.

Ao término da música, as meninas aplaudiam e os meninos estavam um tanto surpresos com a minha habilidade. Não quero me gabar, mas acho que a melhor coisa que eu faço nessa vida é tocar violão.
Voltei ao meu lugar no sofá, enquanto os meninos começavam a tocar Met this girl.
Estávamos cantando animadamente e fazendo péssimas coreografias. Até que Obviously começa. Imediatamente olhei para Dani, que rapidamente pegou seu material e saiu, batendo a porta com força. Ao passar por mim, pude ver que ela estava chorando. My e Sel saíram atrás dela.Quando estava saindo, Chelsea me puxou:
-Acho melhor só elas duas irem, Demi.
-É, também acho. Mas eu tenho que ir também, até amanhã.
Ia sair, quando, novamente, ela me puxou.
-Você prometeu me explicar química orgânica. – ela falou fazendo biquinho.
-Certo, eu explico pra você – falei me dando por vencida.- Mas onde a gente vai estudar? Aqui? - Olhei para os lados, e os meninos ainda estavam arrumando o ambiente.
-Claro que não né. Vamos lá pra cima.
Subimos as escadas, chegando ao quarto dela. Deixei minhas coisas em um canto e me sentei ao lado dela na mesa, começando a explicar a matéria. Do nada escutamos um forte barulho vindo do lado de fora da casa.
-Ai meu Deus! – exclamei olhando pela janela. Parecia que o céu estava caindo lá fora. As ruas estavam alagadas e o trânsito estava um verdadeiro inferno. O universo estava conspirando contra mim, só pode.
-Você pode dormir aqui, Demi. Não tem problema algum.
-Ah certo. Quero dizer, se não for incomodo.
-Demi, minha querida, de incomodo, só meu irmão. Acredite, se eu não te quisesse aqui, eu não te chamava. Agora se levanta e vamos lá na sala ver se tem algum filme que não seja Star Wars, Tartarugas Ninja ou De volta para o futuro.
-Você não gosta de nenhum desses? Como assim? – perguntei fingindo estar indignada.
-Não gostando, ué. Os viciados nesses filmes são os meninos.
-Ah, sim.
Estávamos olhando as prateleiras de filme, quando eu vejo uma capa familiar.
-MOULIN ROUGE! – gritei indo pegar o filme.
-Calma menina, o filme não vai sair do lugar.
-Eu amo esse filme, dá licença? – falei fazendo cara de desprezo, rindo em seguida.
-Tá bom, não tá mais aqui quem falou.
Pusemos o filme e nos jogamos no sofá. Em poucas horas de filme, já tínhamos chorado mais que sei lá o quê. Decidimos colocar o Fantasma da Ópera [n/a: *-*’].Ao término do filme, já estávamos quase dormindo. Então a Chelsea me emprestou um mini projeto de short e uma blusa colada, o que ela chama de pijama.Saí do banheiro e descobri que podia existir um pijama menor que o meu.
-Tá hot hein, gatinha. – Chelsea falou dando uma piscadinha e rindo em seguida. Certo, tenho que admitir que eu tava me sentindo ‘hot’, mesmo.
-Você tá mais, tchuchuca. – falei repetindo o ato da mesma.
Escutei meu estômago roncar e o de Chelsea também, rimos e fomos à cozinha.
-Cadê sua mãe?
-Ah, ela não vai dormir em casa hoje. O namorado mora perto do trabalho, e como tá chovendo ela achou melhor ficar por lá mesmo.
-Entendi, mas então o que temos para jantar?
-Deixa-me ver... – ela abriu a geladeira, fez uma cara feia e abriu o armário.- Nada, só algumas latas de leite condensado, uma lata de Nescau e um engradado de Ice.
- BRIGADEIROOOOOOOOOOOOOOOOOO !– gritei dando um pulinho e Chelsea fez uma cara de espanto.
-Que foi menina? Barata? – ela começou a olhar pro chão como se procurasse uma.
-Não, é brigadeiro, a oitava maravilha do mundo.
-Então faz aí.
Estava fazendo minha maravilhosa receita quando escuto uma porta bater, olhei pra Chelsea e ela estava com a cara mais normal do mundo.
-Que foi?
-O que foi isso? Tem fantasmas aqui. – falei, involuntariamente fazendo uma cara engraçada, já que Chelsea riu .
-Deve ser meu irmão, ô cabeção. Esqueceu que ele mora aqui também e vive trancado no quarto, fazendo sabe-se lá o que? - ela falou fazendo uma cara maliciosa.
-Ah claro – disse quase em um suspiro após rir. Droga, tinha esquecido daquela peste.
Estava despejando o conteúdo em um prato quando vi um dedo cutucar o mesmo, sendo levado à boca logo em seguida.
-AI! Porra, meu dedo. – Chelsea olhava seu dedo, ligeiramente vermelho, com uma cara de dor, fazendo-me rir.
-Isso mesmo, ri da minha desgraça, dona Demetria. – ela passou o dedo todo melado em cima de mim, rindo em seguida. Não preciso dizer que revidei, espalhando no rosto todo dela. E assim começou uma ‘guerra’ de brigadeiro, mas após 5 minutos, cansamos e nos jogamos no sofá, onde aproveitamos o que tinha sobrado.
-Demi, minha querida, viciei nisso.Sempre que vier aqui, você vai fazer.
-Ah claro, e depois você vai sair rolando ladeira a baixo.
-Sem graça – ela me deu a língua, feito uma criança – Mas ainda tem uma lata aí, faz mais? – eu ia dizer não, mas quando vi a carinha de cachorro que acabou de cair do caminhão de mudança que ela fez, não recusei.
-Ok, criancinha, mas eu tenho que me limpar. Olha o meu, quer dizer, nosso, estado. – fui ao banheiro e lavei meu rosto, indo para a cozinha em seguida.
-Chelsea, vai lavar seu rosto, você tá parecendo uma criancinha que não sabe comer direito – estava entrando na cozinha quando me deparei com ele, vestindo uma calça de moletom cinza, sem camisa, com o tanquinho à mostra, me encarando como se eu fosse um alien. Certo, pode ser que uma babinha tivesse se formado no canto da minha boca, mas...Pára de pensar nisso, menina má, ele é um idiota, pode ter essas entradinhas perfeitas na barriga, mas ainda é um idiota.Creio que eu estava mais vermelha que um tomate, então passei rapidamente por ele e por Chelsea, que por algum motivo ria. descontroladamente,(HÁ-HA-HA pra ela) indo para o fogão fazer a segunda ‘leva’ de brigadeiro.
-Pára de secar a bunda da menina, parece que mamãe não deu modos. – olhei pra trás e percebi que ele estava vermelho e Chelsea ria descontroladamente dele. Certo, os pijamas da Jonas fêmea fazem milagres, onde ela comprou mesmo?
Sentei com eles na mesa, colocando o prato no centro e pegando uma colher. O Jonas foi para o quarto, calado, após pegar uma colher daquela maravilha. Definitivamente ele é um ser estranho. Depois de comermos, fomos dormir, já que já estávamos caindo pelas tabelas, como dizia vovó.
Estávamos no banheiro escovando os dentes, (Sim, eu carrego uma escova de dente comigo para onde quer que eu vá) quando ela puxou assunto:
-Eu fiquei pra ter perguntar isso dia todo, mas acabei esquecendo, o que aconteceu hoje com a Daniella?
-Bom, é uma história meio longa ...
Estávamos no auditório do colégio, há aproximadamente 3 anos atrás.Nessa época Daniella e Kevin tinham um ‘affair’, aquela coisa de sempre ficar nas festas do colégio, e outras festas .Nós sempre dizíamos pra ela não se apegar demais, porque um dia tudo acaba. Em resposta sempre recebíamos um ‘eu sei gente, eu só estou curtindo, não é nada demais’ e já que ela transmitia tanta segurança, resolvemos deixar isso de lado.
Então, como em todo show, um dos mcguys resolve dedicar uma música, dessa vez não foi diferente, sendo justamente o Judd que foi dedicar uma música.Ele falou que tinha conhecido uma menina muito especial, e que eles tinham uma história muito engraçada, e todas essas coisas. A Dani pensou que fosse com ela, e ficou toda animada, mas em um segundo tudo mudou. Kevin dedicou a música Obviously para Meg, uma antiga companheira nossa de classe, a qual nunca fomos chegadas.
Claro que Dani ficou muito arrasada ao escutar isso e enquanto a música seguia, ela chorava, silenciosamente. No final da música, os dois se beijaram e todos aplaudiram, como em um filme clichê americano. - Terminei de contar e suspirei, bochechando com flúor em seguida.
-Uau. Não sei por que ninguém nunca me contou isso.Os meninos geralmente comentam essas coisas comigo quando tão aqui em casa.- Ela falou arqueando a sobrancelha.
-Vai ver esqueceram ou não acharam importante falar.
-É, pode ter sido, mas vamos que eu tô quase dormindo em pé.
Deitamos e em menos de 5 minutos Chelsea dormiu e eu não conseguia pegar no sono.
Me levantei e segui para fora do quarto, na ponta do pé, rumando para a cozinha. Chegando lá, peguei um copo e abri a geladeira, na procura da garrafa de água. Quando achei, virei o conteúdo no meu copo, me apoiando na bancada em seguida.
-Insônia? – escutei uma voz ao meu lado, fazendo-me levar um susto e quase deixar meu copo cair.

Capítulo 06 - MARATONA

 Here we go again.

PÉM PÉM PÉM ( n/a: isso era pra ser um despertador )
6:30 AM indicava o relógio. Deus, por que as férias não duram para sempre?
De má vontade, tomei meu café da manhã e me arrumei.
Cheguei no colégio, o sinal já tinha batido e as meninas me esperavam na porta.
Sentei na mesma mesa de sempre e encostei minha cabeça na parede. Provavelmente o diretor iria passar em todas as turmas, para dar as boas-vindas aos alunos novos, que por sinal, não havia na minha turma e repassar todas as regras do colégio, que não são mais respeitadas a partir do 8º ano, quando você descobre que o máximo que acontece é levar uma advertência.
Dito e feito, em menos de 5 minutos, lá estava o baixinho, gordo e careca do diretor, falando todas aquelas coisas que estamos carecas de saber. Ele literalmente, nós não.
Ainda bem que nessas horas existem os amigos e seus bilhetinhos. Senti um acertar minha cabeça e o abri:
Vamos ao ensaio dos meninos hoje na casa da Chelsea? – Dani Ok (y) – Sel Por mim tudo bem... - My
Escrevi que eu ia, desde que elas não desgrudassem de mim e repassei à Daniella enquanto o diretor saia de sala.No momento em que ele saiu, uma mulher, de aproximadamente 60 anos, entrou no recinto.
-Meu nome é Esther Aurélio e eu sou a professora de Português. (n/a : Sacaram né? Aurélio –dicionário - Português...Calei a boca ;x )
O resto do dia foi normal, apresentações dos professores, cantina cheia, bilhetinhos, conversas paralelas, etc.
O último sinal bateu e como previsto, encontramos com Chelsea, que era de outra turma, indo para a casa da mesma, em seguida.Os meninos haviam saído mais cedo, portanto já estavam lá.
Todo o trajeto eu fui pensando no quão estranho tudo isso era. A menos de 1 mês, eu nem sonhava que todas essas coisas iriam acontecer.
Senti uma mão em meu ombro e virei:
-Hum?
-Acorda filha, chegamos. – Pronto, acabou, ferrou tudo, não tem mais como fugir, Demetria.

domingo, 6 de maio de 2012

Capítulo 05

 Shopping, compras, cinema e companhias inesperadas


Velocidade 5 na dança do Creu. CREUCREUCREUCREUCREUCREUCREUCREU [n/a: Acordar os outros com Créu dá certo, eu recomendo.]

Tudo o que eu conseguia escutar era o funk e várias risadas, que eu julgava como as das meninas.Bela forma de acordar alguém!
-Que praga! Até aqui vocês me perseguem criaturas? – falei tapando meus olhos da claridade com um travesseiro.
-Acorda logo, pirrá. Já são 16:00.
-Ah não. Perdi meu dia e ainda ganhei outro apelido, Sel? Vou começar a criar apelidos pra vocês também.
-Me tira desse meio. Não fiz nada. – Chelsea falou levantando as mãos.
-Eu sei o que você fez no verão passado. – falei com uma voz parecida com a do Smeagol (senhor dos anéis), rindo em seguida e arrancando gargalhadas das outras.
-Pára de enrolation e se levanta que a gente tem que ir pro Shopping.
-Para...?
-Pra tudo, vai logo cacete.
Deixei a preguiça de lado, segui para meu banheiro, coloquei uma calça jeans, uma bata e uma rasteirinha. Arrumei o cabelo, todas essas coisas e seguimos para o Shopping.
Chegando lá fomos à papelaria, onde passamos horas delirando nas folhas e nas capas dos cadernos, em todos os detalhes das lapiseiras e comprando tudo o que faltava para completar a lista. Depois de gastar dinheiro em coisas que não iriam durar nem até a metade do ano, fomos às nossas lojas preferidas, torrar toda a nossa mesada, ou parte dela, em sapatos, bolsas, acessórios e roupas.
-Vamos ao cinema? – sugeri após passarmos na entrada do mesmo. Todas concordaram e nos dirigimos à bilheteria. Estava pagando meu ingresso quando escuto aquela risada já muito conhecida por mim.Não, não pode ser, que perseguição! Pensei de olhos fechados, jurando praquilo ser somente uma ilusão auditiva, se é que isso existe, ou até mesmo uma alucinação. Abri os olhos lentamente na direção de onde havia escutado a risada e percebi que não havia ninguém lá.Estranho, ela parecia real. Mas é melhor assim mesmo. Pensei novamente enquanto virava para falar com as meninas. Para minha infelicidade lá estava ele e mais 4 amigos, os mcfly e mais um, que eu não sabia o nome, mas já tinha visto no colégio, porque vive agregado aos outros 4.
Aproximei-me do grupo silenciosamente. Observei que somente Chelsea e Joe falavam enquanto os outros 7 permaneciam calados. Nicholas fitava Sel, como se estivesse pensando em algum assunto pra puxar com ela. James, isso, lembrei o nome do tal menino desconhecido, parecia mais preocupado em olhar para a boca de Chelsea. Enquanto My, Sel, Kevin e Liam nada faziam além de escutar a breve conversa dos irmãos. Certamente não haviam notado minha presença ali, ainda bem. Eu não estava interessada em puxar papo com eles, então encarei minhas unhas, que precisavam desesperadamente de uma lixa, não que eu ligasse muito pra isso, mas é sempre bom estar com a unha bem feita. Me chame de rancorosa, qualquer coisa que você quiser, mas tenho certeza de que se você estivesse na minha situação agiria da mesma maneira.
-Vamos entrar? – Chelsea olhou para todos nós. Todos concordaram com a cabeça. Isso mesmo todos.Eu grudei chiclete na cruz, só pode. Fomos entrando na sala. A ordem das cadeiras ficou: Joe, James, Chelsea, Eu, Selena, My, Dani, Liam, Nicholas e Kevin. O filme começou e James e Chelsea não paravam de falar, até que um confortante e estranho silêncio se formou ao meu lado. Olhei para o lado e percebi que Chelsea e James estavam se beijando. Quando desviei meu olhar do casal, encontrei com o de Joe, que parecia analisar meu rosto, fazendo-me enrubescer e virar rapidamente para a tela.
O filme acabou, eu e todas as outras meninas, tirando Chelsea que ficou se pegando com o James, estávamos com a aparência de quem havia chorado. Saímos da sala do cinema e corremos para o McDonald’s, torcendo para que não estivesse fechado. Com sorte o pegamos aberto e entramos na fila, fazendo nossos pedidos e seguindo para a mesa. Eu conversava com as meninas, o novo casal conversava animadamente sobre algum assunto e os outros meninos também. Uma vez ou outras alguma das meninas comentava que o Jonas estava me olhando. Mas sinceramente, eu nem ligo. Não vou cair de novo nesse joguinho, cansei de pagar pra ver e sair como a otária da história.
Terminamos nossos lanches e seguimos para a entrada do Shopping. Onde trocamos um tchau, sem nem ao menos olharmos direito para os outros.
É triste lembrar que amanhã começa tudo de novo...

Continua... 
Mais de 10 coment's XD
Meninas não deu pra fazer maratona "/, Se vocês comentarem MUITO eu faço uma MARATONA GRANDONA!! SUAHSUA Bjs fofas! Po favor  me ajudem eu gosto que falem comigo!! kkkkkkk
SOU CARENTE AO EXTREMO!! Já deve ter reparado!! ;)

Capítulo 04

Girls just want to have fun


Senti meu celular vibrar, atendi a ligação. Era a Daniella me chamando pra fazer alguma coisa. Pus minha calça jeans, uma rasteirinha e uma blusa azul qualquer.
-Pessoal, acho que a tal praça é na rua seguinte- falei para o grupo. Como todo brasileiro gosta de uma festa, arrastei meus amigos para o carnaval de rua que acontece em Notting Hill [n/a: realmente acontece um desfile, google ajuda.], nada parecido com o do meu Rio de Janeiro, mas serve pra curtir. Estávamos em 5 meninas, My, Sel, Dani, Chelsea e eu. Certo, eu tenho que contar o porquê da Chelsea, irmã um ano mais nova daquele babaca, estar andando com a gente. Bom, no período em que todas viajaram e eu fiquei na companhia do meu computador e da minha tv, Sel fez um cruzeiro pra Argentina, conhecendo-a lá e desde então nós temos andando juntas. Afinal, ela não tem culpa de ter o irmão que tem e é bem maneira por sinal. Agora, se eu estou estranhando isso? Estou. Imaginava que ela fosse muito chata, metida a espertinha, que nem o irmão, mas mesmo sendo maneira, ainda compartilham do mesmo sangue, casa e sobrenome e isso sim é que não entra de maneira boa na minha cabeça. Mas com o tempo passa, eu espero.
Neste exato momento estamos tentando chegar a uma praça, onde os blocos se encontram (n/a: Londres acabou de ganhar blocos).
- Chelsea, aquele ali não é seu irmão?- Dani e sua boca grande falaram apontando para um menino alto andando sozinho com uma garrafa de Coca na mão, vindo na nossa direção. A única que consegui pensar foi: merda!
Nos aproximamos dele, com o detalhe de que eu quase fui atropelada enquanto atravessava a rua. Chelsea pediu para o irmãozinho do coração dela ficar e ele ficou, achei a ação dela estranha, mas não comentei nada. Eu mantinha uma expressão digna do filme Madagascar: Sorria e acene. Começamos a andar novamente para a tal praça. Reparei que algumas vezes ele me olhava de relance, pensei em virar pra ele e falar: ‘E aí meu chapa, perdeu alguma coisa na minha cara?’, de um jeito bem yo. Mas óbvio que não o fiz. Chegamos ao local, o bloco já havia terminado, mas pra não perder a viagem, decidimos ir a um barzinho brasileiro ali perto. Sentamos numa mesa e pedimos caipirinhas. Estava conversando com a My quando a Chelsea deu uma brilhante idéia: jogar ‘eu nunca’. Todos estavam concordando, eu concordei também, não tenho nada a esconder, certo?
Começamos com coisas banais, do tipo: Eu nunca colei. Já estávamos todos meio ‘altos’, quando chegou novamente a vez de Chelsea:
-Eu nunca gostei de alguém sem nem ao menos ter conhecido essa pessoa.
Juro que nessa hora eu senti todo o sangue do meu corpo ir diretamente para as minhas bochechas, pode ser efeito álcool, mas eu duvido que seja isso. Tomei um gole, sendo seguida por Sel, My e Dani. Depois dessa, percebi que a Chelsea queria mais que passar o tempo. E passar mais vergonha, definitivamente era algo que eu não queria. Levantei-me e enquanto tirava o dinheiro para pagar a minha parte, falei:
-Tá na minha hora gente, me liguem pra marcar qualquer coisa – Dei uma piscadinha e saí. Chegando na minha casa, tomei um banho e me joguei na cama, onde passei alguns minutos pensando no que estava acontecendo e depois adormeci.

Continua....
10 coment's para o proximo 


Meninas vocês não estão gostando??!
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Se atingirem a meta de coment's PELO MENOS NESSE eu faço MARATONA pra mostrar pra vocês que a história é mais interessante do que vocês estão achando!! "/ Bjs