terça-feira, 4 de outubro de 2011



Chapter Six Parte 1
Já havia anoitecido e a lua cheia brilhava forte no céu quando o rapaz passou pela porta da frente da casa cambaleando... Ele estava apressado, o coração acelerado demais, sua pele fervia, quente como o fogo e ele sentia seu corpo todo doer... Estava na hora, ia acontecer.
O homem entrou na sala atrás dele também apressado, os olhos arregalados ao ver o estado do filho.

_Onde você estava?_ ele perguntou enquanto ia na direção do rapaz_ tem noção de que horas são?
_Desculpe_ ele pediu nervoso_ eu perdi a hora.
_Perdeu a hora?_ o homem o fuzilou com os olhos_ você enlouqueceu?
_Desculpe_ ele gemeu sentindo uma pontada de dor aguda no peito_ esta acontecendo.
_Anda logo, temos que nos apressar_ o homem disse.

O homem segurou o braço quente do filho e o arrastou cambaleante pela casa, quando estava chegando ao grande lance de escadas que levava ao porão, o rapaz não conseguiu mais se segurar e despencou no chão, tomado por uma dor insuportável.

_Levante-se_ ordenou apressado_ não temos tempo.
_Não consigo_ ele gemeu em desespero.
_Vamos, não pode ficar aqui... Precisa vir comigo_ insistiu.
_Não da_ ele gritou agoniado_ não tem mais tempo... CORRE.
_Não, não vou te deixar aqui_ o homem prometeu.
_Por favor, eu não quero te machucar_ ele insistiu, podia sentir aquilo chegando_ VAI EMBORA... CORRE.

O rapaz levantou um pouco o corpo, ficando de joelhos e se escorando nas mãos... O homem ao seu lado observou com desespero o rapaz se contorcer e gritar em agonia. Sabia que devia sair correndo, mais seus pés pareciam ter ficado grudados no chão.

_Figlio_ ele chamou.

O rapaz ergueu os olhos pra fitar o homem, no mesmo momento ele deu um passo pra trás com o susto... Não era mais seu filho, ela já estava tomado pela fera. Pode ver isso pelo ódio que transparecia nos olhos do rapaz... E também pela cor vermelho sangue que eles se encontravam... Era terrivelmente assustador.

_Eu mandei você correr_ ele disse, sua voz era ameaçadora e perturbadora.

O rapaz abaixou novamente a cabeça, se encolhendo um pouco... O homem observou assustado a transformação acontecer.
O garoto podia sentir seus ossos se deslocando, crescendo, pareciam que estavam todos quebrados, era uma dor insuportável.
A carne dele começara a se esticar, os braços e as pernas ficando maiores, e garras surgiram, como de um lobo. As roupas que o rapaz usava começaram a se rasgar, se desfazer em pedaços no chão da sala. E o homem tropeçou pra trás, apavorado.
Pelos cresceram no corpo do rapaz cobrindo todo seu corpo, seu rosto sempre tão bonito e atraente também mudara, se esticando pra frente... Os olhos vermelhos brilharam novamente, junto com os dentes enormes afiados.
Metade homem, metade lobo... O rapaz não existia mais... Agora era um lobisomem.

_Joseph_ Paul Jonas sussurrou, o coração batendo forte, quase lhe rasgando a carne.

O monstro se virou lentamente, levantando, se escorando nas duas patas traseiras, e fitou o rosto do homem... Um rugido aterrorizante escapou, fazendo Paul estremecer.
Paul foi se arrastando lentamente pra trás, ainda caído no chão, não queria fazer nenhum movimento brusco, ou seria seu fim. Não era a primeira vez que ele passava por aquela situação, mais toda vez era perturbador do mesmo jeito.
O monstro acompanhava seus passos, ainda lentamente, sentindo o cheiro do medo de sua presa, os dentes afiados a mostra, sedentos por sangue e morte. Paul olhou pro lado e viu uma barra de ferro caída no chão, ele deixava ali pra emergências... Era feita de prata.

_Spiacente figlio_ ele sussurrou.

Paul agarrou a barra de prata do chão, e sem pensar duas vezes a enterrou no pé da criatura exatamente quando ela ia avançar em sua direção. A criatura soltou um gemido de dor, os olhos ficando mais ferozes... Paul aproveitou pra se levantar e correr.
O monstro segurou a barra, a arrancou da carne e a tacou longe com força, batendo na parede e fazendo um barulho alto... Então ele passou pela porta, sumindo na noite, derrubando tudo que via no caminho.
Enquanto estava escondido e tremendo de medo Paul pode ouvir um único som vindo da floresta... Um uivo aterrorizante. Ela estava de volta... A fera estava à solta.

                                        ...Continua.

Se comentarem bastante eu posto a segunda parte HOJE!!! =D


Chapter Five


Demetria estava sentada sozinha em um banco no jardim da mansão Hawkins. Ela mantinha os olhos fechados, sentindo o vento bater em seus rosto, acariciando sua pele, os cabelos negros e o vestido leve voando junto com o vento. A natureza... O único lugar onde ela se sentia realmente à vontade.
Ainda com os olhos fechados, ela pode ouvir passos e alguém se sentar ao seu lado, esperou que dissesse alguma coisa, mais o silencio permaneceu... Só então ela abriu os olhos. Era Nicholas que a observava sorrindo.

_O que foi?_ ela perguntou.
_Nada_ deu de ombros_ só estava aqui vendo como você é linda.
_Tudo bem_ ela brincou_ o que quer senhor Hawkins?
_Estou me sentindo culpado por não lhe dar a atenção que merece_ confessou.
_Não se preocupe Nicholas, eu entendo_ ela garantiu.
_Sei que entende_ ele sorriu e se inclinou pra lhe dar um delicado beijo_ escute, esta noite, depois do jantar, vou compensar minha falta.
_Podemos fugir e jantar sozinhos_ ela propôs animada.
_Eu realmente adoraria, mais teremos um jantar importante aqui em casa hoje_ ele explicou_ uns amigos da família, minha mãe quer que todos conheçam você.

Demetria soltou um suspiro inconformado, ela odiava ter de ser exibida por ai como um troféu... Odiava profundamente toda aquela atenção que andava recebendo... Odiava ser tratada como um brinquedo.
Odiava aquela vida, uma vida que ela não queria ter. De repente o rosto de Joseph e suas palavras do outro dia lhe voltaram a mente... Odiava que ele tivesse razão.

_Não faça essa cara querida_ ele pediu.
_Sabe o quanto detesto isso_ ela suspirou.
_Eu sei, mais não vai ser tão ruim_ ele prometeu_ depois que o jantar terminar, serei seu pelo resto da noite.
_Não me convenceu_ ela revirou os olhos.
_Vamos Demi, anime-se_ ele implorou, odiava vê-la chateada_ porque não vai cavalgar como gosta de fazer e então quando voltar seremos só nós? Eu lhe protegerei das cobras durante o jantar.
_Tudo bem_ deu-se por vencida_ não tenho mesmo muita escolha.
_Eu prometo que será divertido_ roubou-lhe um beijo_ mais agora tenho de voltar ao trabalho.

Então ele foi embora, deixando-a novamente sozinha.
Demetria decidira seguir o conselho do noivo e ir cavalgar, no fundo ela esperava encontrar Joseph de novo. Sua irritação com a discussão do outro dia havia passado agora que ela havia pensado melhor... Ele tinha toda razão, exceto é claro pelas coisas que falara de Nicholas. Demetria não costumava ligar para o que os outros diziam dela e do noivo, mais por algum motivo sentiu que tinha de defendê-lo.

_Vamos Spirit_ ela disse acariciando o animal_ vamos fugir dessa prisão.

E ela cavalgou pra fora da mansão mais uma vez... Estava realmente tentada a não voltar. Não queria participar daquele jantar, queria desaparecer e nunca mais voltar, pra que ninguém tivesse de lhe dizer o que fazer.
Quando chegou ao mesmo lago que estivera alguns dias antes sentiu seu coração se acelerar... Ele estava lá, sentado no chão ao lado de seu cavalo olhando pra água. Parecia pensativo... Demetria desceu do cavalo e se aproximou devagar dele.

_Atrapalho alguma coisa?_ ela perguntou bem baixo, estava tão silencioso ali que o menor sussurro parecia incrivelmente alto.
_Você nunca atrapalha_ ele disse sem virar pra olhá-la, não precisava, reconhecera imediatamente a voz delicada e o perfume doce.
Ela se sentou ao lado dele, estava um pouco envergonhada.
_Do que esta fugindo hoje?_ ela perguntou.
_Lo sto solo aspettando_ ele sussurrou.
_Esperando pelo que?_ quis saber curiosa.

Ele não respondeu, apenas virou o rosto pra fitá-la com um sorriso triste... A expressão cansada no rosto dele era de partir o coração. E ainda assim ele estava incrivelmente lindo... Demetria ficou se perguntando o que o teria deixado tão pra baixo.

_Não esta mais com raiva de mim?_ ele perguntou divertido, mais a alegria não alcançara os olhos.
_Não_ deu de ombros_ fiquei zangada no outro dia por você ter jogado todas aquelas coisas na minha cara. Coisas que eu venho tentando esconder de todo mundo.
_Sou bom com segredos_ ele comentou_ eu vi nos seus olhos... Eles não escondem nada.
_Bem, seus olhos me dizem que esta triste_ ela disse com medo de estar sendo muito abusada_ não quer dizer por quê? É bem justo já que sabe tudo que me aflige.
_Não é nada importante_ ele garantiu_ nada que valha a pena preocupar você.

Mais ela estava curiosa pra saber, talvez pudesse ajudá-lo... Talvez pudesse dizer ou fazer algo que o fizesse se sentir melhor. Não gostou de vê-lo triste, por algum motivo que não entendia sentiu a necessidade de protegê-lo. Mais porque ela se importava?
Ele se levantou e caminhou devagar até o cavalo de Demetria, um sorriso um pouco mais sincero surgindo em seu rosto.

_Spirit_ ele disse acariciando o animal_ Nicholas te deu de presente?
_Sim_ ela concordou_ conhece esse cavalo?
_Foi meu pai que vendeu ele pro senhor Hawkins_ explicou_ ele o achou há muito tempo atrás, quando éramos crianças... Eu queria ficar com ele, mais não tínhamos condições, então meu pai o vendeu. Eu ia botar o nome dele de fantasma_ fez careta_ Nicholas achou um nome mais apropriado.
_Você gosta muito de animais não é?_ ela perguntou.
_Sim, embora eles não gostem muito de mim_ brincou.

Como se pra confirmar o que ele dissera, Spirit ficara de repente agitado, relinchando, tentando se afastar das mãos do rapaz.
Joseph tentara acalmar o animal, mais não adiantara de muita coisa, então ele soltou o cavalo e se afastou... Tinha uma expressão perturbada no rosto quando olhou pra seu relógio de pulso.
Demetria ficava cada vez mais intrigada... O que será que havia de errado com ele?

_E você Demetria... Do que esta fugindo hoje?_ ele perguntou querendo romper o repentino silencio, sabia que sua evidente tristeza estava deixando a moça intrigada, mais simplesmente não conseguia disfarçar.
_Um jantar na casa da família Hawkins_ ela revirou os olhos, Joseph notara como ela ficava ainda mais linda quando estava irritada.
_Um jantar?_ ergueu a sobrancelha_ E eu quer achava que tinha problemas_ ele estava claramente sendo sarcástico.
_É sério_ ela resmungou_ não é um jantar qualquer.
_E o que tem de especial nele?_ perguntou curioso_ porque é algo ruim?

Demetria não conseguia entender porque estava se abrindo com aquele estranho, mais depois de começar a falar ela simplesmente não podia parar. Sentia-se estranhamente à vontade pra falar com ele... Ele parecia compreender. Algo em seus tristes olhos castanhos era incrivelmente acolhedor.

_A senhora Hawkins esta usando esse jantar estúpido pra me mostrar pras amigas dela... A noiva do filinho querido dela.
_Pelo visto você não gosta da atenção_ deduziu.
_O problema não é ela querer que suas amigas me conheçam, e sim o motivo pelo qual ela faz isso.
_Como assim?_ ele perguntou com interesse.
_É como se eu fosse um brinquedo_ explicou_ ela não o tem porque gosta, mais sim pra mostrar aos outros e parecer superior.
_Entendo_ ele assentiu.
_Entende?_ o fitou com cautela.
_Você não gosta que te usem, não gosta de ser um troféu, de ser diferente_ deu de ombros_ só quer viver sua vida em paz.
_É_ ela concordou fascinada por ele a compreender tão bem_ é exatamente assim que me sinto.

Os dois se fitaram em silencio, tão profundamente... Demetria sentira todo seu corpo se aquecer com aquele simples olhar. Ela estava envergonhada, mais se recusava a ser a primeira a desviar os olhos... Ela queria entender toda confusão que enxergava nele, toda aquela aflição.

_Você vai simplesmente participar do jantar?_ ele perguntou sem desgrudar os olhos dos dela_ porque não diz que não quer ir?
_Eu não tenho escolha_ respondeu simplesmente.
_Você sempre tem_ ele garantiu_ aposto que seu noivo te apoiaria.
_Não_ ela sacudiu a cabeça_ ele acha que a mãe dele é algum tipo de santa... Acha que tudo que ela faz é pro bem dele. Mais eu tenho um plano.
_Que plano?_ questionou.
_Estou pensando em não voltar pra casa hoje_ ela sorriu_ talvez passe a noite aqui na floresta, cavalgando.
Joseph ficou gelado de repente, os olhos se arregalaram ligeiramente.
_Você não pode fazer isso_ ele disse de forma apressada, seu tom de voz ficando exaltado.
_Porque não?_ Demetria perguntou assustada_ é melhor do que enfrentar as cobras.

Joseph caminhou até ela, parando apenas quando estavam bem perto, cara a cara, uma fina camada de ar separava os dois... Ele a fitava profundamente, ainda mais perturbado que antes... Demetria sentia seu coração prestes a saltar do peito.
_Hoje é noite de lua cheia_ ele sussurrou.
_E o que tem isso?_ ela perguntou perdida nos olhos dele.
_A Fera, ela vai aparecer esta noite_ ele disse_ não quero que nada te aconteça... Prometa que vai ficar em casa, que não vai sair.
_Eu não acredito nisso_ ela disse, a respiração falha.
_Não estou pedindo que você acredite_ lhe garantiu_ só... Prometa que vai ficar em casa... Prometa que vai ficar longe da floresta.
Demetria conteve o impulso repentino que lhe abateu de chegar mais perto dele... Estava tão próximo, ela podia sentir a respiração dele bater em seu rosto, o hálito doce, o perfume suave.
_Prometa Demetria_ ele insistiu.
_Eu prometo_ ela sussurrou, não podia negar nada a ele, não aquele instante.

Ele pareceu ficar mais aliviado, mais não se mexeu, continuou ali, a hipnotizando com seu olhar penetrante... Uma de suas mãos se ergueu pra tocar o rosto dela, e Demetria estremeceu por completo... A pele dele era quente... Como fogo.

_Você é tão quente_ ela disse sem pensar, apenas não podia se conter.
_Eu não suportaria vê-la machucada_ murmurou, sua voz um sussurro estrangulado cheio de dor.

Demetria fechou instintivamente os olhos, sentindo a mão dele acariciar seu rosto... O perfume dele era tão bom, antes que pudesse perceber estava se inclinando pra ele, tomada por um súbito desejo que não podia controlar. O rapaz observou os lábios delicados dela, tão próximos dos seus... Mais então se afastou subtamente, deixando a jovem atordoada.

_Tenho que ir embora_ ele murmurou subindo em seu cavalo negro com pressa_ esta tarde.
_Espera, onde você vai_ ela perguntou, sentindo um súbito vazio lhe encher o peito.
_Vá pra casa, e fique lá_ ele ordenou_ só assim vai estar segura... Vai.

Ele não deixou que ela dissesse mais nada, só deu uma ultima olhada em seu relógio e saiu às pressas... Estava atrasado.
Demetria ficou parada ali, desolada o vendo partir... Não entendia o que tinha lhe acontecido agora pouco, quase o beijara... Simplesmente não pode resistir. Ele era tão encantador... Tão fascinante.
E então ela se lembrara de Nicholas, do porque de estar em Vicenza... Ela iria se casar, não podia se deixar levar por impulsos daquele jeito, era errado.
Mais se era assim tão errado... Então porque sentia seu coração bater forte daquele jeito? Porque sentira aquele vazio quando ele fora embora? Porque estava desesperada pra vê-lo outra vez? Ela mal o conhecia.
Antes que enlouquecesse com todos aqueles pensamentos, montou em seu cavalo e disparou de volta pra casa.
 

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

  Chapter Four

Demetria acordara bem disposta aquele dia, nada como uma bela noite de sono. O lado bom de toda aquela tranquilidade de Vicenza era que se era possível dormir em paz a noite toda, sem barulhos, sem perturbações. Na Inglaterra não era assim.
Depois de se aprontar e tomar seu café da manhã, ela foi caminhando até os estábulos... Pretendia cavalgar de novo aquela manhã, já que Nicholas mais uma vez não estaria disponível. Era outro dos problemas daquela cidade... Ela consumia todo o tempo dele, assim ele não tinha tempo pra dar à devida atenção à noiva.

_Buongiorno senhorita Lovato_ Christian a cumprimentou.
_Buongiorno Christian_ ela sorriu pra ele.
_Seu cavalo já esta pronto_ ele disse lhe passando as rédeas.
_Grazie, você é muito eficiente_ disse satisfeita.
_Grazie, fico contente por poder ajudar_ ele sorriu.

Christian a ajudara a subir no cavalo, e desta vez Demetria não fizera cerimônia... Puxara a barra do vestido pra cima e sentara no cavalo do modo como deveria ser. Que sua mãe pensasse o que quisesse daquilo.

_Até mais tarde Christian.

Assim, ela começou a cavalgar pra longe da mansão Hawkins.
Antes que percebesse, estava novamente cavalgando pela floresta, no meio das enormes árvores. Tinha algo naquele lugar que a agradava. Então, depois um bom tempo cavalgando, ela parou perto de um pequeno lago que tinha por ali, prendeu o cavalo em uma árvore e se sentou à beira do rio, observando a água.

_Também gosto de vir aqui_ ouviu uma voz grave dizer_ é tranqüilo.
Ela se virou um pouco sobressaltada e deu de cara com Joseph, ele estava escorado casualmente em uma árvore, seu cavalo... Trovão, estava bem ao seu lado.
_Não esperava vê-la por aqui_ ele disse se aproximando_ ninguém costuma vir tão longe... As pessoas têm medo da floresta.
_Eu gosto daqui_ ela sorriu de lado_ é tranqüilo... Ninguém pra me dizer o que fazer.
_De quem esta fugindo?_ ele perguntou se sentando ao lado dela.
_Porque acha que estou fugindo de alguém?_ ela o fitou intrigada.
_Eu sempre venho aqui quando quero ficar sozinho, fugir do mundo, das minhas obrigações... Da realidade_ ele deu de ombros.
_Minha mãe_ confessou olhando pra água_ ela passa todo o tempo me ditando ordens, dizendo como devo agir, como devo falar, andar, me vestir... Ela me irrita. Queria ficar um pouco sozinha.

Ela não sabia por que havia dito aquilo a ele, mais estava com vontade de compartilhar com alguém o quanto sua mãe lhe tirava do sério... Era uma mulher interesseira e que fingia ser civilizada... Demetria não gostava disso.

_Posso perguntar por que veio pra vicenza ou vai dizer que não é da minha conta?_ ele perguntou sorrindo.
_Vim pra acertar os detalhes do meu casamento_ ela confessou_ estou morando na casa do meu noivo.
_Eu o conheço?_ perguntou com curiosidade.
_Acho que sim... Nicholas Hawkins_ ela disse.
_Hawkins_ ele revirou os olhos e riu discretamente.
_Não gosta muito dele não é?_ ela deduziu.
_Na verdade é ele que não gosta muito de mim_ Joseph disse_ boa sorte... Vai precisar pra se casar com ele.
_Como assim boa sorte?_ ela disse a defensiva_ Nicholas é um ótimo rapaz... É educado, bonito...
_Arrogante, pretensioso... Metido.
_Ele não é metido_ ela protestou.
_Ele acha que é melhor do que os outros só porque tem dinheiro_ Joseph disse, ignorando a evidente irritação da moça_ por isso ele não gosta de mim... Porque não sou rico.

Demetria se levantou irritada, quem ele pensava que era pra falar daquele jeito de seu noivo... Ela nunca conhecera alguém melhor que Nicholas, ele não era arrogante, ou metido, muito pelo contrário.

_Isso que esta dizendo é uma calúnia_ ela falou zangada.
_Pois eu acho que não_ ele se levantou também_ pergunte a ele porque não me suporta já que todos na cidade gostam de mim.
_Talvez por você ser convencido e pretensioso_ ela acusou_ você não o conhece.
_Não, é você que não o conhece... Convivi com o Hawkins toda minha vida_ assegurou.
_Isso não quer dizer que o conheça melhor que eu_ rebateu_ e porque estou discutindo com você? É um mal educado.
_Olha quem fala, a senhorita nervosinha_ ele zombou.

Ela o fitou com descrença e irritação, tinha vontade de avançar nele e lhe encher de tapas. Se tinha uma coisa que não suportava era que falassem mal de Nicholas. Afinal ele era o único que realmente a entendia.
Demetria começou a caminhar em direção ao seu cavalo.

_Vai fugir é?_ ele perguntou divertido.
_Não vou perder meu tempo discutindo com alguém ignorante e sem cultura alguma, que se acha engraçadinho e tenta assustar as pessoas com suas historinhas de terror_ ela acusou.
_Do que esta me acusando exatamente?_ questionou confuso.
_Não deveria sair sozinha a noite_ ela repetiu, fazendo uma imitação nada convincente da voz do rapaz_ me contaram sobre a história do lobisomem... Que ridículo.
Ele ficou sério_ não acredita em monstros senhorita Lovato?
_É claro que não_ ela rebateu_ essas coisas não existem.
_Se te contaram a história, também lhe falaram das pessoas mortas_ ele disse.
_Sim, um maluco assassino que gosta de brincar com a mente das pessoas.
_Não tem medo?_ ele perguntou.
_Já disse que não... É preciso muito mais que uma historinha como essa pra me assustar_ garantiu.

Ela continuou caminhando até o cavalo, segurou as rédeas e quando se virou ele estava bem na sua frente... Próximo de mais, sentiu seu coração dar um salto. O jeito como ele a olhava lhe deu arrepios.

_Não deveria duvidar da fera senhorita Lovato_ ele sussurrou_ ela é muito real... E muito perigosa.
_Você já a viu por acaso?_ perguntou ficando mais nervosa.
_Não_ ele discordou_ mais eu a sinto todo o tempo.

Demetria sentiu todo seu corpo se estremecer... Arrepios percorreram seu corpo enquanto ela fitava os olhos castanhos e intensos a sua frente. Ela sacudiu levemente a cabeça, não ia se deixar levar pela conversa fiada do rapaz.

_Não tenho tempo pras suas gracinhas senhor Jonas_ ela se recompôs_ tenho que ir embora, meu noivo me espera.
_Vai correr pros braços do seu noivo educado e civilizado?_ ele riu_ vai dizer a ele que fui mal com você?
_Não preciso que ele me defenda de um qualquer sem educação_ garantiu_ e não perderia meu tempo com ele falando sobre você, temos coisas mais importantes a fazer juntos.
_Como o que?_ a fitou cautelosamente_ conversar sobre cavalos, sobre histórias de terror.
_O que faço com meu noivo não é da sua conta_ rebateu.
_Perdonami_ ergueu as mãos em sinal de inocência_ é que não parece muito empolgada ao falar de seu noivo... Não parece em nada com uma jovem que se casará em pouco tempo.
_Pois fique sabendo_ ela desafiou chegando um pouco mais perto_ que quero muito me casar.
Ela esperava que ele engolisse a mentira, mais a verdade é que ela não estava tão animada quando uma moça em sua situação deveria estar. Joseph, apesar de mal educado e ignorante estava certo.

_Pois não parece_ ele rebateu dando um passo a frente, os dois ficaram cara a cara_ se esta assim tão feliz então porque estaria aqui? Sentada, olhando pra um lago, com ar de tristeza?
_Só queria um pouco de paz, mais estou adorando estar aqui_ ela mentiu outra vez.
_Jura? Não foi o que me disse ontem_ ele sorriu debochadamente_ disse que duvidava que gostasse da cidade. Que nada acontecia aqui, isso não me parece entusiasmo de alguém que vai realizar um sonho.

Demetria não soube o que responder... Estava zangada com aquele rapaz, porque no fundo ele tinha razão em tudo que dissera. Ela não o achava realmente mal educado, a questão é que ele fez o que ninguém mais fazia, ele a desafiara. E jogara na sua cara tudo que ela estava sentindo sem que ela precisasse dizer... Era como se ela fosse transparente. Ela esperava que não estivesse tão evidente para os outros seu desanimo com o casamento... Esperava se acostumar com a ideia até que o dia chegasse.
E ela não soube também o que dizer, pois perdera a concentração com a repentina proximidade que havia entre os dois. Ele a fitava tão profundamente, e seu lindo rosto estava tão próximo.

_Você é uma moça tão bonita_ ele sussurrou, a voz agora não era mais debochada, mais sim incrivelmente doce_ é uma pena que esteja assim tão triste.
_Não estou triste_ ela tentou argumentar.
_Esta sim_ ele discordou_ não queria ser petulante ou arrogante, só não gosto de ver ninguém assim... Muito menos alguém tão bela quanto você.
O coração dela disparou novamente... Como diabos ele conseguia fazê-la se sentir daquele jeito?
_Acredite senhorita Lovato, eu sei bem o que é levar uma vida que você não quer ter... O que é ter de ser algo que você não quer, mais que alguém disse que você seria. Eu não pude fugir da minha realidade, mais você pode.
_Não fale como se me conhecesse_ protestou ainda tentando se fazer de difícil.
_Porque esta aqui afinal?_ perguntou_ porque quer ou porque lhe mandaram?
_Porque não tenho escolha_ disse sem pensar.
_É claro que tem_ sussurrou.

Ela podia dizer a mãe dela que não queria se casar, que não queria estar naquela maldita cidade, mais de nada adiantaria, ela não tinha controle sobre sua própria vida... Parecia que um estranho que ela conhecera há um dia a conhecia melhor que sua própria mãe.

_Você não sabe nada sobre minha vida.
_Mais sei o que vejo em seus olhos... Não gostaria que vivesse uma vida que não quer, assim como eu.
_Sua vida é assim tão ruim?_ perguntou baixinho.
Ele forçou um sorriso_ não sabe nada sobre minha vida.

Joseph se afastou de Demetria, lhe dando espaço pra que pudesse respirar e ela se sentiu de repente atordoada... Ainda podia sentir o perfume doce dele. Observou-o caminhar até seu cavalo e montar nele.

_Desculpe perturbar seu passeio_ ele disse calmamente.
_Tudo bem_ ela sorriu de lado.
_Espero vê-la de novo senhorita Lovato_ ele sorriu.
_Demetria_ ela corrigiu_ pode me chamar de Demetria.
_Até breve.

Ele piscou pra ela, e logo em seguida sumiu no meio das árvores, cavalgando em seu cavalo negro.
Demetria suspirou ainda confusa... Aquele rapaz conseguira lhe deixar confusa e lhe roubar toda a razão.

_Controle-se Demetria_ ordenou a si mesma.

Ela subiu em seu cavalo, ainda sem muito equilíbrio e cavalgou sem rumo antes de finalmente voltar à mansão Hawkins.
Voltar à mentira... Como dissera Joseph, voltar à vida que ela não queria ter. E enquanto cavalgava, se pegou imaginando o que ele não gostaria na própria vida, do que ele gostaria de fugir.
Porém, depois de alguns minutos desistiu, não deixaria aquele rapaz atormentar seus pensamentos.

                                  ... Continua!!

 Brigadinha pelos coment's e com prometido ai esta o post!!

 Jemi e Nelena: Que isso pode comentar quantas vezes quise fico feliz que estejam gostando. Eu vou perguntar pra Cacau sobre as idades de todos!! Mas acho que é em torno dos 20 e poquinhos ta ?!?!
No proximo eu te respondo com CTZ!

Bjinhus e continuem comentando que ai eu posto mais rápido!! ;) 
   Chapter Three

Quando Demetria voltara à mansão Hawkins já começava a anoitecer. Ela entregara o cavalo a Christian e com um longo suspiro entrara na casa. Era hora de voltar a fingir ser uma menina civilizada.
Para sua surpresa, quando chegara à sala no segundo andar, estavam todos reunidos conversando animadamente... Inclusive duas moças que Demetria nunca vira antes.

_Querida que bom que chegou_ Denise viera até ela, segurando sua mão_ quero lhe apresentar umas pessoas.
As duas moças se levantaram pra cumprimentá-la.
_Essas são Marie Gomez e sua filha Selena_ ela disse_ essa é Demetria, noiva de Nicholas.
_É um prazer conhecê-las_ Demetria abriu seu melhor sorriso.

Demetria foi se juntar a Nicholas do outro lado da sala e percebera que apesar do lindo sorriso que Selena mantinha, ela também parecia um pouco deslocada, como se não quisesse estar ali. Aparentemente Demetria não era a única a ser obrigada a viver uma vida que não queria.

_Como foi o passeio Demetria?_ Denise perguntou.
_Ah, foi ótimo_ ela garantiu_ aqui é realmente um lugar muito bonito... Uma paisagem deslumbrante.
_E como Spirit se comportou?_ Nicholas perguntou.
_Bom, ele se assustou com alguma coisa na floresta, mais fora isso se comportou bem, é um ótimo animal.
_Se assustou?_ ele ergueu a sobrancelha.
_Sim, eu levei um belo tombo_ riu.
_E você se machucou?_ pareceu preocupado.
_Não, não foi nada_ ela garantiu pra que ele se acalmasse_ foi só um tombo... Um rapaz me ajudou.
_Que rapaz?_ Daiana a observou com interesse.
_Han... Joseph Adam Jonas_ ela disse_ vocês o conhecem?

Todos pareceram reconhecer aquele nome, inclusive Nicholas... Ela não deixou de notar a cara dele ao ouvir o nome... Não pareceu muito feliz. Demetria se perguntou o por que.

_Joseph_ o senhor Hawkins repetiu_ é o filho do Paul Jonas. Eles vêm aqui toda semana, sempre com um novo cavalo, pra minha coleção.
_Eu tenho um pai que coleciona cavalos_ Nicholas revirou os olhos_ as pessoas normais colecionam selos e não animais.
_O que foi? Eu adoro cavalos_ ele riu.
_Eu conheço o rapaz_ Denise disse_ é muito bonito, educado, simpático.
_Sim, ele é um bom rapaz_ Jonathan confirmou_ passa maior parte do tempo em casa com o pai, é de poucos amigos... Mais é um jovem muito inteligente e simpático.
_Ele é estranho_ Selena comentou_ ele é meio... Sombrio.
_Ele não é estranho, só fica muito na dele_ Kevin, o irmão de Nicholas disse.
_Ele me pareceu ser boa pessoa_ Demetria comentou.

Demetria concordava com a afirmação de Selena, ele lhe pareceu um pouco estranho, mais ainda sim era boa gente... Tinha um sorriso encantador, era incrivelmente bonito e forte. E Demetria se pegou sacudindo a cabeça pra espantar os pensamentos.

_Eu não gosto dele_ Nicholas disse de repente.
_E porque não?_ Demetria perguntou.
_É ciúmes_ Denise brincou_ não há motivos pra não gostar do rapaz, ele é tão legal.
_Mais eu não gosto... Ele me da arrepios_ confessou.

Demetria também sentira arrepios na presença dele, mais concerteza não pelos mesmos motivos que Nicholas.
A verdade era que Nicholas e Joseph se conheciam desde crianças e nunca se deram bem... Jonathan e Paul sempre foram grandes amigos e Paul sempre trazia o filho pra brincar com Nicholas. Mais no fim do dia, um dos meninos sempre terminava machucado. Só o que os dois sabiam fazer era brigar, ninguém entendia o porque.
_Vocês nunca se deram bem_ Denise comentou_ e nunca consegui entender porque.
_Às vezes você simplesmente não gosta de alguém mãe, não precisa de um porque... É questão de afinidade e eu simplesmente não gosto dele_ deu de ombros um pouco zangado, só ouvir o nome de Joseph lhe dava nos nervos.

A questão talvez fosse realmente ciúmes... Nicholas já ouvira várias vezes sua mãe o comparando com Joseph. Ele era um menino comportado, educado, simpático com todos e não arrumava confusão com ninguém exceto com o próprio Nicholas. E Nicholas era completamente o oposto... Bagunceiro, não gostava muito de conversar com as pessoas, até chegava a ser mal educado, isso é claro quando era criança. E sem contar que Joseph sempre fizera sucesso com as mulheres sem precisar de grande esforço. E mesmo com todas aos seus pés ele não dava bola pra nenhuma... Era o senhor perfeitinho, como Nicholas o apelidara.

_Ele disse uma coisa que me deixou curiosa_ Demetria comentou ignorando a irritação do noivo ao seu lado.
_O que ele disse?_ Daiana perguntou igualmente interessada.
_Disse que eu não deveria sair sozinha à noite... Que era... Perigoso_ ela disse.
_É por causa da fera_ Denise disse com ar de mistério.
_Mãe_ Nicholas a fulminou com olhar de reprovação.
_Fera? Como assim?_ Demetria questionou intrigada.
_É uma lenda da nossa cidade_ Jonathan explicou_ já ouviu falar do Lobisomem?
_Vagamente_ Demetria deu de ombros despreocupada.

Demetria não gostava de monstros e nem era ligada em histórias de terror... Mais já ouvira falar sobre o lobisomem, nada que se lembrasse no momento.

_Diz a lenda, que o lobisomem é um rapaz que em noites de lua cheia, se transforma em uma fera e mata qualquer um que atravessar seu caminho_ Jonathan disse sorrindo misteriosamente.
_Nós temos um aqui na cidade_ Denise disse.
_Isso não é verdade... Ninguém pode provar isso_ Nicholas contestou a informação_ ninguém nunca viu essa criatura.
_Porque ninguém sobreviveu pra contar a história_ argumentou.
Jonathan ignorou a discussão entre sua esposa e seu filho e se virou pra Demi.
_É verdade que ninguém nunca viu a criatura, mais em noites de lua cheia sempre ouvimos um uivo, é aterrorizante.
_E na manhã seguinte a lua cheia_ Selena se meteu na conversa_ sempre encontramos um homem morto... Aparentemente mutilado por um animal, sem muita explicação.
_Não é toda noite_ Nicholas protestou novamente_ é verdade que em algumas noites, algumas pessoas somem, outras aparecem mortas, mais não é sempre que acontece.
_Mais sempre ouvimos o uivo_ Denise o lembrou.

Demetria sentira um arrepio percorrer seu corpo, não costumava se impressionar com histórias de terror, mais algo naquela história lhe deixara um tanto impressionada... Talvez tenha sido o modo como contaram a história, ou então o jeito como Joseph a olhara quando dissera que ela não deveria sair à noite.
Nicholas pareceu perceber que Demetria não estava à vontade.

_Não é verdade Demi_ ele disse a abraçando de lado_ essa coisa de monstro não existe.
_E como explica o uivo e as mortes?_ Denise perguntou.
_É só algum tipo de psicopata_ Kevin respondeu_ um maluco assassino que pensa viver num filme de terror.
_Ele deve achar engraçado ficar uivando pra assustar as pessoas_ Nicholas disse_ mais não é real.
_O jeito como as pessoas morrem, não parece coisa de um humano_ Marie disse.
_Ele faz parecer ser um animal, pra encobrir o seu rastro_ Nicholas argumentou_ vamos, não é possível que acreditem mesmo nisso. Lobisomem? É ridículo.
_Bom, eu não acredito_ Kevin disse_ mais que é sinistro é.

Nicholas abaixou os olhos pra fitar o rosto da noiva, ela parecia dispersa, perdida em pensamentos... Ele também notara que ela segurava sua mão com um pouco de força e estava arrepiada, ele conteve uma risada.

_Viu o que fizeram?_ ele fingiu raiva_ assustaram Demi, ela esta toda arrepiada.
_Ah não_ ela voltou de repente a si_ só estou com frio.
_Tem certeza?_ ele riu pra ela.
_Não tenho medo de monstros Nicholas, sabe disso_ ela protestou_ não acredito nessas coisas.
_Mais não é invenção... É real_ Denise disse com convicção_ os corpos são reais.
_Não se preocupe Demi_ Nicholas sorriu docemente pra ela_ contanto que não saia sozinha à noite e fique em casa vai estar bem. Esse maluco que pensa ser um lobisomem não pode lhe fazer nada.
_Vocês não tem ideia de quem seja?_ ela perguntou.
_Não, mais uma hora vão pegá-lo e ai quero ver_ Nicholas abriu um sorriso maldoso.

Depois daquilo eles mudaram de assunto, esquecendo a história do lobisomem... Bom, Demetria não esquecera, mais deixou pra lá naquele momento. A noite fora bastante agradável, todos se divertiram conversando e Demetria percebera que tinha mais a ver com Selena do que imaginava. Antes que ela e sua mãe Marie fossem embora, as duas caminharam juntas pelo jardim da mansão.

_Eu vim morar em Vicenza o ano passado_ Selena explicou_ terminei meu intercambio e pretendia ficar na Inglaterra pra trabalhar, mais tive de voltar por causa da minha mãe. Meu pai estava muito doente e ela não podia cuidar dele sozinha.
_E depois que ele melhorou você não pensou em voltar?_ perguntou.
_Não, minha mãe ficou muito dependente de mim... Ela não queria que eu fosse embora e eu não queria deixá-la sozinha com meu pai. Tive pena de abandoná-los de novo_ suspirou.
_Você não gosta daqui?_ seria um alivio saber que não era a única.
_Vicenza é um bom lugar, mais não é pra mim... Meu lugar é na cidade grande_ ela sorriu_ aqui é muito parado, a única emoção que temos é uma lenda estúpida sobre um lobisomem_ revirou os olhos.
_Eu sei como é_ Demetria concordou_ também não queria estar aqui.
_Você não quer se casar com Nicholas?_ Selena perguntou.
_O problema não é ele_ explicou_ nós nos damos muito bem... A questão é que não sei se quero me casar e passar o resto da vida numa cidade onde nada acontece.
_Você é como eu_ sorriu contente_ precisa de emoção.

Era bom compartilhar aquilo com alguém, e saber que não era a única a se sentir assim. Demetria chegara a pensar que talvez estivesse exagerando de não quer ficar, de se sentir presa, mais aquele não era o ambiente dela. Selena entendia aquilo. Pelo menos, ao que parecia, ela teria uma amiga com quem conversar.

_Foi um prazer te conhecer Demi_ Selena sorriu_ posso chamar assim né?
_Claro_ Demetria sorriu_ também gostei de te conhecer.
_Pode ir na minha casa quando quiser, posso te apresentar as minhas amigas, vamos nos dar muito bem.
_Eu vou sim, vai ser um prazer_ garantiu.

Depois de se despedirem de todos as duas moças foram embora.
Demetria fora direto ao seu quarto, ainda não tivera a oportunidade de tomar um banho, estava com o cheiro da floresta impregnado em sua roupa, só o que queria agora era um bom descanso.
Mais estava satisfeita... Apesar de tudo tinha sido um dia agradável... Ela cavalgara, conhecera um rapaz intrigante, ouvira histórias de terror e ganhara uma nova amiga. Nada mal.
Quando finalmente se deitara na cama, não demorou a dormir... Estava muito cansada. E esperava que o dia seguinte, pudesse ser tão agradável quanto o de hoje fora.

                                                       ... Continua

Respondendo coment's:

Flávia: É o enconro deles foi bem marcante. Bem essas perguntinhas so poderão ser respondidas no decorrer dos capitulos!!
=D

Jemi e Nelena: Bem a cacau não tem blog, mas depois eu posso te passar a onde ela posta as histórias dela.;) Bem posso te afirmar apenas uma coisa, a Selena aparece na história agora se vai ficar com ela ou não!!! :S suhasu a Só lendo a história pra saber!1 ;)


S2s2...Nina...s2s2  Obrigada querida!! Tenhu ctz que a Cacau deve ta muito contente com os coment's de vcs!!! =D


Se tiver alguwm ON ai da um Hye que eu posto mais um hj1 =D
 ;) 

domingo, 2 de outubro de 2011

    Chapter Two
Era o quarto dia de Demetria na Itália e ela já estava entediada. Nicholas andava muito ocupado junto com seu irmão tratando de assuntos do trabalho e não havia muito que ela pudesse fazer sozinha em Vicenza.
Sua mãe e Denise passavam a maior parte do dia conversando sobre assuntos que não eram de seu interesse, ou então discutindo como poderia ser o casamento. Demetria apenas sorria de vez em quando e fingia estar interessada.
Mais enquanto conversava rapidamente com o noivo, ela finalmente descobrira algo que poderia fazer.

_Tem certeza que não quer que eu vá com você?_ Nicholas perguntou pela quarta vez.
_Tenho querido_ ela afirmou_ esta muito ocupado com seus problemas, eu vou ficar bem.
_Tudo bem_ deu-se por vencido_ fale com Christian, ele vai te ajudar.

Assim, ela se despediu do novo com um rápido selinho e caminhara animada em direção aos estábulos. Se havia uma coisa que ela gostava de fazer era cavalgar, se sentia incrivelmente livre quando o fazia... Mais infelizmente não tinha muitas oportunidades na Inglaterra, agora porém, o que não lhe faltava era tempo.


_Tenho o cavalo perfeito para a senhorita_ Christian lhe assegurou com um sorriso amigável.
Ele a acompanhou pelo lugar até onde o animal estava.
_Esse é Spirit_ ele dissera.
_Spirit?_ ela o olhou de lado achando o nome interessante.

O cavalo... Spirit, era um animal incrivelmente lindo, grande, forte e totalmente branco... Como a neve. Demetria se vira encantada com tamanha beleza.

_O senhor Nicholas deu esse nome a ele quando criança_ o homem explicou_ disse que era por ele ser branco, como um espírito, além de ser bem ágil.
_Interessante_ ela sorriu, era bem típico de Nicholas, sempre criativo_ e ele é manso?
_Ah sim_ garantiu_ não há porque se preocupar.
_Ótimo, pode selá-lo pra mim?_ pediu.
_Com prazer senhorita.
_Grazie Christian, volto em alguns minutos.

Enquanto Christian cuidava do cavalo, Demetria voltou pra dentro da mansão pretendendo por uma roupa mais adequada pra cavalgar. Já começava a vestir uma calça jeans quando sua mãe de repente entrara no quarto.

_Onde pensa que vai vestida desse jeito?_ ela questionou.
_Cavalgar_ respondeu pacientemente.
_Com essa roupa?_ ela riu_ nem pensar querida... Trate de por um vestido.
_O que?_ encarou com a mãe com indignação_ não posso cavalgar de vestido.
_Mais é claro que pode_ garantiu_ damas como nós, não andam por ai vestidas em calças jeans, não estamos mais na Inglaterra... Temos que causar boa impressão e aqui as damas só usam vestido, até pra cavalgar.
_Mãe_ ela protestou_ a senhora não pode estar falando sério.
_Eu pareço estar brincando?_ questionou séria_ se quiser air tem que ser do meu jeito. Não podemos desagradar a senhora Hawkins querida, esse casamento é muito importante.
_Esta enganada se pensa que vou me casar pelo dinheiro_ disse agora claramente irritada.
_Você não quer realmente ter essa discussão não é Demetria?
_Eu acho que não_ respondeu secamente.
_Então pare de reclamar e faça o que mandei_ ordenou_ agora.
_Sim senhora_ forçou um sorriso.

Mesmo contra a vontade Demetria pusera um vestido, era de um azul claro, frente única, um discreto decote, na altura dos joelhos. Sentia-se ridícula por concordar em cavalgar daquele jeito, mais não queria discutir com a mãe, ela sempre saia perdendo. E pra completar o visual, sua mãe ainda lhe obrigara a por um chapéu que combinava com o vestido, daqueles que só s viam em filmes antigos.

_Estou ridícula_ resmungou encarando o espelho.

Demetria caminhou de volta aos estábulos... Christian já lhe esperava lá, um sorriso acolhedor, o cavalo pronto pra montaria.
Ele lhe ajudara a montar o animal e então lhe entregara as rédeas.

_Senhorita Lovato_ ele disse com preocupação_ não lhe aconselho a cavalgar desse jeito, pode ser perigoso.
Demetria estava sentada de lado no cavalo, como uma dama deveria fazer.
_Non ti preoccupare Christian_ ela sorriu_ obrigada pela ajuda.

Assim ela começou a se afastar lentamente, foi só quando estava fora de vista que se ajeitou no cavalo, levantando um pouco o vestido e pondo uma perna de cada lado como deveria ser. Então ela começou a cavalgar a toda velocidade pra fora da mansão Hawkins, em direção a floresta, quanto mais longe estivesse daquela casa melhor. Vinha se sentindo sufocada nos últimos dias e agora poderia finalmente aproveitar aquela incrível sensação de liberdade.
Enquanto cavalgava, Demetria se distraíra com a beleza da floresta, era um pouco sombria, mais ainda sim bonita, ela não tinha muito contato com a natureza na Inglaterra.
Demetria olhava para o lado quando de repente seu cavalo ficou agitado, descontrolado... Ela tentou pará-lo, segurá-lo no lugar, fazê-lo ficar quieto, mais ele se equilibrou apenas nas patas traseiras e ela não pode se segurar, caindo no chão.
O cavalo continuou descontrolado e já ia pra cima dela, Demetria fechou os olhos assustada, sufocando um grito de terror, esperou sentir a dor, mais nada aconteceu. Ela abriu os olhos e então viu que não estava só... Havia um homem ali, segurando o cavalo pelas rédeas, tentando acalmá-lo.

_Oh, calma_ ele dizia_ eu não vou te machucar.
O animal foi se acalmando aos poucos enquanto o rapaz lhe dizia coisas e o acariciava.
_Questo_ o rapaz sorriu para o animal_ bravo ragazzo.

Demetria permanecia sentada no chão, ainda assustada e um pouco atordoada, até que o rapaz largara o cavalo e caminhara até ela.

_Tutto bene?_ ele perguntou lhe estendendo a mão.
_Sí_ ela segurou a mão dele e se levantou_ não foi nada de mais, ele só deve ter se assustado com alguma coisa.
O rapaz sorriu levemente, isso acontecia com freqüência, os animais não ficavam muito a vontade em sua presença.
_Obrigada pela ajuda_ ela agradeceu.

Demetria ergueu os olhos pra fitar o rapaz e acabou perdendo a concentração. Ele era incrivelmente bonito, devia ter vinte e poucos anos, a pele era morena, os cabelos negros, levemente cacheados estavam bagunçados de um jeito sexy e ele tinha um olhar profundo... Os olhos castanho claro eram encantadores, sem contar o sorriso deslumbrante.
Ele estava todo de preto, a calça escura era um pouco folgada e a blusa sem mangas deixava a mostra os braços musculosos.

_Tem certeza que esta bem?_ ele a fitou cautelosamente_ parece um pouco... Confusa.
_Não, eu... Estou bem_ ela desviou o olhar envergonhada.
O rapaz riu discretamente da aparente confusão dela.
Ela ergueu novamente os olhos um pouco zangada enquanto limpava a grama do vestido_ Posso saber qual a graça, senhor... _ ela se interrompeu.
_Joseph_ ele sorriu_ Joseph Adam Jonas.
_Senhor Jonas_ ela disse_ posso saber do que esta rindo?
_Não estou rindo de você_ ele garantiu.
_Claro que não_ forçou um sorriso.
_Já imaginou que... Cavalgar usando vestido e sandálias fica mais difícil?_ ele perguntou de forma divertida, os olhos a analisando de cima abaixo.
_Eu sei muito bem o que é melhor pra mim, Grazie_ respondeu grosseiramente.

Joseph continuou a rir enquanto a jovem caminhava irritada em direção ao seu cavalo, o animal continuava um pouco agitado.

_Você não é daqui é?_ ele perguntou.
_Não, sou da Inglaterra, cheguei a alguns dias_ ela respondeu.
_O que uma moça da Inglaterra faz em uma cidade como Vicenza?
_Acho que isso não é da sua conta_ respondeu o mais educadamente que pode, mais ainda estava zangada e envergonhada.
_E vejo que causei boa impressão_ ele zombou ainda divertido_ não é, senhorita...
_Demetria... Demetria Devonne Lovato.
_Bonito nome_ ele elogiou.

O rapaz caminhou até seu próprio cavalo e montou nele. Demetria ficou impressionada, o animal era negro como a escuridão, o oposto de seu cavalo e montado nele, o rapaz parecia um personagem saído de um filme.

_Bela cavalo_ ela comentou enquanto montava em seu próprio cavalo.
_Grazie_ ele sorriu_ é il Tuono.
_Trovão?_ ergueu a sobrancelha, esperando que sua tradução estivesse correta, seu italiano não era dos melhores.
Ele sorriu de lado_ coisa de criança.

Os dois se fitaram em silencio, sorrindo um para o outro. O sorriso de Demetria era tímido e envergonhado e o de Joseph era um tanto presunçoso... Tinha algo de muito encantador naquela jovem, ela era incrivelmente linda, embora tenha escolhido um péssimo lugar pra viver. Vicenza não era segura, muito menos pra alguém tão delicada como ela.

_Espero que goste de Vicenza senhorita Lovato_ ele disse.
_Eu duvido muito_ revirou os olhos_ não acontece nada nesta cidade.
Ele riu de novo, mais seu rosto estava sério_ se estava procurando emoção veio ao lugar certo.
_O que quer dizer com isso?_ ela perguntou intrigada.

Ele não respondeu a pergunta, mais seu cavalo se agitou de repente, como se estivesse assustado com algo. Joseph segurou as rédeas com mais força pra manter o equilíbrio e controlar o animal.
O sorriso no rosto dele havia desaparecido, mais ele continuava encantador e com um ar misterioso.

_Tome mais cuidado quando for cavalgar senhorita Lovato_ ele pediu com ar de mistério_ e se eu fosse você, não sairia sozinha à noite... Nunca se sabe o que pode acontecer.

O cavalo se sobressaltou novamente, e antes que Demetria pudesse dizer alguma coisa, Joseph fora embora, cavalgando a toda velocidade e sumindo do mesmo jeito que aparecera, do nada... Como um fantasma.

_Foi um prazer te conhecer também_ ela resmungou sozinha depois que ele desaparecera.

Spirit, que antes estivera agitado, agora estava novamente calmo e manso. E Demetria ficara imaginando o que Joseph quisera dizer com aquelas coisas, ele era um rapaz muito bonito, porém um tanto estranho.
Demetria sacudiu a cabeça pra espantar os pensamentos, se ajeitou no cavalo e voltou para mansão Hawkins.
Gostaria de poder passar o dia fora, mais algo nas palavras de Joseph tornara a ideia de cavalgar a noite um pouco assustadora.
Então ela decidira que só o que precisava agora era de um bom descanso e mais nada.

                  
                                     ... Continua
 
   

Obrigada pelos comentários meninas.
bjinhus pra vcs tbm  
e
 Demi& Joe: Hum...... Mistério. To brincando!!!!! ushaush Vai ser Jemi. Só que não vai ser AGORA!! ;) 

 

sábado, 1 de outubro de 2011


   Chapter One
Vicenza, Itália – Dias Atuais

As duas senhoras caminhavam pela casa conversando animadamente, a jovem seguia atrás, quieta, os olhos vigilantes analisando cada centímetro do lugar.
A mansão da família Hawkins era enorme, muitos corredores e quartos, cada centímetro perfeitamente arrumado e decorado ao gosto da senhora Hawkins, que diga-se de passagem era um tanto excêntrico. A mansão era bonita, não se podia negar, mais tinha um ar um tanto sombrio e monótono... Demetria sentia-se um tanto perturbada conforme caminhava pelos corredores, os quadros nas paredes pareciam encará-la.

_Denise, sua casa é incrível_ Daiana, a mãe de Demetria elogiara, estava totalmente deslumbrada.
_Obrigada_ sorriu satisfeita_ cuidei pessoalmente de cada detalhe da decoração.
_Você tem muito bom gosto_ afirmou.
Um gosto muito estranho, isso sim, pensara Demetria soltando um leve suspiro.
_Venham comigo_ Denise pediu_ vou lhes mostrar seus aposentos.

As três mulheres caminharam por mais alguns minutos até finalmente chegarem a um grande corredor com várias portas. Denise parou diante de uma delas e a abriu, pedindo que Demetria entrasse.

_Este será seu novo quarto querida, espero que goste.
_É lindo_ ela abriu seu melhor sorriso.
_Suas coisas já estão todas ai_ ela disse_ Nicholas se juntará a você daqui a pouco.
_Onde ele esta?_ Daiana perguntou_ gostaria de dar um abraço nele.
_Ele queria estar aqui pra recebê-las, mais insisti que fosse cavalgar com o irmão_ ela explicou_ o coitado estava muito ansioso.

Demetria também estava ansiosa pra vê-lo, Nicholas seria a única coisa conhecida e segura naquele lugar estranho e desconhecido.

_Fique a vontade querida_ sorriu acolhedoramente_ vou mostrar a sua mãe o quarto dela.
_Tudo bem_ ela concordou.
_Você vai adorar Vicenza Demetria_ ela garantiu_ é uma cidade calma, tranqüila, assim como você.

Com um sorriso, as duas mulheres deixaram o quarto.
Assim que a porta se fechou, Demetria se deixou cair sobre a cama, os olhos entristecidos analisando seu novo lar. Apesar de todo aquele luxo, Demetria preferia mil vezes sua pequena casa na Inglaterra...Sentiria falta da cidade grande, da vida agitada, de seus amigos e tudo por um capricho de sua mãe.
Ela passara um bom tempo ali sentada, fitando o vazio até eu finalmente a porta do quarto se abrira... Era Nicholas.

_Sentiu minha falta?_ ele perguntou abrindo os braços.
_Muita_ ela correu pra abraçá-lo, um sorriso sincero iluminando seu rosto delicado_ que bom que chegou.
_Desculpe-me pela demora_ ele pediu beijando os cabelos dela.

Nicholas era noivo de Demetria a mais ou menos um ano, os dois se conheceram na Inglaterra há dois anos, onde Nicholas fazia intercâmbio e então começaram a namorar.
Assim que soubera que a família de Nicholas era rica, a mãe de Demetria tratara de incentivar o casamento e agora as duas estavam ali... Na Itália, para acertar os detalhes do casamento dos dois. Mais não era o que Demetria queria, ela não sentia pronta pra dar um passo tão importante em sua vida, e embora gostasse muito de Nicholas não estava certa de que deveria mesmo se casar com ele. O amor era um assunto muito delicado pra se tratar tão imprudentemente.

_E então? O que esta achando de sua nova casa?_ ele perguntou com curiosidade.
_Sua casa é incrível_ respondeu simplesmente.
_Você não me parece muito animada_ comentou.
_Você me conhece_ deu de ombros_ essa vidinha pacata do campo não é muito meu estilo.

_Claro_ ele concordou_ e o gosto de minha mãe por antiguidades também não é muito acolhedor. Aqueles quadros que ela pos no corredor me deixam nervoso... Parece que ficam me encarando.
Demetria riu se sentindo mais leve, Nicholas tinha esse dom, de deixá-la confortável onde quer que fosse.
_Dê uma chance a Vicenza_ ele disse acariciando o rosto dela_ tenho certeza que vai gostar daqui.
_Eu posso tentar_ ela sorriu de lado_ mais não prometo nada.

Demetria tentaria se adequar a sua nova realidade, mais duvidava verdadeiramente que encontraria naquele lugar algo que lhe agradasse, um verdadeiro motivo pra ficar. Se a presença de Nicholas não era suficiente pra animá-la, duvidava que qualquer outra coisa pudesse.

_Porque não deixa pra arrumar suas coisas depois?_ ele sugeriu segurando a mão dela_ vem comigo.
_Aonde vamos?_ ela perguntou curiosa.
_Vou lhe mostrar o resto da casa, e o lado de fora que não foi atacado pelo gosto perturbador da minha mãe_ ele brincou_ vou te mostrar a cidade também.
_O gosto de sua mãe não é tão ruim.
_Não_ ele zombou_ Só parece que moramos em uma casa mal assombrada.

Nicholas lhe roubou um rápido beijo e então começou a puxá-la pra fora do quarto, sabia muito bem o que fazer pra alegrar a noiva. Assim, os dois caminharam de mãos dadas em direção à saída da casa, mais foram parados antes de poderem alcançar a porta... Demetria esperava caminhar um pouco ao ar livre, mais pelo jeito não seria tão fácil.

_Onde os pombinhos estão indo em?_ Daiana perguntou.
_Eu ia levar Demi pra conhecer a cidade_ Nicholas disse sorrindo docemente para noiva.
_Não, não_ Denise interveio_ nem terminei de mostrar a casa a ela e ainda temos muito que conversar, precisamos nos conhecer melhor.
_Mãe, vocês podem fazer isso depois_ ele disse.
_Porque esperar?_ ela questionou.

_Porque quero passar um tempo com minha noiva?_ ele disse como se aquilo fosse óbvio.
_Eles querem passar um tempo a sós_ Daiana sussurrou no ouvido de Denise, mais não impediu que os dois ouvissem.

Demetria e Nicholas suspiraram, suas mães não conseguiam compreender o conceito de privacidade, era muito difícil pra elas.

_Tudo bem, podem ir_ ela desistiu_ posso muito bem conhecer a futura esposa do meu filho depois. Porque a pressa não é verdade?
_Até mais.

Então Nicholas começou a puxar Demetria dali, antes que as duas mulheres tivesse, a chance de dizer mais alguma coisa.
Os dois sorriam um para o outro enquanto andavam de mãos dadas pelo enorme jardim da mansão Hawkins, era o tipo de ambiente que Demetria aprovava... Flores, pássaros, só a beleza na natureza e mais nada.

_Sabe_ Nicholas comentou enquanto caminhavam_ senti falta daqui nesse tempo que passei na Inglaterra. Sei que aqui é um lugar um pouco estranho mais... Vicenza tem seus encantos.
_Não precisa passar o tempo todo elogiando a cidade querido_ ela sorriu_ sei que é encantadora, só não me acostumei ainda.
_Mais vai se acostumar, aqui é um ótimo lugar_ garantiu_ passei muitas coisas aqui na minha infância.
_Você devia ser uma criança terrível_ ela brincou.
_Oh, eu era_ ele concordou_ eu deixava minha mãe de cabelo em pé... Lembro que ela me contava histórias de terror antes de eu dormir na tentativa de me assustar.
_Aquela casa por si só já é muito assustadora.
_Verdade, mais não adiantava de muita coisa, eu saia da minha cama no meio da noite procurando os monstros dos quais ela me falava_ ele fez uma careta_ infelizmente nunca achei nenhum.
_Gostaria de ter encontrado um?_ ela perguntou rindo.
_Claro_ ele afirmou com entusiasmo_ imagine só_ fez um gesto no ar com as mãos_ Nicholas Hawkins, o caçador de monstros.

Demetria não se aguentou e caiu na gargalhada enquanto observava o rosto do noivo, ele parecia realmente empolgado com a ideia de caçar de monstros. Nicholas tinha esse jeito divertido, infantil e fantasioso às vezes... Para ele, era um jeito melhor de se levar à vida.

_Do que você esta rindo?_ ele fingiu estar zangado_ é o meu sonho de criança.
_Oh claro, é uma ótima profissão_ disse tentando conter os risos.
_Não importa_ ela sacudiu a cabeça, se virando pra olhá-lo, caminhando de costas_ eu não gosto de monstros.
_E do que você gosta senhorita?_ ele perguntou em um tom formal, fazendo uma careta engraçada.
Ela ficou em silencio um instante, como se ponderasse aquela pergunta enquanto lhe sorria maliciosamente.
_De você_ ela respondeu timidamente.

O sorriso do rapaz aumentou ainda mais, ele deu um passo a frente esperando alcançá-la, mais a jovem começou a correr pra longe dele enquanto ria abertamente. Entrando na brincadeira, Nicholas se pos a correr atrás dela enquanto riam feito duas crianças.
Aquele tinha sido o único momento de paz que Demetria tivera desde que soubera que teria de se mudar, e esperava que o resto dos dias também pudessem ser assim.
Quando Nicholas finalmente a alcançara, a puxara pelo braço, fazendo com que a jovem se desequilibrasse e caísse sobre a grama verde. Ele caíra sobre ela, se escorando nos braços pra que o peso de seu corpo não a machucasse.
Ele fitou carinhosamente os olhos castanhos dela.

_Você gosta de mim?_ ele perguntou inocentemente, como se não soubesse da resposta.
_Não_ ela sacudiu a cabeça com um sorriso zombeteiro.
_Mentirosa_ ele acusou, erguendo uma das mãos pra lhe fazer cócegas.
_Pare... Pare_ ela pedia rindo descontroladamente enquanto tentava se desvencilhar dele.
_Só se você confessar_ ele a desafiou_ diga que gosta de mim.
_Não_ ela gritou, já desciam algumas lágrimas de seus olhos.
_Vamos_ ele insistiu_ confesse... Diga pra mim.

_Eu gosto de você_ ela gritou ainda entre risos_ eu gosto ta bom?
_Ótimo_ ele sorriu satisfeito.

Ele parou com as cócegas, mais permaneceu deitado sobre ela, observando encantado como ela era linda... Os olhos estava fechados, o peito subia e descia rapidamente enquanto ela tentava controlar a respiração. Os cabelos negros e lisos, e o delicado tecido do vestido que ela usava, estavam jogados sobre a grama... Balançando com vento.
Era a coisa mais linda que ele já vira... Uma visão do paraíso.

_Você é um homem mau_ ela acusou.
_E você é linda_ ele sussurrou passando os dedos levemente pelo rosto dela pra limpar as lágrimas que desceram... Ela abriu devagar os olhos pra fitá-lo, cheio de emoções contraditórias_ estou feliz que esteja aqui. E prometo que vou te fazer muito feliz.

E ela não duvidava que ele faria se aquele casamento realmente acontecesse. Nicholas era um perfeito cavalheiro, educado, carinhoso, atencioso, divertido... Além de muito bonito é claro.
Ela sorriu docemente pra ele, um sorriso que sempre lhe tirava o fôlego, e ergueu uma das mãos, a passando pelos cabelos cacheados dele, e ele se inclinou lentamente pra beijá-la... Um beijo calmo, doce e apaixonado.

Beauty and the Beast




A Bela e a Fera

Dizem que matar um animal não é pecado... Mais matar um homem sim.
Mais onde começa um e termina o outro?


Há uma antiga lenda, que fala de um homem... Dizem que ele é amaldiçoado, e em noites de lua cheia ele se transforma em uma fera, um monstro sedento por sangue, matando qualquer coisa que se mover.
Uns dizem ser verdade, outros afirmam ser história pra assustar crianças.
Mais eu sei a verdade... Eu já estive cara a cara com a fera... Olhei dentro de seus olhos... Estive em seus braços.
Eu me apaixonei por ela.





Prólogo

Vicenza, Itália – Dez Anos Atrás


A noite caíra assustadora... O céu estava nublado, encoberto pelas nuvens. O vento soprava do lado de fora e a lua cheia brilhava no céu encoberto. Dentro da casa, o homem arrastava seu filho pelo braço pelos corredores, as luzes estavam baixas e o lugar silencioso, exceto pelo choro do menino que lutava pra se livrar das mãos do pai.

_Pai, por favor, não_ ele implorava com lágrimas nos olhos.
_Filho, sabe que não tenho escolha, estou fazendo isso pro seu bem_ o homem disse o segurando com mais força.
_Por favor pai, não me tranque de novo, não quero ficar sozinho_ o menino disse com desespero.

O homem parou de andar e se virou pra fitar o rosto do filho, tão delicado e tristonho, os olhos castanhos demonstravam claramente seu desespero, era de cortar o coração. O homem segurou o rosto do filho entre as mãos.

_Olhe pra mim_ ele ordenou_ você não quer machucar ninguém, quer?
_Não_ o menino_ sacudiu a cabeça.
_Então fique quieto e venha comigo, já esta quase na hora.

O homem voltou a puxar o menino pelo braço, que não conseguia parar de chorar. Os dois desceram apressados um enorme lance de escadas e o homem soltou o filho por um instante pra destrancar a porta de ferro.
Ele arrastou o menino pra dentro do quarto escuro e o sentou no chão de pedra frio.
 
21 ago

_Fique quietinho ok?_ ele pediu_ vai acabar logo.
_Pai, por favor_ ele choramingou.
_Shh... Vai ficar tudo bem_ sorriu tentando encorajá-lo.

Ele pegou a corrente que estava no chão... Ela estava presa à parede de concreto e era feita de prata reforçada. Prendeu a primeira no braço esquerdo, depois no direito e em seguida nas duas pernas, mantendo o menino acorrentado a parede.

_Não me deixe aqui pai_ implorou_ não quero passar por aquilo de novo.
_Desculpe filho, mais eu preciso_ se levantou_ esta a hora... Volto amanhã quando tiver acabado.
_Não... Pai_ o menino se desmanchou em lágrimas.

Lhe partia o coração ter de deixar o filho daquele jeito, mais ele não tinha escolha. Assim, com pesar, ele saiu do quarto escuro, trancando a porta atrás de si e subindo novamente as escadas.

_No... Pai_ ele pode ouvir os gritos do filho atrás de si e suspirou_ PAI... POR FAVOR.

O homem se sentou no sofá, abaixando a cabeça e escondendo o rosto nas mãos, sem conseguir conter as lágrimas conforme os gritos do menino ficavam mais altos, desesperados e agonizantes. Ele gostaria de poder fazer algo pra ajudá-lo... Qualquer coisa para não ter de vê-lo sofrer, mais infelizmente não havia nada que pudesse fazer... Só esperar que acabasse.

_PAI_ o grito ecoou quebrando o silencio.

O homem ergueu lentamente os olhos pra fitar a lua cheia e brilhante no céu. Seu coração parou junto com os gritos do filho e só o que pode ouvir foi um uivo alto e aterrorizante.
A Fera estava de volta.




PElo menos 5 coment's para começar a postar!! ;) 

Explicações

Bem meninas,aconteceu uns probleminhas e essa história vai ficar sem fim POR ENQUANTO.

Bem, vou começar a repostar uma história que
é da Cacau.
Espero que gostem
Bjinhus e comentem
;)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

NOVIDADES OTIMAS!!

Bom,  pra quem me acompanha sabe que estou sem ideia.
E não queria deixar vcs não mãos.
Então corri atras da parceria de UMA DIVA!!
Conversei com ela eela vai me ajudar a finalizar a historia.
CHARAN CHARAN.......(tentei fazer um suspense mas acho que falhei mas tudo bem suasuah )
E a diva é......
É a Kary da história  http://jemipk.blogspot.com/  "P.S. Eu te amo"
Pra quem não conhece eu RECOMENDO²
 É muito linda a historia dela e muito criativa!!
Espero que tenham gostado da novidade.
Bem depois de finalizar eu tenho uma história pra REPOSTAR para vocês.
Vão tentando descobrir ai de quem é a história.
Ela também é muito diva, mas não tem blog.
As historia SEMPRE são repostadas por muitas blogueiras!!
O nome dela começa com C.......
Bjinhus
e
comentem!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Recadinho!!

Bem vindas as novas seguidoras!!
Eu vim para avisar vocês que não abandonei-as!!
Vou terminar a historia primeiro pra voltar a postar,
para não correr o risco de acontecer isso de novo!!
Espero que não me abandonem!!
Bjinhus
Logo,logo eu posto!!